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Opinião
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Escaparate

Badajoz

Bela Espanha, esta que nos é representada por Badajoz, onde as lendas sobre a sua origem se multiplicam, assim como as graciosidades culturais, sopradas por ares de uma arqueologia remota e muito rica.

16-10-2019 | Rui Calisto

Terra de nomes sonantes, naturais. Ou passageiros de aventuras citadinas, situados em embarcações melífluas, repletas de beleza, entre pincéis, acordes, letras e monarquias, refiro-me, entre tantos, ao El Divino, Luís de Morales (1509-1586), a Joaquín Romero de Cepeda (1540-?), a Juan Vásquez (1510-1560 ou 1572), a Rodrigo Dosma (1533-1599), a Dom Rodrigo (688-711) a Diego Sánchez (1525-1549).
Um concelho onde a história atropela os nossos sentidos mais apurados, deixando-nos com muita sede de conhecimento. Uma região onde o derramamento de sangue, devido aos inúmeros conflitos ali ocorridos pelos tempos afora, obriga-nos a cair em perplexidade, fazendo-nos duvidar, até, de como foi possível chegar aos dias atuais. Mas, instala-se depois a certeza de que foi a fibra e a forte têmpera dos citadinos, que, geração após geração, foram inflando em si a coragem dos invencíveis.
Encravada a sudoeste da Península Ibérica, Badajoz bebe das águas do Guadiana, rio encantado, com um curso total de 829km, desde as lagoas de Ruidera, em Ciudad Real, até ao Golfo de Cádis. Primitivamente instituída num outeiro calcar do Período Paleozoico, graciosamente ablaqueado por esse voluptuoso flume, exatamente onde hoje podemos admirar a alcáçova, a exemplar e imponente fortaleza, sentinela omnipotente fincada no Cerro de la Muela, que dá ânimo e força aos residentes e encanta o olhar dos visitantes.
Mas, não fica por aqui o poderio arquitetural, sendo inúmeras as demais excelências desse concelho: A Fortificação Vauban, com seus oito baluartes a ameaçarem os intrusos emanados da Guerra da Restauração; La Giralda e Torre de Soledad, símbolo etéreo de um comércio outrora muito forte; A Porta de Palmas, por onde, em 1551, entravam os que vinham por Bem e aqueles que nem por isso; A Catedral de São João Batista, que desde 1255 continua trazendo paz de espírito aos residentes e àqueles, de outras plagas, que a procuram em peregrinação; O Real Mosteiro de Santa Ana, de 1518 que vem testemunhando as vicissitudes e as virtudes da história local; A Capela das Adoradoras, construída no século XIII. Esses e demais traços de uma terra sublimada pela arte e pelo sorriso sincero de cada um dos naturais.
Badajoz, a sua história e a sua memória, devem ser preservadas e repetidas. Como deve ser também revivida, a cada ano, a grande ligação desse concelho com Caldas da Rainha, seja em âmbito cultural (o que, creio, nunca ocorreu), seja através daquele que é considerado o acontecimento pioneiro na história do cicloturismo português, o “CicloBrevet Internacional Caldas-Badajoz”, evento iniciado há exatos 37 anos pela mão acolhedora do Sporting Clube das Caldas.
Repetir a efeméride, naturalmente, será um estreitar cada vez mais intenso das relações entre as duas localidades e, claro, entre os dois países. Será, também, e, felizmente, uma forma de prestar homenagens a todas as pessoas que fizeram, e fazem, parte da história dessa prova ciclística.
Badajoz e Caldas da Rainha, o que mais se poderia realizar para se diminuírem distâncias? Talvez um Festival de Teatro, um Documentário, ou, quem sabe, a publicação de um livro que explanasse com vivacidade e ternura a história de um amor impossível, entre um Romeu e uma Julieta, com delicadezas Ibéricas.
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