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Economia
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“É preciso reconquistar a confiança dos viajantes”

A recuperação do turismo esteve em discussão na 7a edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que este ano decorreu em formato híbrido, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha. A cidade foi no dia 26 de maio a capital do turismo com a realização deste evento, que concluiu que 2021 e 2022 são anos de desafios e que Portugal precisa de retomar a confiança dos viajantes nacionais e estrangeiros. Com vacinação da população as organizações do setor manifestaram “otimismo em relação ao futuro” e há quem veja, finalmente, a “luz ao fundo do túnel” e assegura que “a atratividade do país se manterá após a pandemia”.

07-06-2021 | Marlene Sousa

O “Vê Portugal”, promovido pelo Turismo Centro de Portugal e pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha, em parceria com as
Entidades Regionais de Turismo, teve mais de 600 pessoas inscritas, que acompanharam o fórum via streaming.
No CCC alguns dos principais agentes do setor, incluindo a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, debateram as principais estratégias para colocar o país no rumo do crescimento no setor do turismo.
Pese embora o turismo tenha sido afetado pela pandemia, a secretária de Estado deixou uma mensagem de esperança e uma perspetiva de otimismo para com o futuro próximo. “Nos últimos anos, o crescimento da notoriedade da marca Portugal tem crescido”, disse, lembrando que todos os ativos que contribuíram para esse crescimento “não saíram beliscados da pandemia, continuam cá para os visitantes”.
Rita Marques recordou que o setor do turismo tem sido uma força no que toca à atividade económica no contexto nacional e tem ajudado que “a marca Portugal tenha crescido imenso”. Para a governante é um motivo de alento para “continuar com uma estratégia muito determinada”, acrescentando que foi a pandemia que “hibernou a nossa ambição, porque estávamos já habituados a uma rota de crescimento muito pujante”.
A secretária de Estado lembrou que uma das prioridades do Governo foi a “manutenção dos postos de trabalho e esse esforço resultou que nós temos neste momento taxas de desemprego relativamente controladas”. “Estamos a virar a página, depois de dias difíceis”, salientou.
Segundo Rita Marques, “o turismo não necessita de reformas estruturais, precisa sim de um plano específico que permita acelerar o setor”. A governante elencou as principais medidas, nomeadamente “apoiar as empresas”, “instigar confiança aos visitantes”, “assegurar o posicionamento competitivo de Portugal a nível internacional” e “olhar para o futuro”.
Revelou ainda que vão lançar muito em breve uma nova versão do programa de apoio a microempresas e PME, o programa Adaptar 2.0, e que “gerar negócio” é a grande prioridade.
Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, elencou cinco pilares prioritários à retoma da atividade turística, salientando que a tarefa maior é “restaurar a confiança dos consumidores e dos viajantes nacionais e internacionais”. O responsável referiu que “terá muito a ver com a forma como Portugal está na linha da frente na vacinação, que vai contribuir para o processo de imunidade de grupo”. “Precisamos passar da gestão da linha do medo para a gestão da linha da esperança e confiança”, afirmou.
Outro pilar prioritário para relançar o turismo é, segundo Pedro Machado, “consolidar o turismo interno”, acrescentando que acredita que “Espanha, França entre outros mercados, vão também apostar no mercado interno”. “Apesar do nosso mercado não ser numeroso, com cerca de 10 milhões, é pelo menos um mercado que está cá o ano todo e que pode consumir experiências do litoral ao interior e sobretudo valorizar territórios que não estavam até aqui na primeira linha da preferência dos consumidores”, salientou.
Pedro Machado defende “a criação de um mercado interno alargado de proximidade, criando parcerias com as regiões fronteiras de Espanha”.
Para o presidente do Turismo do Centro o terceiro pilar é reconquistar os mercados internacionais. “A região Oeste muito próxima do circuito de Lisboa é uma daquelas que está mais ligada aos fluxos internacionais”, disse, adiantando que é preciso pensar no “destino religioso de Fátima”.
De acordo com o organizador do “Vê Portugal”, a retoma da atividade turística deve ser suportada pela segunda geração do “Clean and Safe” e o “Passaporte Verde”, medidas que “devem continuar para ser pioneiro neste processo dos fluxos turísticos internacionais”.
O presidente do Turismo do Centro referiu como quarto pilar fundamental o apoio às empresas. “Percebemos a importância decisiva que é termos as nossas empresas já não num processo de sobrevivência, mas num processo de afirmação e de retoma”.
Por último, Pedro Machado apontou a estruturação de novos produtos turísticos como o quinto pilar.
Participantes internacionais
No painel mais internacional os participantes foram unânimes em considerar que a pandemia veio alterar os hábitos de quem viaja. O professor da Universidade de Houston, John T. Bowen, apresentou uma nota otimista, tendo como base a realidade a que assiste nos
Estados Unidos. “Assim que a situação pandémica estabilizar na Europa, os americanos vão voltar a voar para a Europa”, disse. Com a diferença de que “vão gastar mais e ficar mais tempo, com interesses mais variados”.
Marta Poggi, conferencista e mentora especializada em Tendências, Inovação e Transformação Digital no Turismo e Hotelaria, declarou que “as pessoas continuam a sonhar com viagens, com o dia em que vão colocar o pé na estrada novamente”. Considera que os viajantes, “procuram hoje novos produtos e novas experiências turísticas, por isso precisamos de novas formas de fazer a promoção dos destinos turísticos”.
A pandemia e a crise nas vendas
Um dos momentos altos da iniciativa foi o painel que juntou os representantes das principais associações nacionais do setor turístico para debater os principais obstáculos e ameaças à comercialização e vendas no atual contexto pandémico.
Frederico Costa, vice-presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, manifestou a sua preocupação com os efeitos desta crise que, no seu entender, ainda se vão fazer sentir. “Receio que ainda não tenhamos visto todos os efeitos desta crise na perda de postos de trabalho e no encerramento de empresas”, apontou.
Segundo este responsável, “a recuperação aos níveis de 2019 só em 2024. Se não houver mais apoios às empresas, muita gente ficará pelo caminho”, disse, acrescentando que “sem retoma do turismo não há recuperação da economia”.
Joaquim Robalo, secretário-geral da Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, afirmou que “2020 foi um ano dramático como não há memória para o rent a car”, pelo que “é necessária uma recuperação rápida do turismo para sobrevivermos”.
António Vidal, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, apontou que com a retoma da atividade “há falta de quadros técnicos especializados”. Alertou que o setor dos eventos está parado e receia que “40% das empresas não vão voltar a abrir”.
Carlos Moura, vice-presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, apresentou números e estatísticas que ilustram a perda de empregos, de dormidas e de hóspedes que se verificou desde o início da pandemia. Criticou ainda que “Portugal foi dos países que menos apoiaram as empresas. Antes da pandemia já havia empresas que estavam menos bem, agora estão quase todas mal e é preciso tratá-las. Que não se crie a ideia de que se as empresas estão doentes é melhor deixá-las cair”.
Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, manifestou que “estamos em modo de sobrevivência até à data, mas temo que o pior ainda está para vir: com a retoma vêm os custos acrescidos e a receita não vai acompanhar”.
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