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Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Ferreira da Silva homenageado com a atribuição do seu nome ao restaurante pedagógico

A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) batizou o seu restaurante pedagógico com o nome de Ferreira da Silva, em homenagem ao artista, uma das maiores referências da cerâmica portuguesa dos séculos XX e XXI, tendo desenvolvido também um percurso nas áreas da pintura, escultura, desenho, gravura e vitral.

14-03-2018 | Marlene Sousa

Almoço de homenagem ao mestre Ferreira da Silva, cerimónia onde foi descerrada a placa com o nome do homenageado
[+] Fotos
Almoço de homenagem ao mestre Ferreira da Silva, cerimónia onde foi descerrada a placa com o nome do homenageado
Foi na EHTO, num jantar alusivo e inspirado pela sua obra, realizado no dia 9 de abril de 2015, que lhe foi prestada a última homenagem pública em vida. O mestre Ferreira da Silva faleceu em Caldas da Rainha no dia 8 de março de 2016.
Decorreu na passada quinta-feira um almoço de homenagem ao artista, que passa a ter o seu nome associado à escola. A sua arte voltou a ser a inspiração para esta aventura gastronómica, já que os chefs e alunos criaram os mesmos pratos que foram servidos há três anos.
Entre os convivas estiveram o filho e muitos amigos do artista, bem como responsáveis autárquicos.

No almoço de homenagem ao mestre Ferreira da Silva foi descerrada a placa com o nome do artista. A ementa servida foi a mesma do jantar alusivo e inspirado pela sua obra, realizado no dia 9 de abril de 2015. A sala onde a refeição foi servida foi decorada com peças do artista Ferreira da Silva oferecidas pelo Cencal, que vão ficar no restaurante pedagógico. Também na entrada para a sala está exposta uma moldura com a notícia no JORNAL DAS CALDAS do jantar em 2015.
A sua arte foi o mote para esta aventura gastronómica, confecionada e servida pelas turmas finalistas de Técnicas de Cozinha e Pastelaria e de Restauração e Bebidas, respetivamente. Os estudantes masculinos colocaram uma boina porque “representavam um grande significado para Ferreira da Silva”.
Os pratos procuraram ter em conta elementos como a forma, cor, textura, as emoções e sensações que aquelas obras produzem nas pessoas.
Como entrada foi servida uma sopa de mariscos da Lagoa de Óbidos, inspirada na peça de Ferreira da Silva que está exposta no átrio do CCC “Orgósmico IV”. Seguiu-se um colorido prato, a fazer jus a peixes utlizados em alguns trabalhos do artista, onde os jovens chefs combinaram peixe do rio frito com açorda de tomate.
Para prato de carne foi escolhido pato desfiado com laranjas e legumes do Oeste.
Segundo o chef Luís Tarenta, que coordenou este almoço temático, a sobremesa foi o único prato diferente, onde no jantar de 2015 foi servida uma taça de chocolate enfeitada e recheada. Neste almoço foi apresentado um pastel de requeijão, que Luís Tarenta espera também que tenha feito justiça aos trabalhos do artista.
O vinho escolhido pelos alunos do curso de Restauração e Bebidas para acompanhar os pratos foi o verde Muralhas 2016 e o tinto Vinha das Lebres 2015.
Esta foi uma refeição diferente, originalmente confecionada e empratada, que agradou e foi bastante aplaudida pelos convidados.

EHTO vai integrar a Rota Ferreira da Silva

“Esta iniciativa é importante para que os nossos alunos e a nossa comunidade se possa associar a uma imagem forte de um artista de grande relevo da cidade”, disse o diretor da EHTO.
O responsável recordou que o projeto iniciou com o jantar temático há três anos, onde os alunos se prepararam para a criação da ementa, com contactos com a obra do artista e onde visionaram o documentário sobre Ferreira da Silva, da autoria de Miguel Costa.
Segundo Daniel Pinto, a ideia de atribuição do seu nome ao restaurante pedagógico da Escola surgiu como um sinal de grande “entrosamento com a comunidade e com um tema forte da cidade que são as artes”, de forma que “a escola também possa integrar a Rota Ferreira da Silva pelo património gastronómico”. “Alguém que trabalha em turismo e hotelaria tem que perceber que além de saber confecionar um prato é importante ter um conhecimento profundo da região onde trabalhamos”, adiantou.
O investigador João Serra, responsável pela Festa da Cerâmica (evento que contempla várias iniciativas relacionadas com este autor), referiu-se à frase que está na placa no início do restaurante pedagógico, “A cerâmica é uma arte de cozinha cem por cento pantagruélica”, de uma entrevista de Ferreira da Silva a Luís Pacheco, em 1965, no Jornal de Letras e Artes. João Serra dúvida que Ferreira da Silva tenha dito “essa frase”, acreditando que a interpretação tem a ver com a ideia de que “a cerâmica é uma arte devoradora que consome todas as outras”. “Foi isso que provavelmente levou a que Luís Pacheco viesse a Caldas da Rainha à procura desse artista do excesso”, adiantou. O investigador terminou dizendo que a obra de Ferreira da Silva “começa no pantagruel e acaba no gourmet”.
Para Rui Ferreira da Silva, o filho mais velho do mestre, esta foi uma cerimónia “muito especial”, pela “excelente refeição”, revelando é importante os alunos terem a perceção de que “a comida que servimos, a forma como pomos a mesa, a maneira com somos recebidos, atendido, é algo que nos identifica como povo e é muito importante em termos de atratividade do país”.
Quanto à frase “a cerâmica é uma arte de cozinha cem por cento pantagruélica”, o filho de mestre considera que ele se referia “à capacidade que havia de a cerâmica ser uma arte da imprevisão de se juntar múltiplos ingredientes, de ser algo que se ia descobrindo um pouco como um cozinheiro vai tentar criar um prato diferente”.
O vereador Luís Patacho, do PS, também destacou a homenagem ao mestre como sendo “justa, simpática e uma memória coletiva” de um grande artista que sempre trabalhou “fora da caixa”.
O presidente da Câmara das Caldas realçou a plateia ilustre presente no almoço, “com grande peso na nossa comunidade e que vem aqui muito pela homenagem ao mestre Ferreira da Silva, que deixa uma marca indelével na criatividade artística”.
Alexandra Pereira, diretora coordenadora da empresa Turismo de Portugal, João dos Santos, diretor da ESAD.CR, entre outras individualidades ligadas à cultura, também marcaram presença nesta cerimónia.
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