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Foz do Arelho celebra centenário da freguesia com inauguração da Casa-Museu Jaime Umbelino

No âmbito da comemoração do centenário da freguesia da Foz do Arelho, no passado dia 12 foi inaugurada a Casa-Museu Jaime Umbelino. A “Casa do Arco” foi deixada, pelo seu proprietário, Jaime Umbelino (1916-2007) em testamento (datado do ano de 2006) para a Junta de Freguesia da Foz do Arelho, com a indicação de que a mesma fosse transformada em casa-museu. Assim se realizou o desejo do escritor, linguista, docente e cronista, com a preservação da sua história, através da arquitetura original do imóvel e manutenção de todo um ambiente em que o morador, bem como a sua família, viveram.

19-06-2019 | Marlene Sousa

Foi inaugurada a Casa-Museu Jaime Umbelino na Foz do Arelho
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Foi inaugurada a Casa-Museu Jaime Umbelino na Foz do Arelho
O fozense nasceu naquela localidade em 1918. Residia em Torres Vedras, mas passava fins de semana e férias na sua habitação, conhecida como Casa do Arco, na Foz do Arelho, onde fazia várias tertúlias e eventos de convívio.
Situada nas proximidades da Igreja da Foz, o edifício possui dois anexos, arrecadações e logradouro.
O percurso museológico passa por várias salas, quartos e jardim, com o objetivo de familiarizar os visitantes com aquilo que era a vida de Jaime Umbelino.
Na Casa-Museu, aberta ao público de quarta a domingo das 14h00 às 18h00, as pessoas vão poder observar quadros, loiças, mobiliário antigo, exposições e grande parte do seu acervo de livros.
Segundo Fernando Sousa, presidente da Junta da Foz do Arelho, trata-se de uma casa “com muita memória e o objetivo é criar agora relação com a comunidade”, com a realização de vários eventos culturais.
Uma exposição de fotografia do concurso que a Junta da Foz do Arelho organizou, onde a imagem vencedora é capa do livro de poesia “Foz”, inaugurou a sala de exposições temporárias que, de acordo com Fernando Sousa, já tem programação definida para outras mostras.
Nesta quarta-feira, dia 19 de junho, será inaugurada uma mostra de aguarelas da artista fozense Cristina Mateus.
“Esperemos atrair visitantes de fora do concelho, porque acima de tudo pretendemos servir como espaço de desenvolvimento cultural e comunitário desta zona", frisou o presidente da Junta.

Vereadora de Torres Vedras é sobrinha-neta de Jaime Umbelino

Presente na inauguração da Casa-Museu esteve Ana Umbelino, vereadora da Cultura de Torres Vedras e sobrinha-neta de Jaime Umbelino, que também impulsionou, em 2011, a constituição da Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino em Torres Vedras, cidade que acolheu a família quando o fozense tinha quatro anos.
Disse que ficou muito feliz com o resultado final da Casa-Museu porque considera que “o espírito se mantém”. “O projeto concilia de forma muito harmoniosa a preservação da memória do meu tio-avô e da própria casa com dimensões que estão associadas à sua vida, personalidade e que remetem a uma relação muito próxima com as letras, cultura e artes”, referiu a autarca.
Segundo Ana Umbelino, a melhor forma de perpetuar a memória de alguém não é criar espaços de culto centrados na vida dessa pessoa, mas é “fazer revibrar para outros aquilo que foram os traços distintivos da personalidade e da obra dessa pessoa e vejo nesta casa todas essas dimensões conjugadas”.
“É um lugar de memória e convida esta comunidade a projetar a sua identidade para o exterior e de estímulo à criação artística”, adiantou a vereadora da Câmara de Torres Vedras, considerando que “será um local visitado por muitas pessoas não só a comunidade local, mas também visitantes de fora” e dessa forma “contribuirá para a vontade do meu tio avô para uma sociedade mais culta e comprometida para as artes”.
Ana Umbelino vê muitas formas deste museu na Foz do Arelho colaborar com a Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino em Torres Vedras. “O espaço em Torres Vedras também contempla uma área para exposições temporárias, o que acontece similarmente aqui na Foz, e julgo que podemos construir mostras que circulem pelos dois espaços”, apontou, acrescentando que também podem decorrer atividades nos dois espaços, como cinema de animação, trabalhos de ilustração entre outras áreas de expressão que possam circular.
“Boas recordações, a casa está igual, estou muito feliz”, disse Afonso Maria Domingos Umbelino, de 80 anos, irmão mais novo de Jaime Umbelino (o único irmão vivo), que esteve presente na sessão inaugural.
A Casa-Museu Jaime Umbelino é um espaço onde muitas pessoas se reconhecem porque tiveram o privilégio de participar em várias tertúlias e eventos de convívio. Foi o caso do presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, que participou em muitas festas na casa. “Todos os anos Jaime Umbelino realizava as festas de verão, como ele as chamava”, recordou, revelando que “vinham amigos de Torres Vedras e das Caldas da Rainha, algumas pessoas com altos cargos”. “Ele fazia umas feijoadas ótimas, mas o que nos interessava era o convívio, onde ficávamos no jardim a conversar”, relatou Lalanda Rebeiro.
António Marques, diretor executivo da Expoeste, um admirador de Jaime Umbelino, destacou a importância do museu para a Foz do Arelho revelando que “na casa esteve várias vezes sua majestade o Rei D. Carlos, acompanhado pela Rainha D. Amélia e sua corte”. 
“É a casa de um artista que teve uma sensibilidade invulgar, que era um grande amante da literatura portuguesa e da sua base, porque ele era um especialista em latim. Foi um homem que apesar de ter saído da Foz com quatro anos nunca deixou de frequentar a sua casa e a um dado momento transformou-a numa tertúlia de fim de semana”, adiantou.
António Marques referiu ainda que será destinada à preservação das “memórias etnográficas da freguesia da Foz do Arelho”.

Casa do Artista

Num dos anexos da habitação nasceu a Casa do Artista, com o objetivo de dinamizar ainda mais a cultura. “Temos tido contatos de escolas e instituições, do país e estrangeiro, onde procuram espaços onde artistas possam pintar e trabalhar as suas obras durante períodos curtos”, disse a vereadora da cultura da Câmara das Caldas, Maria da Conceição. O aluguer do espaço poderá também ajudar na manutenção da casa-museu. “As pessoas que fiquem na casa do artista, além de pagar, podem deixar uma obra e isso vai formando um espólio”, adiantou a autarca.
O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, revelou que a contribuição da autarquia para a recuperação da “Casa do Arco”, no âmbito do apoio da reabilitação urbana nas freguesias, será de cerca de 20 mil euros. “Neste momento a transferência da verba para a Junta da Foz do Arelho está suspensa devido à penhora das contas e enquanto o tribunal não decidir não podemos fazer a respetiva transferência”, explicou o autarca.
Posteriormente à inauguração, decorreu uma sessão solene em homenagem a Jaime Umbelino.
Pelas 21h00, decorreu um momento musical, com Jéssica Cipriano, no âmbito da comemoração do centenário da freguesia da Foz do Arelho. O programa de festas continua até 5 de julho.
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