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Escolhas do Editor, Caldas da Rainha
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Gabinete de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica nas Caldas já atendeu 242 vítimas

Nas Caldas da Rainha o Gabinete de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica (GAVVD) atendeu 242 vítimas nos últimos quatro anos. Em 2018, foram atendidas 59 vítimas e desde o início de 2019 até agora foram atendidas 13. Apesar da maioria das vítimas serem mulheres, o GAVVD atendeu 11 vítimas do sexo masculino.

13-03-2019 | Marlene Sousa

As situações de violência doméstica têm vindo a aumentar
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As situações de violência doméstica têm vindo a aumentar
As vítimas de violência doméstica que recorrem ao GAVVD são maioritariamente do concelho das Caldas, contudo, são atendidas algumas vítimas de concelhos vizinhos, nomeadamente de Óbidos, Cadaval, Peniche e Alcobaça.
A funcionar desde 2014 no serviço de ação social da Câmara das Caldas da Rainha, ali chegam histórias com contornos semelhantes de pessoas que “veem nas técnicas o salvamento”, disse ao JORNAL DAS CALDAS Débora Alves, técnica do GAVVD.
“Acima de tudo, o que as vítimas nos pedem não é que os agressores sejam presos, é que deixem de praticar aquela violência”, relatou.
“A maioria das vítimas são encaminhadas pela GNR, Segurança Social, hospital, entre outras entidades, mas também há aquelas que vêm à procura de ajuda ao gabinete”, explicou a técnica, acrescentando que fazem de imediato “uma avaliação de risco e se for elevado, aí contata-se o Ministério Público e prossegue-se um plano de segurança aplicando o serviço de proteção por teleassistência”.
Segundo Débora Alves, das diversas situações sinalizadas no GAVVD, “não se verificaram desfechos drásticos, não se tendo averiguado nenhuma vítima que tivesse sido assassinada pelo agressor”. Contudo, referiu que “verificaram-se casos em que as vítimas foram a julgamento e o GAVVD acompanha estas situações, sendo que em algumas destas decisões judiciais resultaram medidas aplicadas aos agressores”.
“As situações de violência doméstica têm vindo a aumentar, havendo ainda muito a fazer nesta matéria”, manifestou Débora Alves. “Com vista a mudar comportamentos, o GAVVD, no âmbito da prevenção, tem vindo a desenvolver ações junto das diversas faixas etárias, a fim de minimizar/eliminar a problemática em questão”, apontou.

Caldas mobilizada contra a violência doméstica

Em dois meses 11 mulheres já morreram no país por violência doméstica. É o retrato de um ano que ainda mal arrancou e já é trágico. Portugal está mobilizado contra este tipo de violência e na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, o Município das Caldas da Rainha não quis deixar passar em branco e organizou várias iniciativas.
O GAVVD levou a cabo no sábado de manhã, na Rua Miguel Bombarda, passando pela Rua das Montras, uma ação de sensibilização entregando flores às mulheres, acompanhada pelos bombos e alunos da Escola Técnica Empresarial do Oeste.
“É muito importante os jovens participarem neste evento porque é nessa faixa etária que nós devemos começar a criar este espírito de igualdade, dignidade e respeito mútuo”, disse a vereadora Maria da Conceição, lamentando a violência doméstica que tem aumentado no distrito de Leiria. “Têm surgido muitos idosos que sofrem de maus tratos físicos ou psíquicos que acontecem maioritariamente no seio da família e é sempre muito complicado um pai ou uma mãe ter que se pronunciar sobre os filhos”, alertou a autarca, revelando que o GAVVD tem acompanhado esses casos.

Maria Lamas inspira luta dos direitos das mulheres

“É muito importante que as pessoas saibam como eu penso. É muito importante para o futuro”, palavras de Maria Lamas, uma figura feminista incontornável que lutou pelas mulheres, lembrada numa iniciativa do Município das Caldas para assinalar o Dia Internacional da Mulher, que recordou o percurso da escritora e jornalista torrejana com a inauguração da exposição “Maria Lamas – Mulheres, Paz, Liberdade”, patente até final de março na Biblioteca Municipal das Caldas.
É uma exposição promovida pelo Município de Torres Novas que evoca a vida de Maria Lamas (1893-1983) como jornalista, escritora e tradutora e revela também a sua grande intervenção cívica, sobretudo na defesa dos direitos das mulheres.
Além de solicitar a mostra, a Biblioteca Municipal Caldas convidou, para falar de Maria Lamas, Margarida Moleiro, diretora do Museu Municipal de Torres Novas, e José Bastos, neto da autora de “As mulheres do meu país”. 
A sua intervenção na sociedade destacou-se pela presidência do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, pela atividade na Associação Feminina Portuguesa para a Paz e pela sua conduta política de oposição ao regime salazarista, que a levou à prisão e posteriormente ao exílio.
“O que me interessou na minha avó foi quando descobri que não era possível deixar desaparecer no caixote de lixo aquela mulher”, declarou o neto, que está há vários anos a estudar o espólio de Maria Lamas e que lançou em 2017 uma biografia breve da sua avó. “Era uma mulher de uma coragem enorme, e com um longo historial de luta e prisões políticas, cuja vida é praticamente desconhecida do grande público”, apontou.
Para Margarida Moleiro, a vida de Maria Lamas é “inspiradora como sendo uma mulher que atravessa todo o século XX e passa condicionantes políticas e socais diferentes e vai fazendo sempre um trabalho pelos direitos das mulheres, onde a sua linha condutora é a luta pela igualdade e pela liberdade, que ela encara como sendo só possível num mundo em paz”.
Numa sala cheia de jovens estudantes, a diretora do Museu Municipal de Torres Novas conversou sobre Maria Lamas, levando o seu “exemplo de vida de defesa dos diretos das mulheres e da igualdade de liberdade para os dias de hoje”. “Pelos vistos o mundo não mudou muito e infelizmente não houve um progresso equivalente no âmbito social”, salientou, considerando que encontramos na vida desta mulher as linhas todas para a inspiração das lutas atuais.
Ainda no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, no sábado à tarde, na Biblioteca Municipal, decorreu uma conversa sobre “A música no feminino” que juntou a cantora Júlia Valentim, a diretora do Conservatório das Caldas da Rainha, Maria João Veloso, e a maestrina Ruth Horta. A sessão teve intervenções musicais do Orfeão Caldense, da cantora Júlia Valentim e de Josefine Winkler e Miriam Cunha (alunas do Conservatório).
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