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Opinião, Economia
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Opinião

Carta aberta ao presidente do Instituto Politécnico de Leiria

Se pelo lado humano nada tenho a apontar, pelo lado institucional não deixa de ser uma desilusão, enquanto empreendedor, criador da minha própria empresa, empresário e em última instancia cidadão do Oeste, a falta de preparação da instituição que lidera para servir o mercado, a falta de sensibilidade dos seus lideres para com as empresas e o tecido económico local.

01-08-2018 | João Figueiredo

Não devo ser eu, enquanto empresário, que devo reivindicar aquilo que pela sua natureza é uma obrigação dos promotores da formação, não deveria eu, ter que implorar ano após ano, por recursos qualificados que sirvam o tecido económico desta região.
Formar os recursos é antes de mais o vosso dever. Um dever para o qual estão em falta nomeadamente para estes concelhos Caldas da Rainha e Óbidos. A ESTGAD (Escola Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design) foi um dos primeiros polos de expansão do IPL (Instituto Politécnico de Leiria), Caldas da Rainha na altura serviu os propósitos do instituto, apoiou, financiou, acarinhou o projecto.
Vinte anos depois a região mudou, a fileira e as empresas da "arte" rareiam, outra realidade urge - as empresas tecnológicas, e a melhor prova disso mesmo são os investimentos no Parque Tecnológico Óbidos e no Caldas Empreende, espaços completamente lotados de start ups, de empresas que precisam de recursos qualificados para singrarem na fileira ultra competitiva da tecnologia.
Por outro lado temos o movimento da ESAD (Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha) a contrariar o mercado, a ESAD perdeu um T de tecnológico, e iniciou um caminho oposto, de costas voltadas para as empresas e para os habitantes desta região.
Não tenho a menor dúvida que a ESAD está no mau caminho com esta amputação, não é preciso ser visionário para saber que o futuro de grande parte da população está no criar o seu próprio emprego, a sua própria empresa.
Também não restam dúvidas a ninguém, não precisamos de nenhum guru nem tão pouco de estudos aprofundados para constatar que o sector tecnológico desde há 20 anos que se afirma hegemonicamente no plano económico e que vai dominar pelo menos os próximos 50 anos.
Vejam as sucessivas vagas - que tal tsunamis, mudaram completamente o panorama mundial, nos anos 90 com a Internet, depois o Comérico Electrónico, os SmartPhones, agora a Internet das coisas (IoT), os veículos eléctricos e os veículos autónomos. E não vamos ficar por aqui. Tudo na sociedade hoje em dia tem como base um sistema de informação, com forte necessidade de técnicos e engenheiros informáticos.
Eu vejo o futuro por aqui, um futuro onde existam recursos qualificados e bem remunerados, a viver numa região de excelência, mas não podemos castrar definitivamente os sonhos de milhares de jovens destes concelhos, não podemos estrangular o tecido económico local - as empresas e habitantes locais formando apenas em Leiria. Tanto mais que o número de recursos nesta área há muito que está aquém das necessidades do mercado.
Eu vou tentar explicar na prática porque razão está errada a visão daqueles que defendem que as empresas das Caldas e Óbidos devem captar recursos em Leiria.
Imaginemos um recurso humano com um vencimento liquido de 2 mil euros/mês, se morar em Leiria e tiver que se deslocar diariamente para Caldas da Rainha esse recurso gastará cerca de 500 euros. (Gasóleo, Portagens). Para efeitos de cálculo tive por base custo de 20 cêntimos por Km percorrido, excluí custo com a viatura.
Este recurso humano está naquilo que chamamos numa situação insustentável, pois recebe menos 25% de salário que um seu congénere em Leiria, logo que tiver uma oferta de igual valor em Leiria ele optará por ficar em casa.
Se por outro lado a empresa suportar esses 25% de custos suplementares, então a empresa torna-se 25% menos competitiva que outra congénere em Leiria que não tenha que suportar o mesmo valor. E todos nós sabemos que não são os empresários que definem o valor nem dos salários, nem do valor que os consumidores estão disponíveis para pagar por um serviço ou produto.
Mas sabemos que se formos mais caros 25% por um mesmo produto, o consumidor não nos escolherá e a empresa não existe.
Se tivermos em conta apenas o universo de empresas start up, com menos capacidade de investimento, então o problema agrava-se de sobremaneira, o que estamos efectivamente a impedir é o crescimentos e a existência destas empresas por estrangulamento nos recursos humanos.
Caro Rui Pedrosa, à sua simpatia peço que lhe junte determinação e sensibilidade para os problemas que a região vive, que as empresas vivem, e que de certa forma está no dever da instituição que lidera que elas nunca tivessem a viver tal necessidade, a formação base de recursos se não for seu dever de quem mais é ? O IPL está instalado localmente, ministra o ensino da engenharia informática e cursos relacionados, de que espera para tomar a decisão?
Por fim, Caro e afável Rui Pedrosa, trocaria um pouco da sua simpatia por uma maior sensibilidade para com as empresas da região, por isso lanço-lhe um desafio, venha falar com as empresas, venha conhecer-nos, retribua a minha visita, venha conhecer o Parque Tecnológico, troque meio dia de escritório no IPL por meio dia a reunir com empresas do Caldas Empreende ou do Parque Tecnológico Óbidos, conheça a região, venha conhecer alguns daqueles que também são a razão de existir da instituição que lidera.
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