Login  Recuperar
Password
  20 de Junho de 2019
Estão utilizadores online Existem actualmente entidades no directório

Pode fazer o registo (grátis) do seu mail pessoal/ profissional e ter acesso privado, password e serviços personalizados, nos sites e redes sociais dos jornais. Terá uma assinatura digital de Grupo (gratuita), mas personalizada. Pretende registar-se?

Registar-se com o seu email pessoal/ profissional

(aguarde 5)
Siga a nossa página Google Plus Siga a nossa página Facebook Siga-nos no Twitter Siga-nos no Picasa Siga-nos no YouTube Dispositivos móveis Assine a edição impressa
Regional
Imprimir em PDF    Imprimir    Enviar por email   Diminuir fonte   Aumentar fonte

O dia a seguir à Revolução em Peniche

No próximo sábado, pelas 10h, terá lugar a inauguração da exposição de fotografia “26 de abril – A Revolução em Peniche pelo olhar de António Alves Seara e Luís Correia Peixoto”, que estará patente ao público na Fortaleza de Peniche até 17 de maio.

21-04-2015 |

Exposição de fotografia em Peniche assinala o 25 de abril
Exposição de fotografia em Peniche assinala o 25 de abril
Na madrugada de 25 de abril de 1974 eclode uma revolução liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) que faz derrubar o fascismo. Na manhã desse dia chega a Peniche o Agrupamento Norte, comandado pelo Capitão Diamantino Gertrudes Silva, com o objetivo de ocupar a cadeia do Forte de Peniche. Após a recusa do diretor da cadeia em aceder à rendição e entrega do estabelecimento prisional, o contingente militar monta cerco à fortificação.
Concluído o golpe militar com sucesso, será no dia 26 de abril que a população de Peniche, os familiares e amigos dos presos políticos se vão concentrar no exterior na Fortaleza, aguardando a saída destes, numa vigília que durará todo o dia. Será apenas na madrugada de dia 27 de abril que os trinta e seis presos, presentes à época nesta cadeia, serão libertados para júbilo da multidão que longamente os aguardou no exterior dos muros da fortificação.
A exposição “26 de abril – A Revolução em Peniche pelo olhar de António Alves Seara e Luís Correia Peixoto” pretende evocar a memória de um dia - 26 de abril de 1974 - e de um local - o conjunto Campo da República/Fortaleza de Peniche - através do registo fotográfico dos acontecimentos produzido por dois fotógrafos amadores de Peniche: António Alves Seara e Luís Correia Peixoto.
António Alves Seara nasceu no concelho de Gavião em 1928. Possuindo o curso do Magistério Primário, exerceu a profissão de professor, fixando-se em Peniche em 1955.
Foi membro da Assembleia Municipal de Peniche, da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia e da Comissão Municipal de Turismo, mesário da Santa Casa da Misericórdia de Peniche e cofundador do Rotary Clube de Peniche.
Entre 1964 a 2008 foi diretor do jornal “A Voz do Mar”. Aliando a sua veia jornalística à de fotógrafo amador imortalizou em fotografia os acontecimentos que tiveram lugar em Peniche na sequência da Revolução de abril, com destaque para a libertação dos presos políticos da Cadeia do Forte de Peniche.
Em 25 de Abril de 1995 foi distinguido pelo Município de Peniche com a Medalha de Mérito Municipal da Cultura, cunhada em prata.
Em 2 de março 2013 o Município de Peniche inaugurou uma praça com o seu nome. António Alves Seara faleceu a 30 de abril de 2013.
Luís Correia Peixoto nasceu em Peniche a 5 de outubro de 1907. Terminou o Liceu em 1924 e matriculou-se na Faculdade de Direito, em Lisboa. Na sequência do falecimento do pai, torna-se industrial da pesca, atividade que exerce entre 1928 e 1965, tendo sido armador de várias embarcações de pesca da sardinha.
Apaixonado pela fotografia, realizou a partir da sua casa, fronteira à Fortaleza, um precioso registo dos acontecimentos que decorreram em Peniche nos dias subsequentes à Revolução de abril, com destaque para o (longo) processo de libertação dos presos políticos da Cadeia do Forte de Peniche.
Foi um dos principais dinamizadores da criação do Museu Municipal de Peniche, em 1984, tendo legado um número substancial de peças, em domínios tão diversos como a arqueologia ou a etnografia, espólio que esteve na génese inicial do acervo museológico deste equipamento.
Em 30 de novembro de 1993 foi galardoado com a Medalha de Mérito Municipal da Cultura, cunhada em prata.
Em 21 de fevereiro de 2002 a Câmara Municipal de Peniche deliberou atribuir o seu nome a uma artéria na cidade de Peniche.
Foi-lhe atribuído um voto de louvor e público reconhecimento, pela Câmara Municipal de Peniche, em 26 de maio de 2003, como forma de assinalar o Dia Nacional do Pescador que decorreu no dia 31 de maio do mesmo ano. Luís Correia Peixoto faleceu a 24 de julho de 2004.
Tags:
COMENTÁRIOS
Deverá efectuar Login ou fazer o Registo (Grátis) para poder comentar esta notícia.
pub
Booking.com
Ciência & Tecnologia

A carregar, por favor aguarde.
A Carregar

    Notícias Institucionais

    A carregar, por favor aguarde.
    A Carregar