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Opinião
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Escaparate

A Juventude e a Política

Infelizmente, a juventude caldense está cada vez mais afastada da política. Não me refiro, naturalmente, àquela pequeníssima parcela que está engajada nas juventudes partidárias. Menciono, isso sim, todos aqueles que no seu dia-a-dia não demonstram a mínima preocupação com a prática política do seu concelho.

19-07-2018 |

Por um lado, compreendo perfeitamente bem o que os afasta dessa lide. Diversos são os motivos, entre eles está a influência que recebem do “político duas caras”, aquele indivíduo possuidor do problema da consciência dissociada, e que mostra duas versões para a mesma decisão, querendo “agradar a gregos e troianos”. Como exemplo disso, cito o caso das touradas. A maioria dos políticos é a favor delas, se a plateia que o ouve for a favor, mas, se a dita plateia for contra essa barbárie, naturalmente, esses mesmos políticos sê-lo-ão também.
A consciência dissociada tem a ver com a mentalidade e, esta, “trabalha” dentro de um âmbito social e coletivo, sofrendo, evidentemente, todo o tipo de influências. Se o indivíduo possuir a capacidade de não se deixar influenciar, consegue, automaticamente, não perder de vista os componentes inconscientes que orientam as nossas atuações, não sendo compelido a mergulhar na dissociação da consciência.
O jovem desta época é muito volúvel. Sentindo-se fortemente atraído pela facilidade do “não-pensar”, pois, segundo a maioria, “pensar é aborrecido”. Como quase nenhum partido político possui uma cuidada forma de aproximação - caindo sempre no erro de usar artifícios pouco abonatórios, como “pagar copos nos bares” – essa mesma juventude interessa-se mais pelas noitadas e pelo “pagode”, do que pela abordagem mais racional, que pode levar a um estado de consciência política.
Realizar sessões de esclarecimento nas escolas, é algo que a classe política não faz, primeiro porque não tem noção de como o pode fazer, segundo porque, se arriscar em fazê-lo, evidentemente, gerará uma enorme onda de desinteresse, causando o adormecimento geral.
Porquê? Simples: O jovem percebe quando o político que o aborda possui uma consciência dissociada, pois aquilo que ele pensa/diz e o que faz/executa está em desacordo total. Como resultado, após a passagem do político tagarela (e vazio) pela escola, ficará o jargão: “Mais um aldrabão, diz uma coisa e faz outra”. Como se conseguirá mudar esse paradigma?
De duas maneiras: Substituindo completamente a classe política (o que é impossível nos tempos que correm, pois o gosto pelo poder e o carreirismo o impedem) ou exigindo que esses mesmos políticos se comprometam com a verdade e o equilíbrio entre o que se diz e o que se faz, sob pena de não receber mais votos.
É ponto assente que a juventude das Caldas da Rainha anda muito entretida e politicamente pouco consciente. É necessário chegar até ela utilizando a linguagem correta: mais cultura cônscia, menos entretenimento, mais verdade e menos aldrabice. Optei por esse caminho e tenho obtido resultados surpreendentes.

Rui Calisto
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