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Sexo é o segredo para um bom relacionamento?

Todos os anos, no início de fevereiro, somos bombardeados com publicidades e programas especiais para celebrar o Dia dos Namorados. O que é que esta data representa? Em entrevista ao JORNAL DAS CALDAS a sexóloga Eva Duarte fala da intimidade do casal.

13-02-2019 | Marlene Sousa

Eva Duarte, responsável pela Sinapsis Consultório, considera que o Dia dos Namorados não deve ser vivido como uma obrigação
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Eva Duarte, responsável pela Sinapsis Consultório, considera que o Dia dos Namorados não deve ser vivido como uma obrigação
Eva Duarte, sexóloga e psicóloga, responsável pela Sinapsis Consultório nas Caldas da Rainha, considera que o Dia dos Namorados não deve ser vivido como uma obrigação. “Para muitos casais parece que é obrigatório celebrar este dia. Deixam os miúdos com os avós, saem para jantar e à noite há o sexo do semestre”, explicou.
Segundo a sexóloga, o Dia dos Namorados é ideal para fazer um “balanço da relação” e pode ser feito no “conforto do lar ou no restaurante à luz das velas”. “É o momento indicado para ir ao fundo buscar a relação, colocá-la em cima da mesa e pô-la em primeiro plano”, disse, acrescentando que “por vezes os casais esquecem-se de falar um com outro sobre a relação que têm”. Eva Duarte aconselha ainda a falar da sexualidade e perceber se estão satisfeitos e apontar planos para poder funcionar melhor”.
“Nas relações monogâmicas é como se cada pessoa fosse uma linha, e as linhas avançam no mesmo sentido, mas as distâncias podem ir mudando, e às vezes é preciso olhar para ver em que ponto está a relação e para onde deverá ir”, adiantou.
Segundo Eva Duarte, o reviver de memórias traz “sentimentos positivos” e “permite recuperar alguma complexidade que por vezes não se perde, mas que é colocada em segundo plano porque há outras coisas mais prementes, como por exemplo as logísticas diárias de educar os filhos, preocupações profissionais, ir às compras, entre outras”.
Em termos da intimidade física, a psicóloga aconselha os casais a “falar” e “partilhar fantasias”. “A sexualidade não é uma coisa estanque, vai-se transformando e modificando ao longo do tempo, talvez há alguns anos alguém não gostasse de fazer determinada coisa e agora quer explorar essa coisa ou era muito conservadora e agora já não é”, referiu a psicóloga. “É preciso encontrar um ponto de equilíbrio onde as duas pessoas se sintam bem”, apontou.
Eva Duarte defende produtos eróticos, pornografia ou o swing para quebrar a rotina e dar novo sabor ao relacionamento desde que seja “consensual”, considerando importante “explorar a própria sexualidade”, mas de uma forma “livre de tabu ou vergonha, estando aberta à experiência de conhecer e tocar o próprio corpo”.
De acordo com a psicóloga, sexo é importante para a maioria dos relacionamentos. Em alguns a intimidade é “algo fundamental”, mas também há casais que “vivem bem sem ter uma vida sexual muito ativa”. No entanto, revelou que “aquilo que será expectável é que as pessoas construam uma relação que tenha uma componente sexual e pode ser explorada de diversas maneiras”.
“Existe o período ‘limerence’ que é um fenómeno biológico físico que acontece nos primeiros quatro meses de relacionamento dos casais, que nós chamamos de paixão, onde as hormonas estão todas aos saltos, as pessoas querem-se envolver fisicamente, e isso é a nossa biologia a dizer façam bebés para que a espécie continue”. Passado esse período, explicou a sexóloga, “aquela paixão começa a acalmar, as hormonas voltam ao sítio, e é muito raro o período ‘limerence’ repetir-se com a mesma pessoa”, apontou.
A especialista referiu que o que uma mulher não deve fazer é ter sexo só para agradar o parceiro.
Apesar de haver ainda muitos tabus e desconhecimento, Eva Duarte considera que nos “últimos quinze anos as mulheres têm-se tornado mais proativas na exploração da sua sexualidade em conjunto com os homens”.
A psicóloga falou também da importância do toque na relação a dois, que é muito mais relevante do que aquilo que julgamos. Por exemplo, o toque é importante ao longo do dia e está presente num abraço, num carinho ou numa massagem. O toque está muito presente na fase inicial das relações afetivas e diminui com a rotina.

Como combater a violência doméstica

Todos os dias a imprensa nacional dá conta de mais casos de violência doméstica e o número de mulheres assassinadas é cada vez maior em Portugal. Já este ano em pouco mais de um mês já foram registadas dez mortes por violência doméstica.
A psicóloga considera que este problema grave continua a ser eco da nossa “bagagem social e cultural”. “Embora tenham acontecido várias campanhas de prevenção, talvez não sejam as mais bem planeadas para se chegar ao fundo deste problema, onde é preciso desconstruir a questão da violência doméstica”. Para Eva Duarte, “são problemas de personalidade e problemas psicopatológicos por parte dos agressores e um sentimento de posse em relação ao agredido e depois algumas questões sociais da parte da vítima”. “Muitas vezes temos mulheres fragilizadas com alguns graves problemas de insegurança afetiva e que encontram naqueles homens afeto, mesmo que seja negativo”, relatou.
Eva Duarte recorda que teve alguns casos em que “maridos trouxeram as respetivas esposas ao consultório não lhes dizendo exatamente qual era o contexto da consulta e disseram: ‘A minha mulher já não tem desejo sexual agora ajude-a resolver o problema’”. “São casos pontuais, mas são muito relevadores desta mentalidade masculina de posse”, sublinhou.
A responsável pelo Sinapsis Consultório salientou que tem que haver uma aposta forte na formação, em especial na educação dos jovens para a cidadania e sexualidade, e só assim se conseguirá combater os crimes de violência doméstica. “O programa tem que ser mudado, estes jovens estão fartos de saber o que é o ciclo menstrual, é necessário falar de outras coisas como sobre a transsexualidade, o sexo, a masturbação, fantasias eróticas, entre outros”.
A psicóloga já deu aulas e verificou que os “adolescentes acedem a muita informação que está disponível, mas que está completamente desorganizada”. Revelou que na educação a escola é preciso ir “à base, porque é muito difícil ensinar aos jovens que a violência doméstica é má quando eles não têm o conceito do que é respeitar o outro ou auto respeitar-se”.


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