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Escolhas do Editor, Sociedade, Caldas da Rainha
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Menos 182 partos no hospital das Caldas em 2017 em relação ao ano anterior

O número de bebés que nasceram em 2017 no hospital das Caldas da Rainha diminuiu em relação ao ano anterior, tendo sido registados 1196 partos [devido a gémeos foram 1209 bebés], menos 182 do que em 2016, o valor mais baixo de sempre.

27-06-2018 | Francisco Gomes

No ano passado foram seguidas em consulta neste estabelecimento de saúde 605 grávidas, contudo, apenas metade delas acabaram por ter os filhos na maternidade caldense, uma situação que, segundo Filomena Rodrigues, elemento da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha no Conselho Consultivo do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), teve a ver com facto das utentes apesar de “demonstrarem confiança no profissionalismo dos médicos, não confiam nas condições das instalações e equipamentos”.
De acordo com a deputada do PSD, o menor número de partos não coloca, para já, em risco, o funcionamento da maternidade, mas tem implicações no número de médicos nas urgências, uma vez que “acima de 1300 partos obriga a ter três médicos, o que era impossível, enquanto que abaixo dos 1200 partos tem de ter dois médicos”.
Relatando as preocupações manifestadas numa reunião do Conselho Consultivo, Filomena Rodrigues expressou que “continua a haver muitas dificuldades e limitações a nível dos recursos humanos”.
“Houve dias em 2017 em que as urgências de obstetrícia em Caldas da Rainha estiveram encerradas e continua a haver consultas de obstetrícia em Torres Vedras”, relatou.
“Em 2017 não houve concursos públicos para assistentes operacionais. Entraram onze médicos sem ter havido concurso, mas por outro lado, houve sete médicos que cessaram o contrato, em especialidades como otorrino, cirurgia, ortopedia, entre outras. Em 2018 abriram 50 vagas, foram atribuídas 25 e ficaram colocados 12 médicos”, enumerou, apontando que “o problema está ligado à falta de atratividade relacionada, principalmente, com as condições das instalações e equipamentos (mais do que com o ordenado)”.
A deputada indicou que “a inexistência de cuidados intensivos leva a enviar doentes para Lisboa e hospitais centrais (7.000 transferências num ano), o que faz com que os jovens médicos não se sintam atraídos”. “Um jovem anestesista dificilmente vem para cá, porque não tem as condições necessárias, nem em Caldas da Rainha, nem em Torres Vedras”, vincou.
Mas há mais problemas: “Existe um único dermatologista em Caldas da Rainha. São necessários mais cem enfermeiros. Em ortopedia e otorrinologia estamos fora dos tempos médios de resposta previstos por falta de recursos. Há um problema crónico de falta de camas. A psicologia actualmente não se resume apenas à saúde mental, alarga-se às consultas de certas patologias como é o caso da diabetes, havendo duas psicólogas, sendo que uma delas está em mobilidade e eventualmente vai-se embora. Prevê-se que se vão perder três anestesistas, o que vai diminuir a atividade. A cozinha do hospital foi fechada pela ASAE em dezembro de 2017 e está em obras. As refeições vêm de um catering de Lisboa. Os medicamentos e tratamentos de oncologia continuam a ser preparados em Lisboa”.
O Conselho Consultivo do CHO vai enviar uma carta ao ministro da saúde a transmitir que este órgão “não faz sentido, porque não é consultado para coisa nenhuma”.

Cirurgias com menos espera

De acordo com os dados da atividade assistencial, entre 2016 e 2017, em relação às cirurgias, o número aumentou de 7027 para 7155, a lista de espera diminuiu de 4053 para 3942 utentes e o tempo médio de espera passou de 193 para 161 dias.
Segundo a agência Lusa, as consultas de especialidade também subiram de 141.845 para 143.116. Contudo, decresceram as primeiras consultas, de 45.900 para 45.387, e aumentou de 15.182 para 18.880 o número de utentes em lista de espera.
Decresceram as idas às urgências, de 188.543 para 181.728, assim como o número de utentes internados, de 13.806 para 13.404, os dias de internamento, de 105.587 para 102.355, a taxa de ocupação no internamento, de 86,6% para 85,2%, a mortandade dos doentes internados, de 7,9 para 7,7%, e a lotação média mensal no internamento, de 333 para 329 doentes.
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