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Sociedade
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Dia do Agrupamento de Escolas D. João II alerta para a preservação do planeta

Descarbonizar, reciclar e o impacto das alterações climáticas preencheram o Dia do Agrupamento de Escolas D. João II, das Caldas da Rainha, na passada quarta-feira.

13-06-2019 | Marlene Sousa

Mercadinho sustentável
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Mercadinho sustentável
Cerca de 360 alunos do primeiro ciclo (3º e 4º anos) do Agrupamento de Escolas D. João II tiveram oportunidade de visitar a “escola-mãe” do seu agrupamento. O estabelecimento de ensino esteve de portas abertas para dar as boas-vindas a todas as crianças e encarregados de educação que quisessem conhecer as instalações da escola, participar em atividades e acompanhar os principais trabalhos realizados pelos alunos ao longo do ano.
Com o objetivo de facilitar a sua transição para o 5º ano, para um estabelecimento de ensino maior do que a escola primária, os recém-chegados receberam uma visita guiada dos alunos mais velhos que os encaminharam pelas várias atividades. Os alunos mais pequenos almoçaram no refeitório da escola, uma iniciativa que teve o apoio da Câmara.
O estabelecimento de ensino foi transformado num campo de descoberta, conhecimento e saber, onde os alunos foram convidados a conhecer, experimentar e explorar, através de divertidas experiências laboratoriais, jogos, música, concursos, workshops e exposições. 
Este ano o tema principal foi dedicado ao impacto das alterações climáticas e poluição do ar, com várias iniciativas de sensibilização na escola.

Mercadinho Sustentável

E porque a redução do consumo diminui a pegada ecológica e é boa para o ambiente, as turmas do 7ºC e 7ºE dinamizaram o Mercadinho Sustentável, levando legumes, fruta e ervas aromáticas das hortas dos pais e avós e ainda ovos caseiros do Chão da Parada.
O mercadinho contou ainda com uma mostra de produtos sustentáveis, reutilizáveis e biodegradáveis por um mundo melhor. “O aumento do consumo reflete-se proporcionalmente na quantidade de resíduos que é necessário eliminar e já há produtos à venda no mercado que podem ser reutilizados e que não fazem lixo”, explicou a professora Maria Alexandre Rebola. Por exemplo, os alunos promoveram vários produtos como os panos que substituem os discos desmaquilhantes, detergentes ecológicos, feitos a partir de óleos alimentares usados, em que a venda é avulso com o objetivo de poupar plástico. “O consumismo tem que mudar e é tudo uma questão de hábito”, declarou a docente, revelando que o objetivo é que mais pessoas possam adotar estes “produtos em alternativa a outros que são prejudiciais ao ambiente”.
“É importante ter mais consumidores a utilizar produtos amigos do ambiente porque esta mudança reforçará a necessidade das empresas aumentarem o seu compromisso com práticas de negócio mais sustentáveis”, adiantou.

Oceano está a ficar com a água ácida

Entre as propostas que decorreram na D. João II, uma das que teve muitas visitas foram os laboratórios de ciências naturais. Este ano as atividades experimentais dinamizadas pelos alunos e professores estiveram ligadas ao impacto que o lixo e poluição estão a ter no clima e ambiente, com o slogan “o planeta está a morrer com tudo o que fazemos sem pensar”.
“Pretendemos colocar em evidência que se o dióxido de carbono for para a atmosfera há alterações climáticas porque faz aumentar a temperatura e acidifica as águas”, explicou a docente de Ciências Naturais, Graça Ferreira. “Num recipiente com vinagre as crianças colocaram conchas e com uma lupa viram que as mesmas têm a tendência a desparecer”, relatou a professora.
Nestas experiências os alunos mais novos ficaram a compreender como as chuvas ácidas desequilibram os ecossistemas florestais, como o aumento do dióxido de carbono prejudica os seres vivos marinhos, porque é que o oceano está a ficar com a água ácida, o que é o efeito estufa e como o aumento da temperatura das águas dos oceanos está na origem dos furacões.
No exterior as crianças visitantes puseram as mãos numa pasta feita de papel e com um molde fizeram vasos reciclados que substituem os de plástico. “É fundamental trabalhar o tema da sustentabilidade e esta atividade tenta sensibilizar para a diminuição do lixo porque estamos a reutilizar o papel para fazer vasos onde eles podem numa segunda fase semear uma planta”, disse Manuel Pinho, professor de biologia, que animou a iniciativa com o toque da guitarra e canções sobre a natureza.
Os alunos da turma 7º H, fizeram uma plataforma de petróleo onde demonstraram que o simples peso do óleo sobre a pena de uma gaivota pode impedi-la de voar ou de nadar.
Os jovens também puderam assistir ao laboratório de físico-química. Nada desperta mais a imaginação do que uma experiência participativa para demonstrar os princípios da física e da química.
A professora Isaura Custódio apresentou o projeto “Juntos pelo Planeta” das turmas 5º A em colaboração com o 6º C e 6º E, que tem como objetivo “alertar para as questões ambientais, nomeadamente para a proteção dos oceanos”. Os estudantes construíram uma “Baleia Cachalote” em rede com lixo que foi recolhido na Lagoa de Óbidos pelos alunos durante uma saída de campo que fizeram num sábado com os encarregados de educação. Ainda no âmbito do projeto estão neste momento a desenvolver uma peça de teatro a partir de um texto escrito pelas crianças baseado na peça “O nariz num mar de plástico” do Teatro da Rainha, que estão a dramatizar e que será apresentado à comunidade escolar no dia 13 de junho. Todo o cenário é construído com objetos que foram recolhidos na Lagoa.
Neste dia foi hasteada a bandeira verde, galardão do programa Eco-Escolas, alcançada no ano 2017/18, na presença de representantes da autarquia, de dirigentes do agrupamento, professores coordenadores e alunos.
O presidente da Câmara das Caldas, que esteve presente neste dia, destacou a preocupação do agrupamento em defender o ambiente. “O que está a acontecer infelizmente é que alguns países que tinham assinado contrato com o objetivo de diminuir a pegada de carbono, estão a renunciar e todas as iniciativas dos países que acreditam que é necessário cuidar do ambiente são pertinentes”, salientou Tinta Ferreira.
Destaque ainda para a sala de promoção da saúde e prevenção de doenças, que este ano sensibilizou os jovens para a alimentação saudável, sida e higiene oral e também uma preocupação com a saúde, ligada ao ambiente, onde “promovemos a importância do sol e da natureza”, referiu a docente Fernanda Barahona. Houve também uma sensibilização da importância de levar os medicamentos que já passaram de validade à farmácia.
Os alunos puderam assistir aos laboratórios abertos das línguas de alemão, inglês, francês e espanhol, com o objetivo de dar a conhecer a oferta formativa da escola.
Também decorreram várias atividades desportivas e como já é tradição a direção aproveitou a ocasião festiva para efetuar a entrega de medalhas de todos os alunos que se destacaram durante o ano.
Por toda a escola foi possível ver trabalhos que os alunos fizeram ao longo do ano letivo e houve atuações de dança e de música dos alunos de Educação Musical e também do ensino articulado (sistema que liga a escola ao Conservatório local).
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