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Acusado de matar ex-colega de trabalho

Um instrutor de surf vai responder em tribunal por ter assassinado com um golpe de faca no peito um antigo colega de trabalho. O agressor deixou o cadáver no hospital de Peniche e entregou-se às autoridades policiais.

30-01-2019 | Francisco Gomes

Família da vítima está revoltada e espera que seja feita justiça
Família da vítima está revoltada e espera que seja feita justiça
O crime ocorreu a 10 de julho de 2018 e foi cometido no parque de estacionamento junto ao forte da Praia de Paimogo, no concelho da Lourinhã.
Para esclarecer uma desavença, o suspeito, de 31 anos, combinou encontrar-se com a vítima, Tiago Maurício Martins, de 35 anos, residente no Sobral, na Lourinhã.
Ambos eram instrutores de surf e tinham sido colegas e até amigos. O que motivou o desentendimento, segundo a família da vítima, poderá ter estar relacionado com o homicida alegadamente responsabilizar a vítima por ter sido despedido há algum tempo da empresa em que trabalhavam juntos. Já anteriormente tinham existido agressões entre os dois.
Tiago foi ao seu encontro com outro amigo, que ficou no carro. A dada altura, o arguido esfaqueou a vítima no peito, descreve a acusação do Ministério Público, citada pela agência Lusa.
O agressor colocou-o no seu carro e transportou-o ao hospital de Peniche, onde chegou já cadáver. O homicida entregou-se na esquadra da PSP e a GNR encontrou a faca utilizada no crime e que tinha sido atirada para as arribas.
“O meu filho foi morto à traição. Quero que seja feita justiça”. Palavras de revolta de Dulce Costa, inconformada. “Ele tem de pagar pelo que fez. Espero que apodreça na prisão”, reclamava no dia seguinte, quando soube do crime, a mãe do falecido,
“Quem o matou mandou-lhe uma mensagem para se encontrarem e o meu sobrinho foi de boa fé, mas o outro deu-lhe uma facada no coração para o matar”, manifestou Anália da Costa, tia da vítima.
Diogo Martins, primo, comentou que “sinto revolta porque isto são coisas que não deveriam acontecer. Se há em Portugal um pouco de justiça e se a pessoa se entregou e é culpada, espero que tenha aquilo que merece: uma vida infeliz e miserável”.
O agressor, residente no Baleal, em Peniche, ficou em prisão preventiva em Leiria até 20 de novembro do ano passado e desde essa data encontra-se em prisão domiciliária a aguardar julgamento, que terá lugar no Tribunal de Loures.
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