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Opinião
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Toiros & toiradas

Caldas presta homenagem a João Moura

Vem de há séculos o lidar toiros em Portugal. Sabe-se que nos primórdios desses tempos era prática usual e como que uma exclusividade dos fidalgos da casa real, à qual assistia toda a corte.

25-07-2018 |

Seriam certamente lides rudimentares, muito à base da força e valentia, longe da arte que atualmente se pratica nas nossas arenas. Aliás, o toureio artístico teve uma evolução fantástica a partir de finais de mil e oitocentos.
Entre outros destacavam-se então os cavaleiros Fernando Oliveira, Tinôco e José Casimiro. Mas o primeiro inovador na arte de tourear viria a ser o caldense Vitorino Fróis. Apareceram depois Fernando Salgueiro, António Luís Lopes, Francisco Mascarenhas, entre outros.
Numa fase seguinte é o mestre João Núncio quem vem dar um verdadeiro perfume a uma nova forma clássica de tourear a cavalo, apesar de estar na época bem acompanhado por Simão da Veiga e Conchita Citron, que no final das lides e sendo mulher, desmontava e tinha a ousadia de tourear a pé.
Mais tarde vem a estar em foco Manuel Conde, José João Zoio, vindo a reinar o grande mestre David Ribeiro Telles, passando testemunho a filhos e netos que vieram igualmente a ser toureiros.
Entretanto surge uma nova geração de toureiros de primeira água, Paulo Caetano, Rui Salvador, João Salgueiro, mas é José Mestre Batista que dá novo abanão e total reviravolta na modernidade do toureiro equestre.
Mestre Batista era o ídolo da juventude feminina que preenchia as bancadas como nunca. Juntou este toureiro à arte, o risco e a emoção, pois em cada sorte o perigo era eminente, causando calafrios nos espetadores. Numa realidade mais próxima, a festa brava ficava agradecida no despontar de novos valores; João Ribeiro Telles que colocava ferros em sortes de violino como ninguém, o seu irmão António Telles que continua a dar prazer ver a sua forma frontal e séria de tourear.
Cabe aqui citar igualmente Joaquim Bastinhas, um fenómeno de popularidade e Luís Rouxinol, grandíssimo e completo toureiro, ambos exímios em pares de bandarilhas com duas mãos.
Mas consensual é que o grande mestre de todos os mestres até aos dias de hoje veio a ser o cavaleiro de Monforte, João Moura.
Com Moura, a tauromaquia fica mais rica, pois aparece os quiébros, as cambeadas ao corno contrário, uma nova forma espetacular de tourear, mas é essencialmente no mexer e no lidar com o toiro que vem fazer toda a diferença.
João Moura traz às arenas as bregas não só com a garupa, como as bregas ladeadas e até bregando a colocar cavalo e toiro frente num cara-a-cara nunca visto até então.
Toureiro enorme que impõe o seu cunho e se faz referência tanto em Portugal, como no México, França e Espanha, onde ofusca o brilho dos irmãos Peraltas e do próprio Álvaro Domeq. Foi nos picadeiros de Monforte que Pablo Hermoso De Mendonça e Diego Ventura vieram adquirir a imensa técnica toureira de João Moura.
É a esta figura ímpar de top mundial que Caldas da Rainha vai no próximo dia 28, pelas 22 horas, prestar justa e honrosa homenagem.
Corrida de toureiros que será comemorativa dos 40 anos de alternativa do maestro, toureando João Moura e filho Miguel Moura, António Telles e António Telles filho, Luís Rouxinol e Luís Rouxinol filho – três dinastias em competição. Cinco toiros da Ganadaria Fernandes de Castro e um novilho de Prudêncios, para serem pegados pelos forcados amadores de Lisboa, Real de Moura, e das Caldas da Rainha.
Juntos e unidos nunca seremos demais nesta festa tão genuinamente nossa.

Luciano Silva
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