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Oestinos contaram como é passar o réveillon fora do seu país

Seja em casa, numa festa ou na rua, entre amigos ou familiares, por todo o mundo a celebração da noite de passagem de ano é marcada por rituais, tradições e superstições. Este ano não houve exceção, houve quem decidisse contar as doze badaladas em casa com a família e amigos, e ainda quem preferisse começar o ano num jantar ou numa festa. De vários pontos do mundo, Inglaterra, Canadá e Cabo Verde, chegaram-nos testemunhos daqueles que vivem em países onde o réveillon é celebrado de forma diferente de Portugal, bem como os que passaram entre o frio e outros que celebraram de chinelos no dedo.

04-01-2019 | Mariana Martinho / Francisco Gomes

Carolina Neves celebrou a viragem do ano em casa junto de amigos e do namorado
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Carolina Neves celebrou a viragem do ano em casa junto de amigos e do namorado
Com passas e champanhe ou apenas com o coração pleno de esperança, a receção de boas-vindas ao novo ano chegou de “forma diferente” para a caldense Carolina Neves, que há quatro anos trocou Portugal por Inglaterra para estudar jornalismo, acabando por lá ficar a viver e a trabalhar.
“Este já foi o quarto ano consecutivo que passo a mudança de ano fora de Portugal, mas aqui também me sinto em casa, pois divirto-me imenso com os meus amigos ingleses”, explicou a jovem caldense, de 22 anos, que apesar das saudades apertarem decidiu regressar a terra de sua majestade, depois de uma ceia de natal passada com os familiares em Portugal.
Este ano, segundo Carolina Neves, “depois de passar os últimos três natais com a família do meu melhor amigo, aqui em Londres, optei por ir passar o natal a casa e depois regressar nos dias a seguir a Londres para passar a passagem de ano com o meu namorado e amigos”.
Lá a passagem de ano é “vivida de forma diferente”. Se em Portugal a tradição mais comum é celebrar as doze badaladas, comendo doze passas ao mesmo tempo que se pedem doze desejos para os próximos doze meses, em Londres já não é assim.
Apesar do frio do inverno londrino, a “cidade ferve para as festas de fim de ano”.
Segundo a jovem caldense, “aqui os ingleses têm como tradição concentrarem-se junto do Big Ben ou da Ponte de Westminster para ouvir as doze badaladas, e assistir ao espetáculo de fogo-de-artifício, em que as luzes e cores iluminam o céu e refletem nas águas do rio Tamisa”. Destacou ainda que são “cerca de vinte minutos de um espetáculo inesquecível”. Contudo, antes, da meia-noite, em círculo e para além de muitos ‘cheers’ (brindes), os britânicos cruzam os braços e dão as mãos às pessoas mais próximas, ao mesmo tempo que dançam e cantam a música "Auld Lang Syne”. “Esta é uma velha canção escocesa que simboliza amizade e amor”, explicou Carolina Neves.
Além disso esclareceu que lá há também quem acredite que o primeiro convidado do ano a visitar a casa pode ser sinónimo de fortuna para a família, bem como a superstição de que deve ser um homem a entrar pela porta da frente e a oferecer bens tradicionais como pão.
Normalmente, esta época do ano é vivida com muita azáfama e tradições entre os portugueses. Mas no caso da jovem, que nunca foi “muito ligada a rituais de final de ano”, considerando que é “simplesmente uma noite para nos divertirmos e celebrarmos mais um ano”, o réveillon foi celebrado “junto daqueles que mais gosto”, num ambiente caseiro.
“Tivemos numa pequena festa em casa, com muita bebida e jogos de charadas, pois acho que as duas coisas complementam-se muito bem”, explicou a caldense, adiantando que após o jantar decidiram sair para aproveitar “um bocadinho mais da noite”, indo para um tradicional pub para ouvir um “pouco de música ao vivo”.

As noites de réveillon “vão até ao amanhecer”

Do outro lado do mundo, mais propriamente em Toronto, no Canadá, também houve uma caldense que passou o réveillon com um grupo de amigos portugueses em casa. Foi o caso de Teresa da Silva, de 45 anos, que apesar das saudades e das recordações que tem de Portugal, opta por todos os anos celebrar a viragem do ano no Canadá.
Este ano não foi exceção, tendo passado a meia-noite com os seus amigos em casa do seu pai, pois tem “um espaço ideal para nos juntarmos todos, e ainda por cima, fica próximo da minha casa”. Do menu constou o tradicional bolo de rei, as filhoses de abóbora, as rabanadas e ainda o pão-de-ló de Alfeizerão, assim como o vinho do Porto e a Ginjinha de Óbidos. Houve ainda champanhe e as tradicionais doze passas.
Depois de jantar, Teresa da Silva conta que a noite acabou por se prolongar em casa, com muita animação, bebida, dança e jogos à mistura. Mas no momento das doze badaladas, ”abraçámos e desejámos votos de felicidades a todos, agradecendo ainda pela amizade de cada um”.
Nesses dias, segundo a Life Coach, “os emigrantes têm a tradição de se juntarem em casa de uns e de outros para jantar”. A maioria da comunidade portuguesa opta por concentrar-se nos clubes e associações portuguesas para jantar e “dar um pezinho de dança no final”.
No resto da cidade, o momento da virada do ano é celebrado com “muita festa e alegria”, em eventos públicos. De acordo com Teresa da Silva, “em Toronto fazem em frente à Câmara Municipal um festival de música parecido com o que fazem em Nova Iorque, onde também à meia-noite há fogo-de-artifício”.
Após as doze badaladas, a maioria volta para casa para deliciar-se com um buffet de marisco, confecionado pelos homens. Para a caldense, “as noites de passagem de ano são sempre noites muito agradáveis e vão até ao amanhecer”.
Também de Toronto chegou-nos o testemunho da cadavalense Cristina de Jesus, de 50 anos, que nos disse que esta foi a quinta passagem de ano que festejou no Canadá. “Fora da família e dos amigos de sempre, que como as anteriores, têm sido passadas com os novos amigos que se vão fazendo nesta caminhada transatlântica”, referiu a apresentadora de tv, que vive em Milton, uma cidade que fica a cerca de 40 quilómetros de Toronto.
Este ano, a cadavalense passou esta época festiva em casa de uns amigos chilenos, que “se foram transformando em família”, acabando por ser sempre uma festa quando se juntam, sobretudo em “datas importantes”. Para Cristina de Jesus, “as opções fora de casa ou são em clubes portugueses, com jantar e baile, ou então, hotéis e restaurantes com preços bastante elevados, e que raramente fazem jus à refeição/programa oferecido”.
Na opinião da cadavalense, esta diversidade cultural dá a “possibilidade de experienciar verdadeiros atentados ao palato, pois entre mexicanos, venezuelanos, canadianos, chilenos e argentinos, a comida posta sobre a mesa é verdadeiramente deliciosa”. Da sua parte, Cristina levou o tradicional bacalhau com natas, que “eles adoraram”, os camarões e os espinafres, e ainda um “bolo-rei para colorir a mesa”.
Apesar de não ter havido champanhe e passas à meia-noite, a apresentadora de tv garante que houve “muita música, alegria, abraços e as tradicionais trocas de desejos felizes para o novo ano que entra”.
Embora a diversidade de origens fosse imensa, Cristina de Jesus referiu que “não há grandes diferenças culturais, nem religiosas, nem tão pouco educacionais, somos todos latinos com uma base familiar contextual bastante acentuada, alegres, bons-garfos e festeiros”.
A festa acabou por terminar perto das 04h00 da manhã, o que em Portugal corresponde às 08h00. Durante esse tempo, “todos convivemos em grande harmonia e cumplicidade, aproveitando para explorar um pouco mais de cada um a cada novo encontro de amigos”.

“Foi uma noite diferente do habitual mas não deixou de ser muito feliz”

Dos que o passam por entre o frio que se vive nesta época também houve os que gozaram a viragem do ano de t-shirt e chinelo nos pés. Foi o caso da jovem caldense Dalila Isidoro, de 29 anos, que decidiu mudar-se de malas e bagagens para trabalhar no Hilton Cabo Verde Sal Resort, situado na cidade de Santa Maria, da Ilha do Sal, em Cabo Verde.
Para a jovem, este foi o primeiro ano que passou o réveillon longe dos seus amigos e da família. Apesar de ter sido diferente do habitual, Dalila confessa que “não deixou, por isso, de ser uma noite feliz “. Contudo, “as saudades foram surgindo ao longo do dia 31 de dezembro”.
Segundo a caldense, “foi um misto entre o ‘quem me dera que o teletransporte fosse possível’ e o ‘que bom é passar o ano de pé descalço na areia, à espera do primeiro mergulho quente de 2019”.
Mas para matar “um pouco dessas saudades e ultrapassar a distância física”, a jovem contou que teve ajuda das redes sociais, e claro, dos “melhores amigos do mundo”. Referiu ainda que logo depois de almoço já tinha as suas amigas em vídeochamada, prontas para relatar os planos que as esperavam para a última noite do ano.
Para a caldense, “teria sido muito mais complicado se tivesse que esperar por um postal de bom ano, felizmente através das vídeo chamadas facilmente se partilham momentos e se cria a ilusão de se estar próximo. Porque na realidade o estar próximo não é uma questão relacionada com o número de quilómetros que nos separam é saber que mesmo longe estamos presentes nas vidas uns dos outros”.
Depois de um dia intenso de trabalho e de “sentimento de dever cumprido”, Dalila saiu do hotel fazendo uma curta caminhada até casa ao telefone com vários elementos da família, que já se começavam a reunir. Já em casa, a jovem contou que enquanto se preparava para a noite teve a companhia de uma amiga, que “no fundo parecia que ela estava mesmo ali ao lado”.
Igualmente destacou que “Santa Maria é o ponto mais turístico da Ilha do Sal e um dos destinos mais procurados para a passagem de ano, e como tal, desde muito cedo se nota a euforia nas ruas, restaurantes e bares na praia”. Nesse sentido, a jovem optou por um “jantar mais tranquilo” em casa com os amigos e colegas de trabalho, antes de se juntarem à festa.
À mesa, além da caldense, havia outras três portuguesas do Hilton, uma cabo-verdiana e uma holandesa. Após o jantar decidiram sair e juntarem-se aos restantes colegas e amigos, indo para um restaurante/bar na praia que pertence ao hotel para assistir ao espetáculo de música ao vivo. Lá, confessou que “além de aproveitar para beber uns copos e desejar um bom ano aos colegas que se encontravam a trabalhar”, houve uma “situação mais caricata, curiosamente quando começou o fogo-de-artifício”.
Segundo a jovem, o “espetáculo de luzes é feito normalmente antes da meia-noite, de modo, a que todos se juntem novamente à mesa ou na pista de dança para ser feita a contagem decrescente para o ano novo”. Para Dalila, esse momento foi “um pouco estranho mas perfeitamente aceitável, acabando por acontecer o mesmo connosco”.
Quanto às tradições locais, a jovem referiu que os cabo-verdianos têm duas que se destacam, como o facto de na véspera de ano novo não existir uma cabeleireira disponível na ilha. Ou seja, “aqui os cabo-verdianos arranjam-se ao detalhe, sendo rara a pessoa que sai à rua sem estar com um grande penteado e um vestido para impressionar nessa noite”.
A outra é o chamado “Recordai”, que consiste num grupo de adultos ou de crianças que na noite da passagem de ano andam pelas ruas a cantar e a receber oferendas de quem as ouve.
Apesar de não estar em Portugal, a jovem não deixou de cumprir certas tradições ao som das doze badaladas como comer e beber, e ainda saltar de uma cadeira. “Esta última foi difícil de concretizar e não aconteceu logo à meia-noite, pois não era possível no local onde estávamos. Mas minutos mais tarde, uma das minhas colegas portuguesas resolveu puxar- me por um braço e levar-me a um recanto, onde estava uma cadeira para cumprir a tradição”, contou Dalila Isidoro.
Posteriormente, a caldense e os amigos terminaram a noite nos bares e nas ruas de Santa Maria com outros colegas, amigos de colegas e conhecidos, a beber e a dançar. Para a jovem, “mesmo não sendo amigos de longa data fizeram com que alegria não faltasse naquele momento”.
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