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Cultura, Caldas da Rainha
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Jaime Martins na livraria Bertrand em sessão de autógrafos

“Heróis do Ar”, uma homenagem a todos os pilotos portugueses e um incentivo aos jovens

Num tributo a todos os portugueses que combateram na 1ª Guerra Mundial e aos pioneiros da aviação portuguesa, Jaime de Oliveira Martins decidiu lançar mais um romance histórico, mas desta vez dedicado aos “Heróis do Ar”. Esta é a sua terceira obra, que esteve no passado sábado à noite em destaque numa sessão de autógrafos, na livraria Bertrand do La Vie, e que conta a história de Artur Rebelo, um jovem natural da Marinha Grande que se apaixonou pelos assuntos do ar.

04-07-2018 | Mariana Martinho

Jaime Martins com a sua obra “Heróis do ar”
Jaime Martins com a sua obra “Heróis do ar”
Desde cedo que Jaime de Oliveira Martins desenvolveu o gosto pela escrita, tendo já editado duas outras obras como o “Mar Liberal” e “Fontes de Guerra, Fontes de Paz”, que juntamente com esta fazem “uma trilogia de livros”.
Segundo o autor, o primeiro livro, “Fontes de Guerra, Fontes de Paz”, destaca a importância do Exército, o segundo, “Mar liberal”, o domínio do mar e, agora, o “Heróis do Ar”, em que destaca a aviação. Nesse sentido, esta obra, que foi lançada em abril deste ano, retrata a envolvência e a camaradagem dos pilotos de caça do início do século XX, coincidindo assim com os “primórdios da aviação militar em Portugal”.
Passados cem anos sobre a batalha de La Lys, o livro desenrola-se à “volta da aviação, respeitando sempre os factos históricos”, num enredo em que convive com personagens como Machado Santos e Afonso Lopes Vieira, entre outros.
Para esta obra, Jaime Martins procurou juntar algumas “pessoas reais aos personagens ficcionados, criando assim um conjunto de histórias para contar a nossa história enquanto nação”. Dentro dessas personagens faz parte o Artur, que ingressa na escola de aviação militar, bem como o leiriense Fernando Lara Reis e outros pilotos portugueses que foram chamados a combater nos céus de França, numa “guerra que trouxe grandes amarguras aos povos, mas também algum progresso tecnológico”.
Uma das personagens em destaque é o Machado dos Santos, que o autor considerou ser “um elemento muito importante na Implantação da República Portuguesa”, indo ao ponto de relatar o seu assassinato.
O livro propõe assim uma “viagem em que as intrigas de outrora são reveladas em fascinantes descobertas num sótão”.
Em conversa com o JORNAL DAS CALDAS, Jaime Martins contou alguns dos episódios, “que a história não conta ou então, que fez esquecer”, como por exemplo, o “facto de nós termos tido pilotos portugueses a combater durante a 1ª Guerra Mundial”, bem como o primeiro piloto português a ser abatido em combate, Óscar Monteiro Torres. Outro pormenor “interessante” é o facto do primeiro avião, que foi abatido em situação de guerra, ter sido durante a revolução de Sidónio Pais. “Foi o primeiro e, até hoje, o único avião abatido num ato de guerra em território nacional”, sublinhou.
De uma forma implícita, a obra permite ao leitor fazer uma reflexão sobre o papel da carbonária, da igreja e especialmente da maçonaria. Aliás, a maçonaria teve um “papel muito importante e preponderante na nossa história, estando sempre do lado da liberdade e dos valores, embora não seja uma organização perfeita”.
Não faltam também descrições de uma cerimónia carbonária, de uma cerimónia maçónica e um olhar crítico aos acontecimentos em Fátima.
Igualmente procurou dar enfâse foi ao “papel da mulher na sociedade", retratando a figura preponderante da primeira mulher a votar em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo. “Foi uma mulher que fez história, e portanto, dei-lhe um papel de destaque na obra”, referiu o autor.
Apesar de “não se poder comparar os tempos de hoje, com os tempos de início de século XX”, Jaime Martins salientou que houve “uma evolução enorme, naquilo que diz respeito aos direitos da mulher”.
A obra procura ainda ser um “estímulo” aos mais jovens, propondo alguns desafios para a juventude, sobretudo para as mulheres jovens, que “corram atrás dos seus sonhos, sem nunca perderem a esperança”.
Para esta obra, o autor confessou que teve de efetuar “muita pesquisa, não só em termos de bibliografia, mas também de deslocação a alguns locais importantes”. Aliás, afirmou que “estão aqui três anos de trabalho, desde que comecei a escrever até que o livro me chegou às mãos”.
Dos três livros que editou, Jaime Martins reconhece que este, segundo os leitores, é o “melhor de todos”.
Em relação ao próximo, o autor adiantou que “já abordei a água, a terra e o ar, faltando-nos assim o fogo, que virá no próximo, provavelmente”.
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