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Economia, Caldas da Rainha
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Desafios à economia solidária debatidos no Centro de Desenvolvimento Comunitário do Landal

A profissionalização da gestão das entidades que se dedicam à economia solidária (instituições particulares de solidariedade social, associações, associações mutualistas, cooperativas, misericórdias e fundações), sem inibir o voluntariado, a diversificação das fontes de rendimento e o modelo de financiamento que permita o cumprimento da missão em paralelo com a manutenção do equilíbrio financeiro sem desvirtuar o objetivo da instituição, o trabalho em rede colaborativa e cooperação institucional, e a renovação geracional, foram alguns dos desafios abordados na Conferência sobre Desenvolvimento Local e Economia Solidária, promovida pelo Centro de Desenvolvimento Comunitário do Landal (CDCL).

04-07-2018 |

Primeiro painel, moderado por Pedro Antunes
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Primeiro painel, moderado por Pedro Antunes
A iniciativa, que se desenrolou no passado dia 23, na sede do CDCL, nos Rostos, foi composta por três painéis, sendo o primeiro reservado a uma abordagem mais teórica sobre a sustentabilidade das organizações versus os atuais desafios e particularidades da economia solidária.
Este painel, moderado por Pedro Antunes, contou com as participações de Sílvia Oliveira Silva e Natacha Santos, coautoras do livro “Sustentabilidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social em Portugal” e diretoras técnicas de entidades sociais em Mealhada e Viseu, respectivamente, de Marco Domingues, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local (ANIMAR), de Cátia Cohen, secretária-geral da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), de José Ignacio Martín, professor da Universidade de Aveiro responsável pelas disciplinas ligadas à gestão de serviços de saúde e sociais para a terceira idade e também co-autor do livro “Sustentabilidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social em Portugal”, de Roque Amaro, fundador da Rede Portuguesa de Economia Solidária (RedPES), e de Filipe Almeida, presidente da Portugal Inovação Social – Portugal 2020.
“Torna-se cada vez mais importante a gestão eficaz e eficiente dos recursos colocados à disposição das organizações sem fins lucrativos, sendo que para tal é fundamental que os seus responsáveis estejam atentos e tenham um amplo conhecimento das diversas vertentes que as caracterizam”, foi uma das indicações deixadas por Sílvia Oliveira Silva e Natacha Santos.
Outros aspetos abordados foram a “necessidade de diversificar as fontes de financiamento, através da realização de atividades complementares que ser fonte de receita”.
Cátia Cohen defendeu a “necessidade de profissionalismo”, de forma a que as pessoas “tenham competências de gestão e deixem de ser amadoras”. Sustentou igualmente que é preciso a juventude estar mais representada, pelo que se deve levá-la a interessar-se por estas atividades.
Roque Amaro sublinhou que se verifica uma falha quando estas instituições se tornam totalmente dependentes do Estado.
Confrontado com a complicação das candidaturas a fundos comunitários, Filipe Almeida admitiu que os processos “roçam quase o absurdo”, sendo necessário simplificar, obstáculo que se está “a tentar contrariar”.
O aumento das comparticipações estatais e o pagamento de sete dias semanas por parte da Segurança Social, em vez dos cinco que paga actualmente para as instituições acolherem os utentes, foram medidas consideradas prioritárias neste painel.
O segundo tema pretendeu dar voz às entidades de desenvolvimento local que “operam no terreno”, realçando as dificuldades reais entre a teoria e a prática.
Moderado por Francisco Gomes, chefe de redação do JORNAL DAS CALDAS, contou com Vera Ferreira, diretora técnica da Casa do Povo de A-dos-Francos, João Leitão, voluntário da associação EcoGerminar – Desenvolvimento do Interior, de promoção do Comércio Solidário, do Ecoturismo e de Luta à Desertificação Rural, sediada em Castelo Branco), Júlio Ricardo, presidente da Cooperativa Terra Chã, de Rio Maior, e Manuel Nogueira, presidente do Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro, no concelho de Penacova.
Foram apresentadas as realidades distintas de cada associação, apesar de algumas semelhanças. Vera Ferreira destacou que este tipo de instituições, e nomeadamente a sua, “completam lacunas do Estado, têm um papel preponderante na vida das comunidades e combatem a precariedade”. Frisou a necessidade de “estabilidade das equipas e de mão de obra especializada”.
Apontou as dificuldades nos acordos de cooperação, que são o suporte do financiamento, até porque as reformas dos utentes “são baixíssimas”
Os outros três dirigentes sublinharam que os projetos das suas associações criaram “desenvolvimento local e integrado”, em alguns casos movimentando anualmente milhões de euros.
O último painel, moderado por Cristina Pinto, foi destinado aos partidos políticos, que puderam apresentar soluções para o futuro das organizações do terceiro setor, tendo em conta o horizonte que se avizinha com o Portugal 2030.
Participaram Mafalda Pedreira (BE), Sofia Cardoso (CDS-PP), Paulo Espírito Santo (PSD), José Ribeiro (PS),
Vítor Fernandes (PCP), Maria Teresa Serrenho (Frente Cívica – Associação de Cidadãos).
Na sessão de encerramento esteve António Sales, deputado do PS na Assembleia da República.
José Manuel Paz, presidente da direção do CDCL, manifestou que este evento pretendeu ser “um diálogo exigente e crítico sobre sustentabilidade das organizações versus os atuais desafios e particularidades da economia solidária”.
“Os desafios à gestão da economia solidária são uma luta constante que varia em função das principais características e do meio onde as organizações operam nesta nova economia, destacando-se os papéis que estas organizações assumem nas sociedades atuais, especialmente nas zonas mais desfavorecidas”, referiu.
Deste modo, procurou-se apresentar o trabalho de algumas organizações que operam no terreno já há alguns anos. A conferência realizou-se no Landal “precisamente por ser um meio rural, composto por um conjunto de lugares e aldeias isoladas, periféricas e empobrecidas, sem valências que possam equacionar problemáticas como o desemprego, a pobreza, o alcoolismo, o abandono escolar, entre outros fenómenos de exclusão e problemas sociais”.
“As difíceis acessibilidades, o isolamento geográfico e a escassez de recursos, são factores que determinam os destinos da população residente, tanto a nível profissional e económico, como a nível social, cultural e até pessoal”, declarou José Manuel Paz.
O CDCL tem procurado combater os obstáculos ao desenvolvimento local”. Esta associação começou por ser um centro recreativo, cultural e desportivo, que evoluiu para organização de solidariedade e desenvolvimento local em 1997.
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