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Casal lança petição para ajudar famílias que cuidam de pessoas com deficiência

O casal Carlos Filipe e Conceição Lourenço, pais de David, criança de onze anos que sofre uma deficiência profunda, criou o Movimento Filhos sem Voz, que está a lançar uma petição sobre a criação de uma componente económica para as famílias prestadoras de cuidados a pessoas com deficiência.

01-08-2018 | Francisco Gomes

O objetivo da petição é combater os escassos apoios a quem cuida de familiares com deficiência
O objetivo da petição é combater os escassos apoios a quem cuida de familiares com deficiência
Residente no concelho de Óbidos, o casal revelou que tem tido várias reuniões na Assembleia da República sobre o Estatuto do Cuidador. “Um dos problemas das pessoas que prestam cuidados ao seu familiar é a perda do posto de trabalho e consequentemente a perda de rendimentos, que a somar às despesas extra da pessoa cuidada, faz com que muitas vezes se vivam momentos dramáticos no seio de muitas famílias”, manifesta.
Um documento com um conjunto de reivindicações foi entregue às várias bancadas parlamentares e também à 10ª Comissão Parlamentar do Trabalho e Segurança Social, tendo o casal decidido pôr em marcha uma petição porque “ao longo destas reuniões temos visto muitas reticências em discutir abertamente o assunto de um apoio económico, sendo que a solução que é sempre posta em cima da mesa são os cuidados continuados, mas nós queremos continuar a cuidar dos nossos entes queridos com a dignidade merecida”.
“Esta é uma questão que deve mobilizar toda a opinião pública portuguesa, pois se é um drama vivido por algumas famílias, nunca sabemos quando não poderá ser a nossa. Foi o que nos aconteceu e só quando nos deparamos com a intensa falta de apoios é que vamos percebendo o longo emaranhado que é cuidar sem qualquer rede de apoios que funcione”, adianta.
“As famílias são apoiadas com 100€ para quem deixa o seu trabalho ou está impedido de o ter para cuidar do seu familiar. Na maior parte das vezes esse valor é gasto em fraldas, alimentações especiais ou medicamentos para a pessoa cuidada. Aquilo que pedimos é que as famílias que cuidam sejam igualmente apoiadas pelo Estado. Tem que existir um apoio tal como existem apoios para situações de desemprego, inserção social e doença”, defendem Carlos Filipe e Conceição Lourenço.
Na petição a enviar à Assembleia da República e que pode ser assinada em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89732, é apontado que “os atuais apoios económicos concedidos encontram-se desadequados e obsoletos face à atual conjuntura económica”, pelo que é solicitada a criação de uma componente económica de apoio à família com pessoa com incapacidade. “O valor a atribuir a esta componente económica deverá ser de igual valor ou superior àquele que é o valor atribuído às famílias de acolhimento, ressalvando que este valor adicional acumula com o subsídio de assistência a terceira pessoa ou complemento por dependência”, reclama a petição.
Em relação ao Estatuto do Cuidador, o casal faz várias propostas, sustentando que “deverão ambos os progenitores ser reconhecidos como cuidadores no âmbito daqueles que são os cuidados parentais”.
Para além dos apoios sociais, tendo em conta o desgaste físico e psicológico solicita-se uma majoração de quatro meses por cada ano de cuidado na carreira contributiva.
No caso de faltas para acompanhamento a consultas, tratamentos e exames médicos, defende-se “a possibilidade de falta ao trabalho pelo período completo do horário diário, reconhecido através de justificação médica, para que o cuidador possa ficar o restante do tempo com a pessoa cuidada de forma a estabilizá-la e prestar-lhe o cuidado necessário, pois o facto de sair da sua rotina diária e estar em ambiente hospitalar é por si só um elemento desencadeador de ansiedade”.
Defende-se a “criação de bolsa de dias de faltas justificadas abrangendo de faltas de emergência, para descanso do cuidador derivadas da prestação de cuidados urgentes, sem necessidade de pedido de justificação médica presencial, até ao máximo de três dias consecutivos”.
O acesso ao apoio domiciliário no caso de doença do cuidador ou a criação de prioridade ao emprego público, são outras medidas defendidas.
O Movimento Filhos sem Voz pode ser contactado pelo e-mail movimentofsv@gmail.com.
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