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Escolhas do Editor, Óbidos
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Associação Espeleológica de Óbidos excluída do Mercado Medieval

A Associação Espeleológica de Óbidos (AEO) foi excluída da animação do Mercado Medieval de Óbidos, acusando a organização – Óbidos Criativa (OC), empresa municipal, de perseguição política do presidente da associação, que foi candidato do PS à Câmara nas últimas eleições. A OC, por sua vez, acusa o presidente da AEO, Vítor Rodrigues, de ter insinuado a existência de “sacos azuis” e de desvios de dinheiro das bilheteiras, pretendendo um pedido público de desculpas.

25-07-2018 | Francisco Gomes

A AEO prestava serviços de animação no Mercado
A AEO prestava serviços de animação no Mercado
Ricardo Ribeiro, presidente do conselho de administração da OC, justificou a exclusão: “Não aceitarei e não tolerarei quaisquer insinuações sobre a OC, atentatórias do bom nome da instituição, da minha pessoa nem dos funcionários e colaboradores desta empresa sobre alegados “sacos azuis” ou que alguém diga publicamente que os funcionários desta empresa se passeiem com sacos de dinheiro provenientes de bilheteiras pelas ruas de Óbidos e no final não se sabe qual o destino desse mesmo dinheiro, declarações que considero lamentáveis, infundadas e difamatórias”.
As declarações, segundo Ricardo Ribeiro, foram proferidas pelo “presidente da AEO, na altura também vereador e com responsabilidades acrescidas como cabeça de lista candidato à Câmara Municipal”.
“A AEO não participará em nenhuma atividade organizada pela empresa municipal, enquanto o seu presidente não se retratar das suas declarações publicamente com o devido pedido de desculpas”, avançou.
A AEO contrapôs que “nunca foram feitos quaisquer comentários sobre os funcionários da empresa e o trabalho por eles desenvolvido, pessoas que muito estimamos e que muito têm contribuído para o sucesso do Mercado. Lamentamos profundamente a tentativa brejeira de difamar a imagem do presidente desta Associação, colocando na sua pessoa expressões que nunca pronunciou. As mesmas são completamente infundadas, providas de falsidade e maliciosas”.
“Verificamos que esta associação está a ser gravemente prejudicada por questões que consideraríamos terem terminado no dia 1 de outubro de 2017 e que a partir daí estaríamos todos unidos para uma causa comum que é o desenvolvimento do nosso concelho”, adiantou.
A AEO tem estado presente no Mercado dedicando-se à animação, com a componente de acampamento militar e civil, desfiles, torneio de tiro com arco, assaltos ao castelo, entre outros solicitados pela OC, mediante o pagamento dos serviços prestados.
De acordo com a OC, “os valores apresentados pela AEO são em ordem de grandeza maior que os valores que pagamos habitualmente aos restantes grupos que se deslocam a Óbidos vindos de todo o país e alguns de fora”, uma afirmação que é contestada: “O último valor cobrado pela AEO (7000€), dado as responsabilidades assumidas, tirando o valor da alimentação (1500€), representa um valor de 32€ à hora (5500€/172 horas), valor este manifestamente mais baixo que o cobrado por qualquer outro grupo ou animador. Convém salientar que mantemos uma média de 14 voluntários em permanência diária, jovens do concelho, que aproveitavam estes quatro fins-de-semana para ganhar qualquer coisa”.
“Relativamente à proposta para o presente ano, a mesma surge por sugestão da organização no final do Mercado Medieval de 2017, pois seria um ponto fraco que deveria ser superado. Mais uma vez foi depositada plena confiança no nosso desempenho e face a este desafio lançado pela organização, a AEO apresentou uma proposta para a realização dos combates apeados, englobando um grupo de treze pessoas, que contemplava 48 torneios, desfiles e realização do VII Torneio de Tiro com Arco no valor de 12,80€ por pessoa, por torneio. Acreditamos mesmo assim que a nossa proposta ainda seria mais baixa do que a que foi aprovada. Ficámos perplexos pela forma como fomos excluídos, sem qualquer oportunidade de discutirmos e acertarmos valores, o que sempre aconteceu em anos anteriores”, manifestou a AEO.
“Ao fim de 16 anos de participação intensa e colaboração constante no Mercado Medieval, a AEO foi excluída pela Óbidos Criativa de participar no evento deste ano. A direção considera uma atitude deplorável por parte da administração da empresa municipal, pois considera um ataque direto a uma associação juvenil do concelho com trabalho reconhecido pela população”, declarou a associação.
No mês de junho a AEO recebeu igualmente da Câmara um ofício a comunicar que a associação devia retirar até 25 de julho todo o mobiliário pertencente à AEO das instalações municipais que utilizava com a finalidade de ginásio e proceder à entrega das respectivas chaves. A vereadora Margarida Reis explicou que tal se deveu “à necessidade de espaços para a prossecução do Projeto Óbidos + Ativo e em conformidade com o acordado quando da cedência do espaço à associação”. A AEO lamentou ficar sem “um espaço para apoio à formação”.
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