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Cultura
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Vinte expositores mostraram falos de todos os tamanhos e feitios no I Salão da Marotice

Falos de todos os tamanhos e feitios, bem como outras manifestações artísticas inspirados nas malandrices das Caldas da Rainha estiveram em exposição no passado fim de semana, no I Salão da Marotice, organizado pela ADIO Expoeste, em que a Confraria do Príapo foi convidada a participar. Além das marotices dos 20 ceramistas e artesões presentes, o salão contou com palestras, “conversas muito sérias, diferentes mas muito interessantes, as tertúlias de poesia erótica” e ainda os espetáculos de cabaré.

31-05-2019 | Mariana Martinho

Falos em diversos tamanhos e feitios encheram os corredores da entrada da Expoeste
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Falos em diversos tamanhos e feitios encheram os corredores da entrada da Expoeste
A variedade de artigos, que invadiu a entrada da Expoeste, passou pelas típicas "garrafas das Caldas" em diversas versões, pelas canecas que ostentavam no fundo um pequeno falo, pelos tradicionais bonecos de "puxar o cordel", ornamentados com um avental ou capa de estudante que, quando se puxa a corda, mostram "a malandrice escondida", e ainda pela habitual "secção dos políticos”. Dentro da variedade de ofertas dos 20 expositores presentes, houve quem quisesse marcar pela diferença, e confecionar algumas peças de propósito para o certame. Foi o caso do oleiro, Jorge Lindinho, que “quis contribuir de alguma forma para este projeto, com uma brincadeirinha”, transformando a banana, “que por si só tem uma forma fálica, em falo das Caldas”.
Para o oleiro, que habitualmente participa em feiras de artesanato, “este tipo de iniciativas fazem falta para ajudar a divulgar aquilo, que de melhor se produz na cidade ao nível do artesanato e da cerâmica”. Tal como Jorge Lindinho, também a caldense, Loja do Ca..lho! fez questão de participar com os seus “gifts”.
Com uma “interpretação mais jovem e cómica da loiça tradicional das Caldas”, a loja aposta na venda dos tradicionais ímanes, como por exemplo “o andoralho, que é uma andorinha com a cabeça do falo”, nos cinzeiros e nos falos decorativos, com uma edição especial dedicada à série “Game of thrones”, a Game of dicks. Além disso, “os turistas adoram, principalmente aqueles que desconhecem que a cidade é conhecida pelos falos”.
Para os responsáveis pela loja, “a iniciativa foi excelente e um bom começo, apesar de ter pouca afluência. Mas é natural, quando se faz algo pela primeira vez”.
Já Nuno Costa, que igualmente tem uma loja na cidade, “achou que era importante dar o seu contributo enquanto artista, e como caldense, a este certame dedicado a uma tradição”. Com uma variedade de peças, algumas delas que integram a coleção exclusiva da loja, como foi caso de um cavaleiro medieval em forma de falo, o ceramista considerou que o “certame acaba por fazer sentido para que nós possamos mostrar e divulgar os nossos produtos”. Na sua opinião, fazia “todo sentido haver um espaço dedicado às malandrices das Caldas, e que cobrasse algo às pessoas para apoiar os artistas locais, de modo a que nós possamos continuar a produzir”.
Além dos artesões caldenses, houve quem dos Amiais de Cima, quisesse marcar presença no Salão da Marotice, como foi o caso do escultor Artur Branco. Apesar de “não ser um tema” que seja habitual trabalhar, Artur Branco confessou que “teve todo o gosto em contribuir com algumas peças para este certame”.
Dentro das diversas sugestões, o escultor apresentou falos feitos em pedra e outros em madeira, tendo sido “todos feitos de propósito para este salão”. E ainda um especial, o “cogumelo das Caldas, em madeira, com a contraindicação que pode provocar inchaço, por isso é preciso ter atenção”.
De acordo com o escultor, ”as pessoas acham piada aos falos feitos de madeira e de outros materiais”, sugerindo ainda que “a iniciativa continue”.

Montra variada
A gastronomia e animação diversificada, com a Bandinha dos Amigos da Fanadia e os Sea Groove and The Ocean Travellers, também marcaram presença no evento.
Não menos importantes para a confraria, foram as palestras com a psiquiatra Paula Carvalho, a artista plástica Umbelina Barros, o escritor Filipe Sarmento, entre outros, que “correram lindamente” e os momentos de poesia erótica e de música, bem como de teatro maroto, que decorreram numa das salas da Expoeste.
Para a Confraria do Príapo, que tem nova direção desde 20 de novembro passado e que realizou entretanto vários eventos, entre eles a exposição de loiça erótica e fotografia de falos denominada “Malandrices e Melindrices”, o “balanço é positivo para algo que nunca aconteceu nas Caldas, abordando um assunto, que é tão sensível como é este”, referiu Dulce Horta, responsável pela confraria.
Apesar da “fraca afluência de pessoas” ao evento, o Salão da Marotice “foi um pontapé de saída para esta temática, que está enraizada no artesanato local”. Além disso, sublinhou que “um dos nossos objetivos com estes eventos é de continuar a promover o artesanato local e a própria cidade”, e por isso, “tentei escolher desde o jovem ao mais antigo artesão, para estar presente nesta primeira mostra”.
Quem também mostrou-se satisfeito com adesão de artistas jovens ao Salão da Marotice, foi o diretor da ADIO Expoeste, António Marques, destacando que esse facto “nos trouxe alguma surpresa”. “Os jovens não só se interessam pela matéria, como também não tem vergonha em fabrica-lo”, sublinhou o responsável.
Igualmente referiu que, “queremos que as pessoas se apercebam que as Caldas tem aqui realmente um argumento, não só turístico mas também social, cultural e económico, que deve ser bem tratado”. Além disso, “ pode contribuir para que seja ultrapassado alguns tabus, de modo a que renasça uma economia à volta desta tradição".
O também secretário da mesa da confraria explicou que, “pretendemos num prazo provavelmente de um ano, ou até menos, conseguir a denominação de origem do falo, que neste momento já está a ser tratado”, e ainda, conseguir arranjar um espaço para instalar um polo museológico na cidade.
“Não estamos a falar de um grande edifício ou de algo pomposo. Estamos a falar de um espaço museológico, onde possamos mostrar a quem nos visita toda esta diversidade e a maneira como se trata o falo das Caldas”, sublinhou António Marques.
Para encerrar as noites do salão, a organização apostou nos espetáculos de vaudeville – Voix de Ville Cabaret Burlesque Show, com dançarinas de cabaré a animar o público, que encheu quase por completo os lugares do auditório da Expoeste, no passado sábado à noite.
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