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Sociedade, Caldas da Rainha
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Jovens da região ocuparam as suas férias nos estágios da Carta Arqueológica das Caldas

Durante as duas últimas semanas de agosto, um grupo de jovens do secundário andou pelo concelho das Caldas da Rainha, em busca de sítios arqueológicos. Esta iniciativa decorreu no âmbito dos estágios da Ciência Viva, no projeto da Carta Arqueológica das Caldas, e tinha como objetivo sensibilizar os jovens para a importância da preservação e conservação do património cultural.

06-09-2018 | Mariana Martinho

Grupo de jovens que participou nos estágios da Ciência Viva
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Grupo de jovens que participou nos estágios da Ciência Viva
Ao longo dos quinze dias, os jovens da região, divididos por grupos, aprenderam a identificar vestígios e sítios arqueológicos, na zona do interior do concelho, como Salir de Matos, onde possivelmente haveria um povoado romano, bem como na região entre a Foz do Arelho e Salir do Porto. Além de permitir um contacto direto com vestígios dos antepassados, visou criar no participante uma consciência patrimonial, permitindo que este o identificasse como parte da sua história, cultura e identidade.
O projeto, coordenado pela arqueóloga do Instituto Politécnico de Tomar Alexandra Figueiredo, permitiu aos jovens da região “conhecer de perto o que se faz em arqueologia” e usufruir de “uma educação patrimonial para a preservação do património”. Este tipo de “mini aventuras” é todos os anos promovido pelo Politécnico, com os jovens da Ciência Viva, pois “muitos deles não sabem nada sobre este tipo de ciência, nem sequer sabem como andar no meio do mato”.
Alexandra Figueiredo destacou igualmente que o “contacto com o território permite que estes jovens tomem consciência para um conhecimento não só histórico, mas dos seus antepassados”.
A investigação destes locais, segundo a coordenadora, surgiu através de um levantamento das lendas, estórias e contos de tradição oral, bem como anomalias detetadas através de satélite ou apenas vestígios, que “nos chegam ou já se tinha registado noutra bibliografia”. “Atendendo à toponímica ou informações orais desses locais, nós vamos a essas zonas para investigar”, referiu Alexandra Figueiredo, acrescentando que “as intervenções passam por fazer uma prospeção arqueológica, ou seja, percorrer essas áreas tentando verificar a existência de estruturas ou vestígios materiais como fragmentos de cerâmica ou artefactos, e a partir daí temos indícios para criar uma perceção daquilo que seria a ocupação no nosso território”.
Segundo Ricardo Lopes, técnico de campo, “tentamos fazer uma prospeção de algumas anomalias locais que têm indícios de que à partida serão sítios de interesse arqueológico e patrimonial, outras que são às cegas, porque há zonas que poderão ser interessantes mas temos que as bater”.
No caso de Salir do Porto, os jovens prospetaram uma zona que parece ser da Idade do Ferro, pois apresentava “algumas estruturas que estão todas camufladas de vegetação, mas que aparentemente parecem ser uma antiga muralha”.
Acompanhados pela coordenadora e pelo técnico de campo, os jovens percorreram as zonas identificadas mas “sempre a olhar para o chão à procura de vestígios do passado”.
Apesar de não ter conseguido nada em Salir do Porto, Alexandra Figueiredo salientou que “isto é mesmo assim, nem sempre é fácil detetar os vestígios, alguns só são detetados três meses ou um ano depois de prospetados, então optamos por voltar aqui e percorrer todas as zonas que possam estar abertas para ver se há uma cerâmica ou um sítio arqueológico”. Contudo, frisou que “nesta semana fomos à volta de dez sítios ou mais, alguns que já tínhamos alguns indícios, mas apenas três verteram em sítios arqueológicos”. Por isso, o “balanço final é muito bom”.
Influenciada pela amiga, que também vinha participar no estágio, a jovem de 15 anos, Mariana Rafael, adorou a experiência, pois “nunca pensei em andar por sítios como andei”. Já Andreia Santos, de 18 anos, manifestou que ”a iniciativa surpreendeu-me bastante, e o que mais me fascinou foi todo o processo que percorremos até chegar às descobertas”.
Igualmente a jovem Letícia Santos, de 16 anos, destacou a atividade como “uma boa experiência”, pois “nunca pensei em andar por grutas e montes à procura de fragmentos ou vestígios que possam identificar os nossos antepassados”.
Os materiais recolhidos durante as prospeções são lavados e tratados, e transportados para o inventário, acompanhados pelas respetivas fichas de prospeção. Além disso são anexados com desenhos e de fotografias arqueológicas. “Todas as estruturas e sítios são fotografados com uma escala de dez metros, de modo a que tenham depois uma perceção da dimensão das coisas”, apontou a coordenadora.
Essas fichas de prospeção estão inseridas numa base de dados, com ligação à Direção Geral de Património Cultural, que posteriormente será integrada numa carta arqueológica publicada, que o “Município pode associar-se como mapa temático com esses diferentes pontos”.
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