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Lagoa de Óbidos

Ministro do ambiente lança concurso para a segunda fase das dragagens

O lançamento do concurso para a dragagem da zona superior da Lagoa de Óbidos foi lançado nesta terça-feira, dia 5 de fevereiro, pelo ministro do Ambiente, Matos Fernandes, no Inatel da Foz do Arelho. “Totaliza dezasseis milhões de euros para fazer a dragagem da zona interior da parte nascente da Lagoa de Óbidos”, disse o governante, acrescentando que a obra é fundamental porque a lagoa está muito “assoreada” e os “875 mil metros cúbicos de areia que vão ser daí retirados vão ser todos colocados em frente às praias de modo a reforçar toda a capacidade das mesmas”.

06-02-2019 | Marlene Sousa

Cerimónia realizada no Inatel da Foz do Arelho
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Cerimónia realizada no Inatel da Foz do Arelho
O governante espera agora que o concurso decorra “bem” para que em setembro ou outubro a obra esteja adjudicada e iniciar, decorrendo ao longo de 18 meses.
Segundo Matos Fernandes, foi um processo moroso porque “estamos a falar de uma zona de grande sensibilidade”. “Há uma enorme unanimidade sobre a necessidade de fazer esta dragagem, mas esta é uma zona onde há atividade piscatória e de mariscadores, portanto, vai ser feita com todo o cuidado, com uma fiscalização muito cuidada e com uma monotorização contínua da qualidade da água”.
O ministro do ambiente revelou que as análises que têm dizem que todos “os sedimentos estão banais, de grau 2 e só para a partir dos graus 3, sobretudo 4 e 5, é que mostram perigosidade”.
A Associação de Pescadores e Mariscadores da Lagoa de Óbidos entregou ao ministro um documento com algumas preocupações durante a realização das dragagens na lagoa, receando que “ao serem removidas as areias e os sedimentos acumulados nos fundos da lagoa, fiquem em suspensão partículas com potencial para afetar a qualidade da água e assim contaminar os peixes e bivalves, obrigando ao condicionamento ou interrupção da captura dos mesmos”.
Matos Fernandes respondeu que se “nós não fizermos esta dragagem, acaba a pesca e acaba a atividade dos mariscadores”, considerando que “é fundamental para a biodiversidade da Lagoa e para as atividades económicas que dela dependem”. O governante garantiu que a intervenção “vai ser muito cuidada e por isso é que ela demorará um ano e meio, feita com grande detalhe, sempre em pequenas quantidades e todos os dias haverá análises e se em qualquer momento se encontrar um sedimento que não é banal será colhido e depositado em aterro”.
Segundo o ministro, a intervenção na Lagoa de Óbidos nunca poderá acabar. “Utilizando métodos de engenharia natural nós conseguimos estabilizar a nossa costa, mas numa tarefa que não tem fim”, salientou.
Por isso defende as dragagens permanentes na Lagoa de Óbidos, mas que “essa responsabilidade primeira” seja assumida pelas autarquias de Óbidos e Caldas da Rainha, com o “trabalho técnico acompanhado e uma boa parte financiada” pelo ministério.
“As Câmaras das Caldas e de Óbidos manifestaram a disponibilidade para uma vez concluída esta nova dragagem, e participarem na atividade continuada da própria Lagoa de Óbidos para que ela não volte a ter um assoreamento com esta dimensão”, disse o governante, que vê essa disponibilidade das autarquias com bons olhos, continuando “nós a financiar uma boa parte dessa intervenção e disponibilizando todo o apoio técnico”.
Segundo o governante, “são mais de 100 milhões de euros que estão a ser lançados em obras no litoral e nas lagoas costeiras, muitas delas já a concluírem-se, outras em execução e outras agora a iniciarem-se”.
O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, destacou que a obra irá garantir a “longevidade da lagoa”, fazendo um historial sobre os problemas de assoreamento que remontam a 1856.
O presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, sublinhou a importância de revisitar os canais que foram abertos em 2015, porque “corremos sérios riscos de estarmos a fazer investimentos no corpo superior da lagoa e assistirmos a um continuado assoreamento do corpo inferior da lagoa”.
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