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Escolhas do Editor, Regional
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Balanço da época balnear

O verão parece ter chegado à região Oeste em agosto

Apesar da época balnear ter começado em junho, a chegada tardia do verão e a instabilidade climatérica em julho causaram algumas quebras de receitas nos negócios das praias.

29-08-2018 | Marlene Sousa / Mariana Martinho

Praia da Foz do Arelho
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Praia da Foz do Arelho
Quase no final da época balnear, que termina a 15 de setembro, o JORNAL DAS CALDAS, passou pelas praias mais movimentadas desta região: Baleal, Foz do Arelho, São Martinho do Porto e Nazaré, onde falou com os concessionários e os nadadores salvadores.
Não tivesse sido as nuvens e o vento nas praias desta região em junho e julho, o balanço desta época balnear teria sido mais positivo para os concessionários das praias.
Atendendo às multidões que acorrem a estas praias, devido ao calor que se tem verificado em agosto, alguns dos empresários esperam recuperar a receita.
Há quem defenda a vigilância nestas praias até outubro, alegando que “o verão só chegou em agosto”.
Quanto aos acidentes diretamente relacionados com a prática balnear, os nadadores salvadores não registaram “mortes” revelando que “o balanço até este momento foi positivo tendo ocorrido pequenos incidentes”.
Revelam ainda que os “banhistas estão mais sensibilizados para a questão ambiental, deixando casa vez menos lixo nas praias”.

Foz do Arelho

A época balnear termina a 15 de setembro nas praias de Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Torres Vedras, Lourinhã, Alcobaça e Óbidos.
Com o objetivo de fazer um balanço desta época balnear, o JORNAL DAS CALDAS visitou algumas das praias mais movimentadas e populares da região Oeste.
João Ferreira, que detém a concessão (Ala Norte) na praia da Foz do Arelho do lado do mar, disse que o verão chegou mais tarde à Foz mas que o negócio foi “positivo”. O responsável referiu que, apesar de o tempo não ter estado em junho e julho favorável para a praia, “não se refletiu muito na Ala Norte porque as pessoas podiam não se deslocar para o areal, mas vinham tomar café, petiscar, ou beber qualquer coisa”.
Quanto ao aluguer das barracas de praia reconhece que houve muito menos alugueres em julho, em comparação com o ano passado, mas em agosto “houve mais pessoas a alugar barracas nomeadamente ao dia”.
O empresário reconhece que o tempo esteve melhor no passado verão, mas alega que “nesta época balnear, principalmente junho e julho, houve mais estrangeiros”. “Nós aqui estamos a trabalhar melhor e temos tido mais estrangeiros. Ouço falar todas as línguas e muitos estão a morar na região e não vêm à praia ao domingo por causa da confusão”, salientou.
Igualmente destacou o comportamento dos banhistas, não só em relação a serem mais amigos do ambiente como “estão a respeitar as regras e ordem dos nadadores salvadores”. “É notório que as pessoas estão mais sensibilizadas pela proteção do ambiente e não deixam tanto lixo na praia”, adiantou.
Elogiou a animação noturna que este verão decorreu no areal da Praia da Foz do Arelho que, apesar de ser à noite “trás mais dinâmica à localidade e promove a praia”.
Já, Pedro Serrenho, nadador salvador do lado do mar da praia da Foz do Arelho, há quatro anos, disse ao JORNAL DAS CALDAS, que neste ano e também no anterior registou-se uma quebra na afluência das pessoas a esta praia, em relação a 2015/2016. “Talvez pelo tempo, vento e mar”, sublinhou, referindo que o mês de agosto “tem sido melhor”. Recordou ainda que a vaga de calor que atravessou o país por duas vezes em agosto “levou muitos banhistas a esta praia que aproveitaram para se refugiar no areal onde a temperatura era bem mais amena”.
O salva-vidas acredita que setembro vai ser um mês quente considerando que o pico de verão, que era de 15 de julho a 15 de agosto, está a atrasar cada vez mais. “Infelizmente nos finais de setembro e outubro não há vigilância balnear nessa praia”, apontou.
Quanto ao comportamento dos banhistas, afirmou que conseguiram incorporar as regras e “há mais civismo e colaboração para que não haja acidentes”. Apesar de ter havido muitos salvamentos, Pedro Serrenho revelou que não houve nenhuma situação grave. Recordou num “dia de praia com bandeira verde, alguns banhistas arriscaram e os nadadores-salvadores socorreram 4 pessoas, 3 foram de cinco em cinco minutos”.
Pedro Serrenho considerou também que a praia este verão está mais limpa. “Ou é a empresa responsável pela limpeza diária que está a trabalhar bem ou são as pessoas que já respeitam mais as regras e não colocam lixo e beatas no areal”, salientou, o salva-vidas.
Outro dos concessionários que também se queixou foi Faustino Costa, que detém a concessão do bar “O Banheiro”, na lagoa da Foz do Arelho, alegando que "os meses de junho e julho prejudicaram um bocado o negócio, em termos comerciais, mas a partir do mês de agosto a coisa melhorou, como é costume”. No entanto, confessou que alugou menos barracas e espreguiçadeiras, comparativamente com o ano passado.
Durante esses dois meses, junho e junho, salientou que “nem as pessoas, nem o clima, apareceram o que acabou por dificultar um pouco as coisas”, já que têm que garantir todas as condições de segurança e vigilância da lagoa, mesmo na altura em que têm poucos banhistas.
Com o bar a funcionar apenas durante o dia, servindo bebidas e refeições rápidas, o empresário esclareceu que “as receitas que retira do negócio têm que servir para pagar aos dois nadadores salvadores que tem na concessão”, o que “não tem sido propriamente fácil”. Mas ainda assim com temperaturas a rondar os 30 graus, nas duas primeiras semanas de agosto nasceu uma “ponta de esperança” de recuperar dos meses de quebras.
Apesar da situação, Faustino Costa garante que vai voltar a ter concessão para a próxima época balnear.
Quem também concorda que os meses de junho e julho foram “péssimos” foi um dos nadadores salvadores da lagoa, Leonardo Carvalho.
A trabalhar nesta concessão há três anos sublinhou que “este mês de agosto tem sido fenomenal”, comparativamente aos meses anteriores, que “provocaram uma quebra acentuada no negócio, em que os concessionários queixaram-se imenso de não ter ninguém na praia”.
Apesar do tempo “completamente atípico” do início do verão, a chegada do mês de agosto ajudou “a recuperar financeiramente o negócio”. Aliás esclareceu que “há dois anos para cá, os primeiros quinze ou vinte dias de agosto eram sempre bons mas a partir do dia 20, notava-se um decréscimo nas temperaturas. Este ano não, surpreendentemente estamos a ter um mês de agosto, todo ele, com temperaturas muito boas”, o que parece que se impõe um novo calendário balnear, com o verão a prolongar-se para os meses que correspondiam ao outono.
Para Leonardo Carvalho “a época alta está a mudar para mais tarde”, notando-se uma “grande diferença” do dia 30 de julho para o dia 1 de agosto”, deixando de existir aquela disparidade do dia 1 até ao dia 15, como era habitual neste mês. Frisou ainda que “se o bom tempo continuar assim para setembro, acho que vou ter sempre a praia cheia”.
Além das alterações climatéricas parece que a mentalidade das pessoas também está a mudar. De acordo com Leonardo Carvalho, “nota-se que as pessoas estão cada vez mais cívicas, pois já tem a consciência de vir pedir os cinzeiros e de colocar o lixo no caixote”. Contudo, salientou que existem sempre aqueles banhistas, que continuam a deitar plástico na praia, sobretudo ao domingo, onde “nota-se sempre mais lixo no areal”.


São Martinho do Porto

A chegada tardia do verão e a instabilidade climatérica na praia de São Martinho do Porto causou quebra de receita no bar de apoio de praia da empresária, Patrícia Duarte. “O mês de junho não existiu em termos comerciais, foi fraquíssimo e o julho, nomeadamente a primeira quinzena foi horrível”, salientou.
A responsável referiu que, este ano a estação de verão em julho “não se refletiu nesta praia”, já que as pessoas pouco se deslocaram, para o areal em comparação com outros anos, “havendo pouca faturação” em alguns dias.
“Só melhorou em agosto”, afirmou. Mas ainda assim, segundo esta empresária, o tempo continua a “não estar bom, com bastante nevoeiro, a água do mar tem estado fria e não tem nada a ver com o verão estável a que estávamos habituados há uns anos atrás”, sublinhou.
Patrícia Duarte que tem a concessão do “Bar do Areal” há 11 anos considerou que “já não há estações como antigamente. Agora o tempo está todo alterado e nunca se sabe quando é que está bom tempo na praia”. No entanto, acha que o verão “vai ficar até setembro”.
A empresária referiu ainda que “antigamente a segunda quinzena de agosto notava-se uma quebra de banhistas, agora há mais, já não há grande diferença”.
Embora a sua concessão não funcione no período noturno, a empresária nota ainda que as noites muito frescas e o vento, que por vezes tem soprado com maior intensidade, têm também contribuído para “afastar as pessoas das esplanadas, afetando restaurantes e outros estabelecimentos”.
Quando ao aluguer de barracas de praia, que em São Martinho é uma tradição, disse que este ano houve menos pessoas a pedir barracas e a “maioria aluga ao dia”.
Outro dos negócios de Patrícia Duarte afetado, tem sido a venda de bolas de Berlim e outros bolos na praia que, segundo disse, sofreu uma quebra de aproximadamente 30% em relação ao ano passado.
A empresária indicou ao JORNAL DAS CALDAS que tem muitas despesas com os nadadores-salvadores e que não vai “conseguir recuperar as perdas de junho e julho”. “Não sabemos se vai ser possível recuperar, pois só agora em agosto é que o número tem normalizado”, frisou, notando que o negócio esteve muito fraco nomeadamente na primeira quinzena de julho.
É o primeiro ano de João Fialho, nadador-salvador na praia de São Martinho do Porto, portanto não “sabe dizer se tem mais ou menos banhistas em relação aos anos anteriores”. Apesar do mau tempo, diz que as pessoas vinham para a praia e “abrigavam-se nas barracas ou com corta ventos”.
Quanto ao comportamento dos banhistas alega que há de “tudo”. “Existe pessoas civilizadas que respeitam as regras e também noto que há mais sensibilidade para manter a praia limpa”, apontou.

Nazaré

Como a Nazaré é visitada anualmente por muitos milhares de turistas e o afluxo no inverno é cada vez maior, a praia é desde o passado ano vigiada durante todo o ano, na sequência de um protocolo entre a associação local de nadadores-salvadores e a Câmara, que suporta os custos da vigilância.
Para Miguel Batalha, que detém a concessão do “A Deriva Beach Bar” na praia da Nazaré, contou ao JORNAL DAS CALDAS que apesar do clima ter estado complicado nomeadamente nos meses de junho e julho, e que ainda que na última quinzena de julho se tenha registado um maior movimento, sobretudo de turistas portugueses e estrangeiros, comparativamente com o ano passado, felizmente não sentiram muito em termos de volume de negócio.
O empresário notou ainda, que as noites muito frescas e o vento que por vezes soprou com maior intensidade em julho contribuíu para afastar as pessoas “da esplanada”, “havendo uma quebra a esse nível”.
A partir do mês de agosto melhorou, pode-se dizer que tivemos quinze dias muitos fortes com muito bom tempo”, apontou o empresário.
O problema deste verão é que não houve uma homogeneidade. “Tivemos quatro dias muito fortes com temperaturas muito altas, depois descia bastante com dias mais frescos, não habituais no verão”, contou.
Segundo, Miguel Batalha que tem a concessão do bar de apoio há praia há quatro anos, o pico de verão está a mudar. “Começamos a ter um volume acentuado de negócio em maio, e princípio de junho que não tínhamos. O agosto está a ser bom com muitos emigrantes, e o setembro e outubro também acho que vão ser bons meses para o negócio, com outra qualidade, com um cliente diferente e muitos estrangeiros nórdicos”, referiu o empresário.
Segundo este responsável, as expectativas são que setembro, seja um mês alto e com bom tempo para os banhistas aproveitarem a praia. Recorda ainda que a Nazaré tem crescido em termos de visitantes, mesmo que o tempo não esteja muito favorável, as pessoas vêm “passear e ver o mar”. Não se queixa a nível de volume de negócio. “Felizmente trabalhamos bem”, afirmou.
“Apesar do mau tempo, a perceção é que há sempre muitos banhistas na praia da Nazaré”, palavras de Nuno Oliveira e Carlos Custódio, nadadores-salvadores, da praia da Nazaré.
“Já ouvimos várias queixas do tempo, mas as pessoas continuam a vir para a praia”, adiantaram.
Quanto ao comportamento dos banhistas relativamente à limpeza das praias, alegam que estão “mais sensíveis para a questão do ambiente”, mas revela que o mês de agosto “piora com a maior afluência de emigrantes”.
Incidentes na praia, os salva-vidas alegam que os banhistas continuam a não “ter a noção o que é o mar da Nazaré e arriscam muito”.


Baleal

Outra das praias mais badaladas da região é o Baleal. Conhecida como a “Capital da Onda”, o Balela é procurado ao longo de todo o ano para a prática e aprendizagem de surf e bodyboard por diversos turistas, bem como pela diversão noturna, o que faz com que o “negócio tenha corrido muito bem”, no Danau Beach Bar.
Segundo Carlos Ferreira, um dos empregados do bar “todos os anos nesta zona o tempo é super instável, mas mesmo assim muitas pessoas começavam a vir à praia a partir da segunda quinzena de julho”. Este ano, não se verificou isso.
“As pessoas vinham à praia, ficavam um bocado e depois iam embora, devido ao vento e ao nevoeiro” sublinhou Carlos Ferreira. Contudo a “partir do mês de agosto o negócio melhorou significativamente, tendo sempre casa cheia”.
O Bar Danau além de servir de apoio durante o dia, também é um dos bares de praia mais conhecidos da região pelas noites de festa, o que faz com que “o que faturamos há noite compense o negócio durante o dia, pois estamos sempre cheios”. Além disso dispõe da concessão de venda de bolas de Berlim, gelados e escola de surf, sendo ambos “negócios que ajudam equilibrar as contas”.
As bolas de Berlim é entre outros negócios que normalmente veem no verão um empurrão para as suas vendas, mas este ano com a chegada tardia do verão e a instabilidade climatérica sentida, sobretudo durante o mês de julho, fez com que estas estivessem na sombra pela falta de sol. Quem afirmou isso foi André Rodrigues, que percorre o areal da praia do Baleal, pelo terceiro ano consecutivo, a vender as suas bolas de Berlim.
Para André Rodrigues, “este ano comparativamente aos anos anteriores registou-se uma quebra acentuada na venda das bolas de Berlim, tendo sido mesmo muito fraco nos meses de junho e julho”.
Na primeira quinzena de julho, o vendedor relembrou que “tivemos um tempo incerto e havia muito poucas pessoas na praia”, o que fez com que “não se vende-se quase nada durante esse mês”. Mas ainda assim confessou que o “mês de agosto deu para compensar os meses anteriores”.
Neste mês, André Rodrigues não tem tido mãos a medir para a quantidade e variedade de pedidos que lhe chega no areal, depois de um início de verão tímido. Diariamente vende bolas com duas variedades de massa. Quanto aos recheios possíveis, há desde o tradicional creme de pasteleiro ao chocolate.
Segundo o vendedor, tem-se registado um “maior movimento no areal, estando agora a vir mais pessoas para férias como costumava acontecer, em julho e inícios de agosto”. Nesse sentido considerou que o “pico do verão está mesmo a mudar”, e as “pessoas como estão com receio de marcar férias para julho e apanhar mau tempo, por isso optam por vir mais tarde”.
Já Afonso Costa, nadador-salvador na praia do Baleal pela primeira vez, não “sabe dizer se houve mais ou menos banhistas em relação aos anos anteriores”. Contudo, sublinhou que “notou-se uma diferença significativa de afluência de banhistas, entre a última quinzena de julho e a primeira de agosto”.
Quanto ao comportamento dos banhistas referiu que “não temos tido razões de queixa”. No entanto existe sempre “algumas pessoas, mais os estrangeiros, que deixam um bocadinho mais de lixo na praia”.
No que diz respeito aos acidentes diretamente relacionados com a prática balnear, Afonso Costa afirmou que “tem sido calmo, tendo havido apenas alguns incidentes, nada de especial”.
Um outro concessionário, da praia do Baleal do “Prainha” contou ao JORNAL DAS CALDAS que o tempo “completamente atípico” do início do verão provocou quebras acentuadas nos negócios de praia, “nomeadamente no aluguer das espreguiçadeiras”.
Foi notório a descida em junho e julho, comparado com anos anteriores. No entanto agosto, o tempo tem melhorado e “tem sido bastante forte em termos no negócio na praia”.
Considera que o verão está a chegar e que se vai prolongar até setembro e outubro, lamentando que não haja vigilância na praia do Baleal até essa altura. “Acima de tudo, acho que o turismo está em alta e este ano verifiquei na praia do Baleal muitos franceses e espanhóis”,
Quanto à “Prainha” disse que funciona bem, porque “é restaurante e funciona também à noite”.
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