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Opinião
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Escaparate

Centro de Estudos de Termalismo

“Estamos convictos que Caldas da Rainha oferece vantagens competitivas para a localização de um centro de estudos, como primeiro passo para a criação de uma Escola Nacional de Termalismo”. Palavras muito bonitas, veiculadas em periódico caldense no dia 14 de novembro de 2003. A ideia foi articulada pelo, então, vereador do Planeamento e Património e estava recheada de boas intenções, reforçada, inclusive, pela cogitação de aproximar o meio universitário, através da criação de um curso de especialização em termalismo.

13-02-2019 | Rui Calisto

Rui Calisto
Rui Calisto
A meio, a notícia torna-se maçante, revelando-se mais um daqueles engenhos para “encher chouriço”. Historieta semelhante à fábula da montanha que vai parir um rato.
No mesmo texto, há outras passagens, com feições repletas de enfatuação: “O projeto do centro de estudos, com vista à promoção do conhecimento e da dinamização da actividade empresarial, “deverá desenvolver-se em três vectores fundamentais: a investigação do recurso água, uma estratégia de desenvolvimento e a promoção; a investigação como recurso essencial para a actividade médica e para o turismo de saúde, a estratégia de desenvolvimento com base na reabilitação urbana e como avaliação do potencial económico local e a promoção, no país e no estrangeiro, com base na capacitação da cidade enquanto centro internacional do conhecimento à volta do termalismo”” e “sob a égide do Ano Internacional da Água Doce, a Câmara Municipal releva a Cultura da Água, lançando iniciativas inovadoras como a discussão, pela primeira vez, da arquitectura e património termais, o lançamento de um projeto e de uma marca ligados a novos equipamentos de hidroterapia, a concepção de design cerâmico ligado à água e, por fim, o desenvolvimento do Roteiro Ecológico, no qual um Percurso das Águas é elemento principal”.
Graciosas palavras, que ficam bem em qualquer discurso político ou social, o problema é que são (como foram) apenas exortações ocas, que, como outras do mesmo calibre, servem apenas para tentar mostrar que há alguém a pensar nas Caldas da Rainha de modo objetivo, com vista a uma mudança socioeconómica real. Não há. Não tenhamos ilusões.
Este concelho só terá futuro, de facto, se uma vindoura representação autárquica “agarrar o Hospital Termal com unhas e dentes”, gastando ali alguns milhões, e colocando-o – finalmente – a funcionar.
Só a partir desse feito heróico será possível alavancar o comércio e a indústria. E será nesse instante que se colocarão em prática todas as reflexões que surgirem à volta de um possível Centro de Estudos de Termalismo.
O problema é que não vislumbramos soluções políticas que possam – realmente – ser um contraste positivo ao partido que está no poder.
Aquela grande narrativa de 2003 caiu em saco roto. Um pouco mais de quinze anos depois, surge a discussão do Plano Estratégico de Desenvolvimento até 2030, onde “Caldas da Rainha quer continuar a atrair população, tendo como prioridades diferenciar-se como cidade criativa e termal (…) reabilitar o património termal e avançar com um projeto integrado de salvaguarda do património histórico, criar a Escola Nacional de Hidrologia e Termalismo, e apostar em projetos de investigação sobre os recursos geotérmicos”. E aqui vamos novamente dar mais uma volta na grande roda gigante. Cativando o voto dos distraídos e fazendo com que mais alguns anos passem, a coberto da manta da esperança.
Enquanto isso, a oposição continua a banquetear-se com as migalhas. E o sol põe-se no mesmo sítio, sem confrontos e discórdias.
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