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Sociedade, Caldas da Rainha
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Nuvens no litoral oeste vão continuar em julho

Céu nublado, possibilidade de chuviscos e temperaturas que não ultrapassam os 23 graus, no litoral Oeste. O tempo não é de verão, para quem queira apanhar uns bons dias de praia. 8 de julho foi um bom dia para a praia, mas nos dias seguintes o sol quase não apareceu.

18-07-2018 | Marlene Sousa

Nuvens no Oeste são resultado da “variabilidade climática”
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Nuvens no Oeste são resultado da “variabilidade climática”
“A culpa é da localização do anticiclone dos Açores e das depressões sobre a Península Ibérica que vêm do sul e trazem alguma nebulosidade e precipitação”, disse ao JORNAL DAS CALDAS, António Lopes, docente do IGOT - Instituto de Geografia e Ordenamento do Território e coordenador do Grupo de Investigação Zephyrus do Centro de Estudos Geográficos.
No entanto, o professor de climatologia e especialista em meteorologia, afirmou que “este fenómeno de nebulosidade pode alterar. É aquilo que se chama a variabilidade climática”, explicando que a intensidade e a posição do anticiclone dos Açores deixa de estar no sítio que “estatisticamente costuma estar, o que condiciona as condições meteorológicas do país e região Oeste e por exemplo começamos a ter depressões como estas nos últimos dias, que vêm do sul e trazem alguma nebulosidade”. “Quando estes sistemas estão bem posicionados, “temos normalmente no litoral oeste de manhã aquele nevoeiro que se dissipa com o calor a meio do dia e depois temos o resto do dia com bom tempo”, adiantou o responsável.
Segundo António Lopes, o Oeste é uma zona litoral que está muito influenciada pelas “massas de ar que vêm do Oceano”. “É a tal variabilidade climática que pode durar três anos ou até mais e depois há outros anos em que a posição do anticiclone dos Açores traz o bom tempo”. “Estamos a iniciar o estudo desta região, mas analisando a estatística, na verdade nada nos diz que os próximos três verões não sejam muito quentes e cheios de sol”, referiu.
Das outras regiões do país que já estudaram, verificaram que o “período mais quente do ano está a estender-se e é muito provável que o verão comece a aparecer mais cedo e que se prolongue até outubro, no futuro e no Oeste também”, afirmou o investigador.
Segundo o investigador, que está a iniciar o estudo para o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas da Região Oeste, “no litoral é mais fresco e há mais nevoeiros”. “Depois temos um alinhamento de serras no interior do litoral como por exemplo a Serra de Montejunto e Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, que pode fazer mais vento nas zonas mais altas mas a tendência no futuro é para aquecer”, revelou.
Quanto às nuvens que estão a estragar a praia no mês de julho, em particular no litoral oeste, o docente do IGOT considera que “vão continuar”. No entanto, “a nortada que normalmente arrefece o litoral vai enfraquecer”.
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