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Escolhas do Editor, Economia, Caldas da Rainha
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Arte de fazer facas e navalhas na Feira Internacional de Cutelaria Artesanal

A cutelaria artesanal, que é a arte de fazer facas e navalhas voltou a estar em destaque nas Caldas da Rainha, na segunda edição da Feira Internacional de Cutelaria Artesanal, que decorreu nos dias 1 e 2 de setembro, no Centro Cultural e de Congressos (CCC). Das navalhas de bolso às espadas, passando pelas facas de chef, de mato, ou decorativas, havia centenas de exemplares em exposição. Com formas, materiais e técnicas diferentes, a diversidade foi uma inspiração para quem gosta desta arte do ferro e do fogo. Expositores oriundos de cinco países (Portugal, Espanha, França, Rússia e Brasil) estiveram presentes nesta edição da Feira.

06-09-2018 | Marlene Sousa

O vice-presidente da Câmara das Caldas e Carlos Norte, do Lombo do Ferreiro (organizador) numa visita ao certame
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O vice-presidente da Câmara das Caldas e Carlos Norte, do Lombo do Ferreiro (organizador) numa visita ao certame
A segunda realização desta mostra, única em Portugal, foi da responsabilidade do Lombo do Ferreiro, uma oficina de cutelaria artesanal de Relvas, na freguesia de Santa Catarina, onde existe uma longa tradição desta arte. Os responsáveis são Carlos e Filipa Norte, que afirmaram ao JORNAL DAS CALDAS que a feira “voltou a superar as nossas expetativas”, revelando que “criou-se um núcleo muito interessante de cuteleiros, com muita vontade de trabalhar e estão reunidas as condições para que seja um evento bienal”.
Segundo Carlos Norte, o evento divulgou a arte da confeção de facas, instrumentos de corte, gravação manual e fornecedores de matéria-prima. “Os colecionadores portugueses deste tipo de peças procuravam no estrangeiro, porque em Portugal não tinha expressão nem divulgação”, apontou o responsável, acrescentando que “Portugal sempre teve muitos caçadores, pessoas que tem grandes coleções de armas antigas e para essas pessoas este certame é algo muito especial”.
Entre as várias presenças de cuteleiros e empresas ligadas à cutelaria, a iniciativa firmou uma parceria com o Canal História, que esteve a promover a sua nova série, “Faca ou Morte”, um spin off de “Forjado no Fogo”.
Para Ana Costa, que representa o Canal História, este certame é espetacular porque é uma forma de “divulgar os artesãos que nós temos, e é uma arte que não está esquecida e que está a renascer nos dias de hoje”.
Além da promoção do programa, o Canal História realizou várias atividades durante o evento, incluindo o sorteio de um workshop de cutelaria. À entrada para a feira os visitantes recebiam uma senha para participar no sorteio, onde apenas tinham que responder corretamente, a uma pergunta sobre a série "Forjado no Fogo: Faca ou Morte”, para se habilitarem a ser premiados. Foi também sorteada uma falcata - uma espada que pertenceu a Viriato, que terá ajudado no combate ao avanço das tropas romanas no nosso país. Nas televisões expostas na Feira foram ainda transmitidas imagens da série. 
Apresentada por Bill Goldberg, antigo lutador do World Wrestling Entertainment, “Forjado no Fogo” é uma série de não ficção do Canal História, onde os principais ferreiros dos EUA, especialistas em artes marciais e armas brancas, competem entre si, e dão provas da sua arte testando a força, a agudez e a arte das suas lâminas.
Recorde-se que no seguimento dos preparativos para esta edição da Feira Internacional de Cutelaria Artesanal, o Lombo do Ferreiro recebeu na passada semana uma equipa do Canal História, para filmagens da 5ª temporada da série “Forjado no Fogo”, com estreia em novembro.
O canal convidou Carlos Norte, ferreiro de profissão, para ser protagonista do vídeo promocional da série. Carlos Norte, na entrevista ao História, conta como é ser ferreiro no presente e apresenta a sua visão para o futuro. 
Não há boa cozinha sem boas facas e Paulo Tuna, das Caldas, levou várias de todas as “formas e feitios”.
As facas dos melhores chefes de cozinha e restaurantes do mundo saíram das mãos deste artista.
Paulo Tuna, que lecionou na ESAD.CR durante 15 anos, é conhecido como o “the bladesmith” com recurso à forja e à bigorna, e já criou centenas de facas para todo o mundo. A maioria das peças que levou para a feira já estão reservadas porque continua a ter “muitas encomendas de colecionadores, caçadores, famílias que apreciam a cozinha, mas sobretudo para os grandes chefes de cozinha”.
Paulo Tuna revelou ao JORNAL DAS CALDAS que vai brevemente mudar o seu ateliê para um espaço novo “onde me vou juntar com mais quatro artesãos para criar uma espécie de centro recreativo com a presença de um oleiro, escultor e designer gráfico”.
Vindo do Brasil, Paulo Roberto Bellenxier, que trouxe facas artesanais, mostrou-se “muito feliz por estar cá pela primeira vez e por verificar que é uma feira muito interessante e com uma organização exemplar”.
“Fui convidado a estar presente pelo Carlos Norte e como tenho a minha filha a viver em Lisboa aproveitei para vir a Portugal”, referiu o artesão, que trouxe facas forjadas à mão “caraterísticas da minha região do sul do Brasil”.
Vladimir Sergeyevich, da Rússia voltou às Caldas por gostar muito desta feira. No seu ateliê faz facas em aço damasco que trouxe ao certame. “Tenho cooperado com Carlos Norte há muito tempo e este certame não é só uma questão de negócio, mas também de amizade”, salientou.
De Torres Vedras veio Nuno Vasa, que trouxe a sua marca de canivetes (Pocket Knives). “Comecei a minha marca há um ano com Carlos Norte e faço canivetes, um objeto que temos no bolso e é uma ferramenta indispensável que serve para cortar uma peça de fruta”, apontou. Nuno Vasa criou um modelo novo que vai estar à venda no Posto de Turismo em Torres Vedras. Elogiou a iniciativa, considerando que “está uma feira muito interessante e única no país”.
Esta iniciativa, apoiada pela Câmara das Caldas e pelo CCC, teve por base “o peso económico” do setor que só nas freguesias de Santa Catarina, no concelho das Caldas da Rainha, e na Benedita, concelho de Alcobaça, concentra as maiores fábricas de cutelaria do país.
Hugo Oliveira, vice-presidente da Câmara das Caldas, destacou a importância desta feira não só pela presença da cutelaria portuguesa, mas também pela “participação do estrangeiro, o que demonstra bem a relevância do setor”.
“O evento tem trazido a Caldas muita gente de fora que vem mostrar as suas obras e trabalhos e que já marca o calendário do setor no país”, adiantou Hugo Oliveira.
O autarca salientou ainda a importância económica do setor na vertente industrial nos concelhos de Caldas e Alcobaça, onde emprega mais de 1000 pessoas e que “precisa de ser apoiado”.
Recorde-se que Santa Catarina e Benedita reúnem um dos maiores núcleos de fabrico de cutelaria do mundo. Em Santa Catarina, o setor emprega cerca de 500 pessoas, e se juntarmos a Benedita são, no total, mil postos de trabalho diretos e o fabrico anual de muitos milhões de facas exportadas para mais de 70 países. 
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