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Escolhas do Editor, Caldas da Rainha
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Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro

Aluno infetado de curso profissional faz dispensar colegas e submetê-los a testes

Um novo caso de Covid-19 foi detetado nesta quarta-feira num estudante da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, levando a direção do estabelecimento de ensino a dispensar todos os cinco alunos do curso profissional frequentado pelo jovem infetado e a submetê-los a testes.

17-06-2020 | Marlene Sousa / Francisco Gomes

A direção da escola prestou “uma informação completa” sobre os casos ocorridos
A direção da escola prestou “uma informação completa” sobre os casos ocorridos
Este caso surge após ter sido confirmado que deram negativo os testes laboratoriais a quatro alunos do 11º ano, da turma LH2, que estiveram em contacto com um estudante com Covid-19, cujo contágio ocorreu com o pai, que trabalha na Fruteira “O Melro”, no Bombarral, e cuja mãe também foi infetada.
Em comunicado, a diretora do agrupamento, Maria do Céu Santos, revelou que a fonte de contágio do novo caso é a mesma – a empresa bombarralense – sublinhando que “tratando-se de um aluno de curso profissional, com frequência de oficina com várias ferramentas e equipamentos usados por todos, apesar das medidas específicas de higienização que a escola cumpre, entendeu a direção que deveriam ser dispensados todos os cinco alunos, justificando-se a sua submissão a testes”.
“Também neste caso foi acionado o plano de contingência, nomeadamente na imediata comunicação aos pais dos alunos e às autoridades de saúde”, adiantou a diretora.
No comunicado, Maria do Céu Santos apontou que circulam na rede social Facebook vários ‘posts’ referentes ao primeiro caso de Covid-19, na sequência dos quais “foram tecidos vários comentários que põem em causa a honestidade e a transparência de procedimento da direção”.
“A direção encara os comentários negativos, alguns injustos, quase todos precipitados, como um direito à liberdade de expressão que lhe merece o maior respeito, respondendo-lhes com a imensa tranquilidade de consciência de quem procura sempre agir de forma a melhor proteger os interesses dos alunos e da comunidade educativa, ponderando com rigor todos os riscos e interesses em presença”, pode ler-se no comunicado.
“No dia 8, um aluno desta escola, não referindo quaisquer sintomas, comunicou que o pai estava infetado por Covid-19. No mesmo dia, logo que tomou conhecimento, em cumprimento do plano de contingência em vigor, a direção do agrupamento questionou o aluno sobre os contactos de maior proximidade que teria tido com os colegas, tendo este referido a realização de um trabalho de grupo com quatro colegas, na casa de um deles”, descreve a direção, adiantando que contactou os pais do aluno, bem como os pais de todos os colegas referenciados, e que, “como medida preventiva, com o acordo dos pais dos alunos, foram todos (o aluno suspeito e os quatro com quem tinha efetuado o trabalho de grupo) de imediato reencaminhados para as suas casas com a recomendação aos pais de urgente realização do teste Covid-19”.
No dia 12, a direção do agrupamento foi informada de que o teste do aluno suspeito revelara resultado positivo, o que foi “de imediato comunicado à autoridade de saúde local, a quem foram fornecidos todos os dados previstos na orientação da Direção-Geral da Saúde 024/2020, apesar de dever ser já do seu conhecimento, face à positividade dos testes dos pais do aluno”, indicou.
Posteriormente, a direção foi informada de que os testes dos quatro alunos com quem o aluno infetado realizara o trabalho de grupo haviam revelado resultado negativo.
Para a estrutura escolar, “na sequência do teste positivo do pai do aluno suspeito de infeção (a mãe apenas teve conhecimento no dia 8), tendo sido, necessariamente, recolhidos os dados familiares pelas autoridades de saúde, deveriam estas ter notificado a escola, o que não aconteceu, e o aluno não devia, sequer, ter comparecido”.
“Face à indevida comparência do aluno, a direção, com caráter de máxima urgência, tomou todas as medidas para isolar o caso, cumprindo os deveres de informação previstos na lei”, assegurou.
“Não é tarefa fácil manter a serenidade num ambiente de insegurança social e familiar causada pelo vírus Covid, ponderando, não só os riscos, mas também os interesses e as legítimas expetativas dos alunos e das famílias. Perante a situação que se descreveu, havia que agir, deparando-se à direção dois caminhos possíveis: o primeiro seria agir de forma emotiva, pressupondo o contágio dos alunos mais expostos [que não se verificou] causando alarme e pânico social, prejudicando de forma irreversível os interesses e as legítimas expetativas dos alunos e das famílias face à proximidade dos exames”, manifestou.
Segundo fez notar, “a alternativa seria agir racionalmente, com adequação e proporcionalidade, afastando, não só o aluno suspeito de infeção, mas também os alunos mais expostos ao contágio, impondo a urgente realização de testes, acompanhando e monitorizando a situação em constante diálogo com as famílias e as autoridades de saúde”.
“Optámos pelo segundo caminho, afastando de imediato o aluno suspeito bem como os alunos de maior risco/probabilidade de infeção. Os testes laboratoriais deram-nos razão: os colegas mais expostos testaram negativo. No que respeita à transparência no procedimento descrito, nunca a opacidade foi timbre desta direção. Pelo contrário. A gestão desta situação, como de qualquer processo nesta escola, cumpre os requisitos legais da “administração aberta”, o que pressupõe a comunicação de todos os factos relevantes”, frisou.
Como só na terça-feira ao fim do dia a direção teve conhecimento do resultado de todos os testes, apenas nesta quarta-feira esteve em condições de “prestar uma informação completa”, esclareceu.
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