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Encontro em Óbidos sobre criminalidade

Comunidade estrangeira sente-se segura a morar na região

A comunidade estrangeira residente na região revela que se sente em segurança e que não vive com receio de que a criminalidade a afete. Num encontro em Óbidos, que juntou várias forças policiais e agentes de proteção civil, os estrangeiros que compareceram, sobretudo britânicos, consideraram a zona, apesar de não estar alheia ao crime, um dos locais mais seguros para se viver em Portugal.

13-02-2019 | Francisco Gomes

Encontro no auditório do quartel dos bombeiros voluntários de Óbidos
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Encontro no auditório do quartel dos bombeiros voluntários de Óbidos
Em conjunto com a Safe Communities Portugal, uma organização de voluntários que se debruça sobre questões de segurança de pessoas e bens e que apoia a população estrangeira residente ou de passagem pelo país com o objetivo de promover comunidades mais seguras, GNR, PSP, Bombeiros e Proteção Civil realizaram no passado dia 6, no quartel dos bombeiros voluntários de Óbidos, uma ação de sensibilização sobre segurança, abrindo aos estrangeiros a residir em Portugal a possibilidade de interrogarem as forças policiais e agentes de proteção civil e esclarecerem todas as suas preocupações relacionadas com a segurança e prevenção.
Foram muitas e variadas as questões colocadas pelos diversos participantes residentes no concelho de Óbidos, incidindo sobre a gestão de combustíveis, limpeza das áreas rurais e junto a habitações, veterinária e outras temáticas relacionadas com a segurança.
A ação de sensibilização foi realizada na língua inglesa, para facilitar a comunicação entre os intervenientes, ultrapassando assim uma barreira que muitas vezes é um obstáculo.
Neste encontro sobre prevenção da criminalidade em Óbidos participaram o chefe Mário Duarte, da esquadra da PSP das Caldas da Rainha, os cabos David Adrião e César Ferreira, da secção de prevenção criminal do destacamento da GNR das Caldas da Rainha, Marco Martins, segundo comandante dos bombeiros de Óbidos, e Edgar Batista, bombeiro da mesma corporação, David Thomas, presidente da Safe Communities Portugal, e Colin Scarisbrick, representante desta organização na região.
O cabo César Ferreira manifestou durante o encontro que o objetivo era “tentar aproximar a comunidade estrangeira das forças de segurança e dos bombeiros, com a preocupação de que a legislação portuguesa é distinta dos países de onde vêm, e procuramos encaminhá-los, demonstrando que estamos cá para ajudar e não tem de haver nenhuma barreira”.
Foram distribuídos folhetos com conselhos para turistas ou residentes estrangeiros, nomeadamente para não deixarem malas à vista dentro de carros, sabendo-se que os veículos com matrícula estrangeira são sempre alvos potenciais de furto porque se supõe que transportem bens no interior. Cuidados com o arrendamento de residências, para evitar explorações ou burlas, e medidas de limpeza de terrenos à volta das habitações foram outros conselhos transmitidos.
Segundo o chefe Mário Duarte, em várias sessões de esclarecimento dirigidas a comunidade estrangeira já realizadas “as principais questões têm a ver se os cães podem andar soltos ou têm de estar presos, fazem perguntas sobre queimadas, o mato à volta das casas, quem devem contatar se tiverem problemas, e damos a alguns conselhos no dia a dia sobre a segurança pessoal”.
“Sabem que somos um país seguro, mas sendo uma comunidade já com alguma idade, recomendamos que não deixem ninguém que não conhecem entrar em casa e tenham cuidado com as histórias de trocas de notas, falsos seguranças sociais, falsos carteiros, faltos contadores de água, e transmitimos-lhes que sempre que desconfiarem de algo liguem para nós para irmos ao local verificar se estas pessoas são idóneas ou não”, descreveu.
Marco Martins admitiu que, no que diz respeito à proteção civil, a principal preocupação “está associada à limpeza das áreas junto às habitações”. “Por exemplo, o proprietário de uma habitação identificou na sua proximidade um vizinho que não cumpria o regulamento de limpezas em espaços urbanos. Há um regulamento que obriga os proprietários a manter uma área de segurança e limpeza da área adjacente à sua habitação, e mediante o contato que fazem connosco agora permite-nos atuar, indo ao local identificar a situação e notificar o proprietário para proceder à limpeza”.
Segundo David Thomas, “as pessoas apercebem-se que Portugal é um dos locais mais seguros para se viver na Europa. O mais importante é que as pessoas saibam o trabalho das forças policiais e da proteção civil, porque as leis podem ser diferentes dos países de onde vêm, daí as pessoas colocarem os seus pontos de vista e preocupações”.



Testemunhos

Michael Gaffney, Reino Unido, 71 anos
“Estou há seis anos em Portugal e tenho preocupações gerais. Como não falo muito português, é saber onde ir se tiver um problema, onde me dirigir. Ocasionalmente temos condutores a acelerar junto à nossa casa, numa pequena estrada. Outro problema é ser uma área rural e o que se deve fazer com a vegetação que precisa de ser cortada.
Não temos problemas com a segurança. Gostamos de estar aqui, achamos que é um lugar seguro, nunca tivemos nenhum incidente. O crime está em todo o lado, fomos roubados numa viagem a Espanha há dois anos e agora evitamos as grandes cidades em Espanha, mas em Portugal não sentimos isso”

Martin Searle, Reino Unido, 65 anos
“Mudámo-nos em abril do ano passado para esta região e quando procurámos casa ouvimos falar dos dramáticos incêndios que assolaram o país e à volta da nossa casa há muitos arbustos e vegetação selvagem. Vi um vídeo a incentivar as pessoas a protegerem casas e bens dos incêndios, limpando à volta, e quero saber que responsabilidades tenho e aqui responderam às minhas questões.
Sinto-me muito seguro em Portugal, porque as pessoas sabem quais os direitos e deveres e ajudam-se bastante”

Jacqueline Branco, Reino Unido, 61 anos
“O principal problema está relacionado com os animais e dúvidas sobre as leis.
Eu ajudo pessoas que vivem sozinhas e que falam pouco em português. Algumas estão isoladas em aldeias e precisam de saber quem contatar, mas estou há trinta anos em Portugal e não tenho problemas. Polícia, GNR e bombeiros estão sempre disponíveis para ajudar”
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