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Morreu Cremilda Gil, atriz caldense

Morreu no passado dia 7, em Évora, a atriz Cremilda Gil, natural das Caldas da Rainha. Tinha 91 anos e uma carreira de cerca de 60 anos dedicada à atividade teatral, com passagens pela rádio, televisão e cinema.

13-02-2019 | Francisco Gomes

Homenagem no Museu do Ciclismo
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Homenagem no Museu do Ciclismo
Natural das Caldas da Rainha, estreou-se em 1961 no Teatro D. Maria II, no que seria o início de uma longa carreira artística, tanto nos palcos, como no cinema e no pequeno ecrã. A sua presença foi marcante e os amigos e colegas reconhecem-no. “Sinto um enorme vazio quando sei que Cremilda Gil saiu de cena”, comentou o apresentador Júlio Isidro, que não deixou de lamentar que a atriz tinha sido “retirada” das lides artísticas por vontade alheia. Recordando declarações da atriz ao JORNAL DAS CALDAS, aquando da homenagem prestada pelo Museu do Ciclismo das Caldas da Rainha, na véspera de receber a medalha de mérito cultural da Câmara, em 2017, Júlio Isidro sublinhou o que Cremilda Gil havia dito: “Felizmente a minha cabecinha está boa. Orgulho-me de conseguir decorar os papéis mais depressa do que muitas jovens”.
“Para esta atriz, a reforma foi compulsiva”, vincou Júlio Isidro, apontando exemplos internacionais de longevidade e que ainda no ativo: “A atriz inglesa Angela Landsbury, a senhora da série ‘Crime disse ela’, tem 93 anos e acaba de participar na nova versão do filme ‘Mary Poppins return’. O ator canadiano Christopher Plummer, que recordamos pelo menos uma vez por ano como capitão Von Trapp no filme ‘Música no Coração’, ganhou um Óscar em 2012 e foi nomeado em 2018 com o filme ‘Todo o dinheiro do Mundo’. Tem 89 anos.
A atriz e apresentadora americana Betty White, nos seus 97 anos, continua a fazer televisão e teve agora um documentário intitulado ‘First lady of Television’”.
Lamentações de outro género foram proferidas pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, que em nota oficia enviou condolências à família, destacando que a recordará “pelas personagens que desempenhou em algumas das séries e telenovelas mais acarinhadas pelo público português, e pela sua versatilidade”.
Nas redes sociais, a atriz Lídia Franco deixou um voto de pesar, lembrando que foi com Cremilda Gil com quem deu os primeiros passos no teatro.
Homenageada nas Caldas da Rainha, em 2017, Cremilda Gil confessava ao JORNAL DAS CALDAS que “sinto um orgulho muito grande por a minha terra se lembrar de que eu existo”. ”Nunca estou à espera de elogios. Se alguém me diz, é uma alegria. Mas sinto-me reconhecida, as pessoas reconhecem-me com facilidade na rua”, manifestou. Já em 2000 tinha sido homenageada pelo Rotary Clube das Caldas.
Nascida a 23 de Fevereiro de 1927, começou a atividade teatral em 1958, no Conjunto Cénico Caldense. No ano seguinte ingressou no Teatro Nacional D. Maria II, companhia de Amélia Rey Colaço.
“Tinha 32 anos e fui prestar provas. A dona Amélia Rey Colaço precisava de uma pessoa e alguém falou de mim e mandaram-me lá ir. Gostaram e fiquei. Saí das Caldas para ir para o teatro e nunca mais voltei para residir. Mas tenho cá a minha família toda”, relatou.
Está na fundação de várias companhias de teatro e do seu currículo constam peças como “Madame Sans-Gêne” no D. Maria II, “Sinhá Eufémia” e “António Marinheiro”, no Teatro Villaret, “Pimpinela”, no Monumental, em Lisboa, e “A casa de Bernarda Alba” e “A maluquinha de Arroios”, no Teatro da Terra.
Na televisão participou em muitas novelas e séries, como “Retalhos da vida de um médico”, “Sabadabadu”, “A relíquia”, “A morgadinha dos canaviais”, “O Mandarim”, “As Aventuras do Camilo”, “A Lenda da Garça”, "Origens", "Cinzas", "Médico de Família", "A Loja de Camilo", "Inspetor Max", “Camilo na Prisão” ou "Deixa Que Te Leve", entre outras.
Participou na primeira novela portuguesa, em 1982, a “Vila Faia”, mas a personagem que lhe deu maior visibilidade foi “Angelina”, mãe de “Leonor”, em Olhos de Água, emitida na TVI. “Ainda hoje me reconhecem na rua por esse papel”, revelou.
Distinguiu-se nas novelas radiofónicas e no cinema o seu desempenho no papel de “Dionísia”, principal figura feminina no filme “A Cruz de Ferro”, valeu-lhe um prémio, em 1967. “Foi um papel marcante que me agradou muito”, sublinhou.
O último trabalho da atriz em televisão foi em 2012, no telefilme "Entre as Mulheres", da RTP1.
Vivia em Malarranha, no concelho de Mora, no Alentejo, onde comprara um monte há mais de vinte anos. O corpo foi sepultado no cemitério local.
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