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Caldas da Rainha, Educação
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Jovem caldense quer ajudar o povo da Tanzânia

Liliana Gomes é uma caldense de 19 anos com o sonho de “fazer um impacto positivo no mundo”. No seguimento desse sonho, em conjunto com uma colega, está a desenvolver um projecto de voluntariado que procura levar água potável e eletricidade com o auxílio das energias renováveis aos habitantes de uma povoação na Tanzânia.

14-06-2016 | Francisco Gomes

Liliana Gomes, à direita, acompanhada da colega Ana Foles
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Liliana Gomes, à direita, acompanhada da colega Ana Foles
“Promover o equilíbrio ambiental” de Lukwambe é o objetivo de Ana Foles, licenciada em Engenharia de Energias Renováveis e a frequentar o mestrado de Energia Solar, na Universidade de Évora, e de Liliana Gomes, aluna do segundo ano da licenciatura de Engenharia de Energias Renováveis.
O projeto de ambas insere-se no âmbito do concurso impACTO. Decorre a segunda fase do concurso, onde têm de provar a sua autonomia financeira e para tal criaram uma campanha de angariação de fundos para apoiarem a organização não-governamental NGERIV, criada e mantida pela própria comunidade.
“Remmy, o fundador, dedicou a sua vida a desenvolver a povoação. Queremos mudar a vida dos cerca de 300 habitantes, proporcionando-lhes direito a alimentação saudável, eletricidade e educação a vários níveis. A escola construída recentemente e o Eco Camp (onde os voluntários que trabalham com a organização residem) necessitam de eletricidade. A desflorestação atual da povoação é um estado alarmante”, descrevem.
“Ao conhecer a causa sentimos uma empatia imediata com o responsável da organização, pois partilhamos os mesmos ideais de sustentabilidade e desenvolvimento, mas mais que isso queremos com toda a força ajudá-los. Compreendemos as necessidades da povoação, após troca de correio eletrónico e chamadas Skype com Remmy, sentindo-nos capazes de as solucionar com os conhecimentos que temos de engenharia e ambiente”, relatam.
Desejam implementar uma rede elétrica no Eco Camp e na escola, utilizando painéis fotovoltaicos, implementar uma biblioteca na escola com livros doados que levarão, plantar árvores e sementes hortícolas, e fazer reuniões com a população de modo a explicar a importância do tratamento da água, de uma alimentação variada e os cuidados a ter com as doenças sexualmente transmissíveis.
Segundo Remmy, “não há poços, não há electricidade, e estamos a enfrentar um corte excessivo de árvores para produção de carvão vegetal e madeira. Há caça intensiva, a agricultura é insustentável e há poluição no rio. A povoação fica a dezassete quilómetros da rede elétrica. A única maneira seria recorrer à instalação de energia solar, que ajudaria a nossa escola, o ECO camp e a nível doméstico. A energia renovável é uma importante ferramenta para a libertação de Lukwambe”.
Ao entrarem em contacto com Remmy obtiveram informações da área de atuação e das distâncias geográficas e foi possível dimensionar os painéis para produção de eletricidade. De modo a fomentar a agricultura sustentável orçamentaram ainda a compra de sementes hortícolas e árvores. Todo o orçamento foi baseado na economia da Tanzânia.
894 euros é o custo do trabalho a nível energético na povoação, que comporta a utilização de dois painéis fotovoltaicos de 150 watts, sete metros de cabos elétricos, uma bateria de gel, um controlador de carga e cinco lâmpadas LED de 40 watts. Mais cem euros serão gastos na promoção de agricultura sustentável, sendo criado um banco de sementes hortícolas e árvores, uma incubadora que garanta a independência da povoação, deixando de precisar de importar sementes e plantas.
Ao total acresce cinco por cento de comissão para a plataforma que acolhe o pedido de angariação de fundos, mais 23% de IVA, sendo então necessário reunir 1055 euros.
Ana Foles tem 22 anos e mora em Pinhal Novo, concelho de Palmela. O seu pai é professor de físico-química, e desde cedo ela teve interesse na área da engenharia. A conclusão da licenciatura em Engenharia de Energias Renováveis levou-a a desenhar este projeto, de modo a “conseguir espelhar a minha alma, proporcionando momentos de felicidade aos outros, porque acredito que uma ação positiva como esta desencadeia uma sucessão de muitas mais. O ar que respiro deve ser tão verdadeiro para mim como para todas as outras pessoas. A minha missão de vida é partilhar o meu conhecimento”.
Liliana Gomes tem 19 anos. Oriunda de uma família de agricultores, sempre sentiu a necessidade de compreender a ligação entre o homem e a natureza. “Foi então que encontrei na Engenharia de Energias Renováveis a maneira de compreender o mundo a meu redor, porque compreender as diferentes formas de energia é compreender como o mundo se expressa. Acredito que fazer uma mudança e um impacto positivo no mundo começa a nível pessoal e não imagino um cenário mais produtivo para tal como um ambiente desconhecido e desafiante. Acredito também que devemos fazer tudo ao nosso alcance para melhorar a vida dos que nos rodeiam, utilizando as ferramentas ao nosso redor”, relatou.
O link para ajudar a causa é: http://ppl.com.pt/pt/causas/human-change.
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