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Escolhas do Editor, Sociedade, Caldas da Rainha
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Reclamam intervenção urgente para peixe e marisco não morrerem

Pescadores e mariscadores preocupados com assoreamento da Lagoa de Óbidos

Algumas dezenas de pescadores e mariscadores da Lagoa de Óbidos concentraram-se na passada quinta-feira na Foz do Arelho para manifestar a sua preocupação com a ameaça de fecho da ligação da lagoa com o mar, devido ao assoreamento. Receiam que o marisco e o peixe não sobrevivam, o que deixará sem sustento cerca de duzentas famílias na região.

09-05-2018 | Francisco Gomes

Pescadores e mariscadores concentraram-se na Foz do Arelho
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Pescadores e mariscadores concentraram-se na Foz do Arelho
A Lagoa de Óbidos continua assoreada apesar de milhões de euros gastos em intervenções, que não têm resultado, segundo os pescadores e mariscadores, que veem agravada a situação com a ameaça de fecho da ligação da lagoa com o mar, por causa da grande quantidade de areia existente no espelho de água e nomeadamente na zona da aberta. Daí terem-se concentrado na Foz do Arelho para exigirem medidas urgentes e adequadas, como por exemplo uma máquina que retire areia da embocadura.
Diogo Franco, representante da Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos, que tem sede no Vau, em Óbidos, disse que “a ligação da lagoa com o mar corre o risco de tapar e se deixar de haver circulação de água, deixa de haver oxigénio e ficamos com o problema do marisco e peixe morrerem”.
“As intervenções muitas das vezes são mal executadas e ficam aquém do esperado. Uma intervenção de fundo é o que devia ser feito para fazer resultar os planos”, sustentou.
A Lagoa dá sustento a cerca de duzentas famílias na região. Para já a atividade está condicionada e os pescadores e mariscadores pedem a intervenção do Ministério do Ambiente. “Que não seja para daqui a uns meses e que seja agora. Precisamos que a situação da aberta seja resolvida e não podemos andar nisto todos os anos”, lamentou Rui Neves, mariscador e pescador.
“A situação está a ficar complicada para nós”, reconheceu, descrevendo que “a capacidade de captura está muito reduzida porque não podemos utilizar as formas de trabalho habituais porque não temos correntes”.
A junta de freguesia da Foz do Arelho recebeu as queixas e concorda com as mesmas. Fernando Sousa, presidente daquela autarquia, declarou que já relatou o problema à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A segunda fase de dragagens da Lagoa de Óbidos foi aprovada pelo Conselho de Ministros, mas devido ao concurso internacional preveem-se obras apenas no final deste ano. Trata-se de um investimento de 16,8 milhões de euros para retirar 850 mil metros cúbicos de areia.
Os trabalhos pretendem aumentar a quantidade e qualidade de água armazenada na lagoa, sucedendo à primeira fase das dragagens, que implicou a retirada de 716 mil metros cúbicos de areia, medida cuja eficácia é questionada pelos pescadores e mariscadores.
Fernando Sousa revelou que a APA “não deu conhecimento das obras na Lagoa à comissão de acompanhamento [que integra a APA, as câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos, e associações profissionais e ambientais]”. A situação deveria “ter sido discutida numa reunião em fevereiro e que ainda não se realizou. Apelo a que o presidente da APA se reúna imediatamente com a comissão”.
“Isto foi dragado há cerca de um ano. Está pior do que estava. Tem mais quantidade de areia. As correntes voltaram a colocar a areia dentro da lagoa. Agora a água não enche, não vaza e estou preocupado com os pescadores e mariscadores e com o verão que se avizinha”, manifestou o autarca.
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