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Quiosques das Caldas assinam petição contra taxa extra da Vasp

Diversos pontos de venda de jornais e revistas, como quiosques e papelarias nas Caldas da Rainha, estão contra o novo encargo criado pela Vasp, a empresa que assegura a distribuição em todo o território nacional. Há uma petição a nível nacional que pede à Vasp que recue na sua decisão. “Não podemos concordar com os custos de transporte diários que a Vasp nos quer imputar. Um porte diário de 1,50 euros nas entregas realizadas de segunda a sábado e 1 euro nas entregas de domingo (acrescendo o IVA à taxa legal em vigor) são custos que não podemos suportar”, pode ler-se no texto dessa petição.

22-06-2021 | Marlene Sousa

A partir de julho, a Vasp vai cobrar uma taxa aos quiosques pela distribuição de jornais e revistas
A partir de julho, a Vasp vai cobrar uma taxa aos quiosques pela distribuição de jornais e revistas
Francisco Vogado, responsável pela papelaria Vogal, na Avenida 1º de Maio, disse ao JORNAL DAS CALDAS que foi das “primeiras pessoas a assinar a petição”.
Não aderiu ao protesto de alguns quiosques a nível nacional que boicotaram a venda de todos os periódicos, não por discordar, mas por ter “alguma dificuldade em seguir estas formas de protesto, porque na prática a ser seguida por todos, iriam em primeiro lugar prejudicar-nos a nós e aos clientes”. “Nós lutamos para resolvermos um problema de rentabilidade do nosso negócio”, apontou.
Se a taxa da Vasp não for eliminada, pondera “rescindir o contrato de distribuição”.
Francisco Vogado considera que os mais prejudicados com esta medida são “os grupos económicos detentores dos jornais e os próprios jornalistas e ainda nós, porque perdemos uma parte das receitas e consequentemente dos clientes”.
O responsável diz que a própria Vasp sairá afetada, “além dos leitores, que desta forma, especialmente em zonas de maior dificuldade de acesso, deixarão de ter o jornal físico”.
“Nós sabemos todos que os jornais online não aparecem na generalidade disponíveis na net. São sempre disponibilizados os títulos, às vezes uma parte da notícia e depois remetem para um convite à assinatura”, apontou.
Segundo Francisco Vogado, o objetivo da Vasp “não é proteger os jornais ou os seus agentes, mas tão simplesmente ganhar mais dinheiro com esta operação, uma vez que os resultados de exploração da empresa apresentaram lucros significativos no ano passado”.
“Se somarmos as receitas dos pontos de venda – cerca de 6000 – a 1,50 por dia e 1 euro ao domingo, teremos 480 euros semanais x 6000 agentes, soma 324000 euros”, explicou.
“Temos uma margem bruta de 10% nos jornais e revistas, 60 euros a 70 euros semanais, logo, somos nós que devemos exigir a não implementação desta taxa, mas mesmo o acréscimo da nossa margem”, sustentou.
Recordou que deram muito jeito à Vasp, em período de pandemia, que “até nos apelidou de soldados”, mas a situação está muito problemática, pois “as vendas têm vindo a baixar semanalmente, os números de pontos de venda aumentaram significativamente, ainda mais com a inclusão dos supermercados, das bombas de gasolina, entre outros”.
O proprietário da papelaria Bordalo, na Rua das Montras, José Henriques, disse ao JORNAL DAS CALDAS que também não concorda “com os custos de transporte diários que a Vasp nos quer imputar”.
“Se a Vasp está a passar dificuldades em suportar os custos, nós, papelarias, também estamos a passar tempos difíceis, a situação é semelhante”, apontou. Segundo este empresário, “as novas condições impostas pela Vasp são insuportáveis para os postos de venda, os quais também têm dificuldades face às despesas fixas”.
António Salvador, administrador do grupo Medioeste e responsável pela Jornália (quiosque junto à sede do JORNAL DAS CALDAS), também assinou a petição e reagiu “da pior forma a esta nova taxa da Vasp”, revelando que com esta comissão “ficámos sem margem de lucro”.
Face aos jornais que vende a suspensão da venda dos mesmos não teria, segundo, o responsável, “expressão”. No entanto alega que a adesão ao boicote é apoiada genericamente uma vez que a Jornália tenciona “abandonar a atividade da venda de jornais e revistas associado à atividade da Vasp, que não nos traz receita absolutamente nenhuma”.
Para António Salvador, o mais prejudicado com esta medida da Vasp é o público em geral porque “o acesso à informação é um bem essencial e está reconhecido como sendo um dos pilares da democracia”.
“O Estado não garante a sobrevivência e o funcionamento adequado às editoras de publicações periódicas. No 25 de Abril vem sempre ao debate, mas na realidade não dá os mínimos apoios necessários para que esta atividade possa garantir o pilar da democracia”, apontou.
Segundo António Salvador, os pontos de venda de jornais e revistas são “fundamentais para levar à grande maioria da população que não tem acesso aos canais digitais aquilo que eu chamaria de veículos de informação”. “Se isso não acontece eu pergunto ao Estado onde é que está o seu papel e responsibilização que garante a informação aos cidadãos”, adiantou.
“Há uma empresa que é monopolista na distribuição e que está com dificuldades ou que está a tentar tirar proveito da conjuntura, ou poderá ser apenas o grito de alerta de dizer ao Estado ‘nós somos os únicos que estamos a distribuir jornais e revistas, se eles não forem distribuídos não existem nos pontos de venda e a população não os pode comprar e não tem acesso à informação’”, manifestou.
Segundo este responsável, muitos pontos de venda só agora estão a acordar para a realidade das margens de lucro. “Houve uma senhora que só agora percebeu que recebe apenas 6 cêntimos já com IVA pela venda de um determinado jornal nacional de grande tiragem”, salientou.
António Salvador realçou ainda que no momento em que houve Estado de Emergência uma das atividades que foram obrigadas a manter o seu funcionamento, correndo riscos, foram “as editoras de jornais e todos os outros veículos de informação e com isso também os pontos de venda chamados quiosques, o que significa que o Estado reconheceu o papel fundamental da informação para a democracia e que era preciso chegar informação aos cidadãos”. “Foram obrigados a continuar a sua atividade sem qualquer contrapartida e receita, e isto agora é um tratamento justo?”, questionou.
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