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Escolhas do Editor, Economia
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Maioria são mulheres entre 65 e 74 anos

Termas caldenses receberam 365 utentes em seis meses

As termas caldenses, que estão abertas desde julho do ano passado, com os tratamentos de inalações no Balneário Novo, já foram frequentadas por 365 pessoas, sobretudo do concelho das Caldas da Rainha, mas também vindos da região de Lisboa, Leiria, Alcobaça e Óbidos, para uma média de doze dias de tratamento. Apesar de neste momento estarem fechadas para limpeza e manutenção do espaço, as termas realizaram mais de quinze mil e quinhentos atos médicos a utentes, em que a maioria foram mulheres na faixa etária entre os 65 e os 74 anos.

05-02-2020 | Mariana Martinho

Sala de inalações dos adultos e das crianças no Balneário Novo
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Sala de inalações dos adultos e das crianças no Balneário Novo

Depois de o hospital ter interrompido o seu funcionamento em 2009 devido à presença da bactéria legionella nas canalizações da unidade, o Ministério da Saúde autorizou em maio do ano passado a reabertura dos tratamentos termais no edifício, que sofreu uma modernização no valor de meio milhão de euros. Desta vez gerido pela autarquia e não pela administração central, o balneário novo arrancou numa primeira fase com “todos os tratamentos de inaloterapia a funcionar”, como irrigações, nebulizações, pulverizações, inalações e aerossóis.

Estas terapias de cura termal, de acordo com a avaliação clínica prévia e diagnóstico da condição de saúde dos pacientes feita pelo médico hidrologista, que orienta e prescreve o plano mais adequado, têm um período mínimo de doze dias, “imposto pelos subsistemas, mas também por se entender ser o mínimo necessário para a observação/evidência clínica de resultados na condição de saúde do paciente”, explicou o gestor do Hospital Termal, João Frade.

Ao longo destes seis meses de atividade termal foram realizados irrigações (3648), nebulizações (3548), inalações (3328), aerossóis (2689) e pulverizações (2406). Embora os maiores utilizadores da inaloterapia sejam as pessoas com mais de 65 anos (32,05%), também houve casos de crianças a fazer tratamentos e até pessoas com menos de 64 anos, a maioria utentes do sexo feminino (54,50%) e encaminhadas pelos médicos de família (63%). Para isso, “em muito contribuiu a reposição das comparticipações dos tratamentos termais pelo Ministério da Saúde”, referiu o gestor do Hospital Termal.

Entre os utentes, “as Caldas da Rainha foi o concelho mais representativo com 43%”. No entanto, também se destacam os concelhos como Lisboa, Alcobaça, Leiria, Óbidos e Bombarral, que “no conjunto representam 25% dos clientes das termas das Caldas da Rainha”. A este número juntam-se os beneficiários da ADSE (14%).

Os tratamentos podem ser prescritos pelo médico de família ou por um médico especialista, o que “ajudará o médico hidrologista no diagnóstico para uma maior personalização dos tratamentos a prescrever”. João Frade salientou ainda que “esta indicação, que deverá ser prévia ao tratamento termal, é obrigatória, no caso de o utente pretender ser reembolsado pelo Serviço Nacional de Saúde ou outro subsistema de saúde”.

As consultas médicas têm um custo de 37.50 euros, já os tratamentos variam consoante a época alta ou baixa, podendo assim oscilar entre os 4,50 euros e os 14 euros. Contudo, se os termalistas forem naturais ou residentes no concelho das Caldas da Rainha estão isentos do pagamento dos honorários referentes à consulta médica e beneficiam de 15% de desconto nos tratamentos de cura termal, e de 10% de desconto na vertente de bem-estar no Estabelecimento Termal das Caldas da Rainha. Além disso, há a possibilidade de isentar o pagamento a pessoas com carências económicas.

Igualmente os beneficiários do cartão municipal do idoso beneficiam de um desconto de mais 10% em todos os serviços termais e os bombeiros de 5%. 

Ao nível dos tratamentos para os problemas músculo-esqueléticos, que estão previstos ser instalados na ala sul do edifício do Hospital Termal entre o último trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021, e que já contam com 200 pré-inscrições, João Frade sublinhou que “só assim vamos poder oferecer todo o pacote de tratamentos termais que as pessoas esperam para as Caldas”.

Além desta obra, a câmara avançará para a recuperação do edifício do Hospital Termal, e ainda para a criação de um Centro Interpretativo do Termalismo Caldense e modernização da Central Térmica, num valor global de cerca de 2.500.000€.

 

“Seis meses de atividade muito positivos”


As termas caldenses contaram com “seis meses de atividade muito positivos”. “Além de termos conseguido reabrir o Balneário Novo e de provar que alguns estavam enganados, também conseguimos trazer novamente a oferta termal às pessoas que necessitam de tratamentos”, declarou o responsável, adiantando que “estamos novamente a ver as Caldas da Rainha a assumir o seu papel no termalismo nacional e internacional”. 

Para consolidar a parte da inaloterapia do Balneário Novo, João Frade revelou que “poderá haver novidades este ano mas ainda estamos a estudar a possibilidade de abrir as valências da saúde oral e possivelmente ter tratamentos do foro digestivo”.

Todos estes tratamentos, que serão prescritos por uma equipa liderada pelo diretor clínico Jorge Santos Silva, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica, estão disponíveis para marcação a partir de 15 de fevereiro, abrindo assim quinze dias mais cedo do previsto pelo regulamento. 

O Balneário Novo funciona de segunda-feira a sexta-feira das 09h00 às 12h30 e das 16h00 às 20h00, e sábado das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

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