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Dono de churrasqueira morto a tiro por vizinha

02-06-2011 |

Dono de churrasqueira morto a tiro por vizinha
Dono de churrasqueira morto a tiro por vizinha
Uma mulher suspeita de na passada sexta-feira ter morto com um tiro de pistola o dono de um restaurante de Ferrel, Peniche, ficou em prisão preventiva, depois de ter sido ouvida no dia seguinte no tribunal da cidade. O marido, que a acompanhava na altura do crime, ficou em liberdade, sem necessidade de apresentações semanais às autoridades policiais, segundo revelou fonte judicial. Laura Farto, de 68 anos, que trabalhou numa loja de fotografias e estava reformada, terá sido quem disparou dois tiros de pistola calibre 6.35mm, um dos quais acertou mortalmente nas costas Paulo Martins, de 42 anos, proprietário da churrasqueira “A Caseirinha”, com quem tinha uma relação de vizinhança conflituosa. A mulher e o marido, José Santos, de 70 anos, agricultor reformado, eram presenças constantes nas reuniões da Câmara com intervenção do público, onde relatavam as suas queixas contra o estabelecimento. Na Junta de Freguesia de Ferrel também sistematicamente se queixavam. Ora por causa do alegado barulho provocado pelo exaustor da churrasqueira, ora pela altura da chaminé, quer seja pela paragem dos carros dos clientes em frente à sua casa. Acusações que outros vizinhos, clientes e familiares da vítima dizem não terem sentido. Na sexta-feira, minutos depois das três e meia da tarde, após vários episódios de ameaças e intimidações à clientela e vidros partidos ao estabelecimento, o casal encontrou o empresário em Peniche, quando este tinha ido levantar dinheiro a um banco. José Santos foi visto a dar várias voltas de carro junto ao local do crime e terá sido a mulher quem disparou do interior do veículo. A fuga, após o crime, seria interceptada pouco depois, ainda na cidade, pela PSP. Paulo Martins ainda foi assistido pelos bombeiros mas não resistiu aos ferimentos. No sábado, à entrada do tribunal de Peniche, onde se concentraram vários familiares e amigos da vítima indignados com o acto praticado pelo casal, José Santos diria apenas que “não tenho nada a ver com isto”. Já a esposa fez insultos e ameaças. Indignação Na Rua 1 de Maio, na vila de Ferrel, onde se situa a Churrasqueira “A Caseirinha”, é grande a indignação. Não há quem diga algo abonatório do casal de idosos. “Eram conflituosos e faziam ameaças a toda a gente que estacionava o carro em frente ao seu portão e ia à churrasqueira”, contou uma vizinha. Mas as intimidações – que não eram apenas verbais e que, segundo os relatos, várias vezes eram acompanhadas da exibição de uma caçadeira e de uma forquilha – estendiam-se a todos os que entravam no estabelecimento, mesmo que fossem a pé. O proprietário não escapava às ameaças. “Ainda ontem à noite ouvi o José Bico gritar em altos berros que matava o Paulo”, revelou outra vizinha no dia do crime. “Era uma embirração sem sentido, porque a churrasqueira não causava confusão nenhuma, nem barulho nem incómodo. Simplesmente eles eram malucos e não se davam com ninguém”, manifestou Silvano Lourenço, primo da vítima, que assegurou ter visto o casal “a partir vidros do estabelecimento com um martelo”. Várias vezes a GNR foi chamada ao local, mas o proprietário “não quis fazer queixa para não complicar a vida aos idosos”. “Agora, aconteceu isto”, lamentou o familiar. “Há seis anos abri com o Paulo o negócio da churrasqueira. Dois dias já andava o casal de idosos com uma pistola e uma forquilha a fazer ameaças. Várias vezes partiram as montras”, declarou Emanuel Martins, ex-sócio e primo do falecido. “O estabelecimento cumpria o horário de funcionamento a que estava autorizado e houve medições de ruído e nunca foi detectado barulho anormal”, assegurou. Paulo Martins era agora o único dono da churrasqueira, a par da esposa, Lídia, de 38 anos, que trabalhava ali todo o dia, enquanto que o marido só à noite é que ia para o restaurante, uma vez que também era proprietário de uma carpintaria na vila. “Andava todo orgulhoso porque ia abrir uma nova carpintaria”, indicou Emanuel Martins. Paulo Martins tinha dois filhos menores – um rapaz de 8 anos e uma rapariga de 16 anos. A esposa ficou em estado de choque. A churrasqueira, que funcionava até à meia-noite, excepto domingos e segundas-feiras, esteve fechada nos últimos dias. Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (fotos)
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