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Sociedade, Caldas da Rainha
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Estão a ser preparados os primeiros nadadores-salvadores para Angola

27-07-2011 |

Estão a ser preparados os primeiros nadadores-salvadores para Angola
Estão a ser preparados os primeiros nadadores-salvadores para Angola
Formação nas Caldas   Os bombeiros das Caldas da Rainha estão a colaborar com o Governo angolano para implementação de um projecto de prevenção e segurança em 27 praias daquele país, ajudando a certificar os primeiros nadadores-salvadores que vão actuar no território. Dez bombeiros profissionais angolanos estão a receber formação de nadador-salvador e durante um ano a corporação portuguesa vai acompanhar a montagem de equipamentos em Angola. Trata-se de um trabalho no âmbito de um protocolo entre o Ministério do Interior de Angola e a corporação de bombeiros das Caldas da Rainha, para numa primeira fase ser implementado em 27 praias-tipo do litoral angolano, ao longo de 1680 quilómetros de costa. “Nestas praias, ao nível da segurança existente na Europa, poderão ser criados núcleos habitacionais e fazer nascer cidades viradas para o turismo”, revelou António Marques, vice-presidente da associação humanitária e mentor do projecto. “Vão ser criadas zonas de apoio balnear com meios humanos e equipamentos de intervenção como motas de águas e carrinhas de patrulha. Angola tem um Instituto de Socorros a Náufragos, existem 18 mil bombeiros profissionais, alguns dos quais são mergulhadores, mas não têm é nadadores-salvadores especializados”, referiu. “O principal objectivo do curso é adquirirem competências a nível do meio aquático, na área da prevenção e socorro, e prestação de suporte básico de vida”, indicou Rui Cunha, coordenador da instrução. “Faltava-lhes técnica de pernas, praticamente não utilizavam o batimento de pernas ou colocavam o pé de uma forma que prejudicava a acção de deslocamento em caso de resgate, entre outras lacunas técnicas ao nível da respiração debaixo de água”, descreveu. António Marques adiantou que este projecto foi despoletado “dados os inúmeros acidentes que se registam nas praias angolanas, por falta de vigilância e de recursos humanos”. Ao longo de mês e meio, os dez bombeiros profissionais angolanos, um das quais mulher, com idades entre os 24 e 46 anos, alojados na cidade, recebem formação intensiva em piscina, em ginásio e em teatro operacional real – nas praias da região. A instrução continuará cerca de dois meses em Luanda e a partir de Setembro, os formandos passarão a instrutores e ajudarão a formar, já no seu país, um contingente de 90 nadadores-salvadores. “É uma grande responsabilidade e um projecto emocionante por se tratarem dos primeiros nadadores-salvadores de Angola”, sublinhou António Marques. O facto de Caldas da Rainha ser palco anual de encontros de naturais de Angola, a existência de um corpo de bombeiros com capacidade técnica e a amizade do mentor do projecto com o ministro do Interior angolano, José António Martins, levou a que este projecto fosse assumido pela corporação caldense, cujas despesas serão asseguradas pelo Governo de Angola. A segurança das praias de mar e das praias fluviais e águas internas angolanas constitui uma preocupação central no que diz respeito ao desenvolvimento estratégico do sector do turismo, onde a integração das actividades balneares representam um argumento decisivo.   Francisco Gomes   Wilson Baptista, 27 anos – “Temos de compensar o investimento que o Governo fez neste projecto”   “A experiência está a ser boa, visto que estamos aqui com uma equipa bastante profissional, que nos tem passado o essencial para aquilo que nos trouxe cá. O acolhimento é óptimo para quem veio em busca de algum conhecimento. Sentimo-nos honrados por sermos os primeiros nadadores formados, mas a responsabilidade é muita, porque esta formação enquadra-se no âmbito de um projecto que é nacional e no nosso país as praias são muito extensas e a época balnear são nove meses, e então é uma responsabilidade acrescida. Temos de aproveitar o melhor, para compensar o investimento que o Governo fez neste projecto”   Velasco Zacarias, 35 anos – “Estamos a aperfeiçoar as técnicas”   “São novas técnicas que estamos a aprender. O curso está a ser proveitoso, em particular na natação e algumas manobras de salvamento. Eu faço caça submarina e ficar mais tempo debaixo de água não é algo estranho. Mas estamos a aperfeiçoar. Em relação a Luanda, que é onde vivo, Caldas da Rainha é uma cidade muito calma, mas sinto falta da agitação da minha cidade, mas também a acalmia daqui me encantou e estou a gostar de estar nas Caldas”   Joana Sapalo, 24 anos – “Estou muito orgulhosa de pertencer a este grupo”   “Os momentos que aqui temos tido são muito bons. Está tudo adequado e agradável. Melhorei muito na natação e estamos a ter conhecimentos que não tínhamos. Estou muito orgulhosa de pertencer a este grupo. É de agradecer. A minha família também está orgulhosa. Já me habituei à distância, quando fiz a recruta também me ausentei de casa. A nossa vida é mesmo assim: estarmos prontos para podermos actuar”         Os participantes: Nordeth Florêncio, 30 anos José Contreiras, 46 anos Wilson Baptista, 27 anos José Zacarias, 35 anos Ilidio Cassanga, 26 anos Joana Sapalo, 24 anos Arlindo Calupeteca, 27 anos Felix Joaquim, 27 anos Amorim Silveira, 27 anos Pedro Mingui, 32 anos    
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