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Cultura, Caldas da Rainha
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Na Junta de Freguesia de Santo Onofre

04-08-2011 |

Na Junta de Freguesia de Santo Onofre
Na Junta de Freguesia de Santo Onofre
Museu dos Instrumentos Musicais “João Arroja (pai)” abre em Setembro   Guitarras, acordeões, bandolins, violas, flautas, bombos, clarinetes, trombones, gaitas de foles e um órgão de pedais são só alguns dos instrumentos que podem ser vistos no Museu dos Instrumentos Musicais “João Arroja (pai)”, instalado na sede da Junta de Freguesia de Santo Onofre, na Rua 15 de Agosto, n.º 27, nas Caldas da Rainha. O Museu, que vai ser inaugurado no mês de Setembro, possui uma colecção onde se reúnem 100 instrumentos musicais, sobretudo europeus, mas também africanos e asiáticos, de tradição popular. A grande parte deste acervo provém da colecção de João Arroja, uma figura muito ligada à cultura e um dos elementos responsáveis pelos grupos musicais “Os Caldenses Grupo Típico” e o “Grupo de Cavaquinhos das Caldas da Rainha”. Dele fazem parte instrumentos raros e de valor histórico. Destaque para um órgão de pedais que estava com as peças soltas numa Igreja da Benedita e que foi totalmente recuperado por João Arroja. A colecção integra ainda um acordeão de Mário Lima, pai da conhecida acordeonista Eugénia Lima. Três instrumentos musicais de cordas que também fazem parte da mostra são da autoria de Joaquim Vieira e José Luís, elementos do Grupo de Cavaquinhos. Uma das bandolas é feita com a base de uma panela térmica e a caixa da outra bandola é feita com a base de uma terrina de bambu. A colecção integra ainda várias miniaturas de réplicas de instrumentos musicais que foram adquiridos ao longo de vários anos por João Arroja. Na mostra os instrumentos musicais dividem-se por classes: Cordofones ou de cordas; Aerofones; Ideofones e os Membranofones. Os Cordofones existem em maior número e distribuem-se por várias famílias: Dedilhados (guitarra clássica, guitarra portuguesa, violas, bandolins entre outros) e fricção com Arco de Sedas (violinos, violoncelos entre outros). Os Aerofones, por funcionarem com ar, dividem-se entre os com foles de ar (acordeão, gaitas de fole, entre outros) e os instrumentos de sopro. Por último estão expostos os instrumentos Ideofones, que se distinguem por terem sons com timbres diversos, quando percutidos ou chocalhados como o metalofone, xilofone, carrilhão, pau da chuva, maracas, reque-reque, pandeireta, bombo, tambor, címbalo, entre outros. Os Membranofones são aqueles que têm uma ou mais membrana como o tambor, címbalo e bombo. Também existem os instrumentos de madeira, como o saxofone e clarinete, e os de metal, como o trombone e tuba. Este Museu de Instrumentos Musicais é um antigo sonho de João Arroja que considera um “desperdício” ter “os instrumentos em casa se ninguém os poder ver”. “O objectivo do espaço é resgatar a história através dos instrumentos e mostrar”, disse este responsável, que agradece à Junta de Freguesia de Santo Onofre por se ter associado ao projecto e ter cedido o espaço para a criação do Museu. A ideia de criar um Museu com os seus instrumentos musicais surgiu depois de ter feito uma exposição na Capela de São Sebastião, nas Caldas. O gosto pela música e teatro começou na sua infância. Ainda toca vários instrumentos, como a guitarra portuguesa, viola, harmónica de boca, bandolim e bandola. Ligado à música popular em vários grupos musicais, João Arroja recordou o primeiro instrumento que recebeu. “O meu pai foi à Feira da Ladra em Lisboa e trouxe-me um violino, a partir daí comecei a coleccionar instrumentos musicais”, revelou este músico. “Museu dos Instrumentos Musicais “João Arroja (pai) foi o nome escolhido por João Arroja, que quis homenagear o pai por ser uma figura que sempre o apoiou e acompanhou na sua vida cultural. “O meu pai foi o fundador dos Pimpões, sócio que originou a Associação, portanto quis prestar-lhe esta homenagem”, disse o responsável pelo Museu. João Arroja pretende aumentar o espólio do Museu adquirindo mais instrumentos, nomeadamente de sopro metálicos. Depois da inauguração oficial, o Museu vai estar aberto à população todas as terças e quintas das 14h00 às 16h00. Segundo este responsável, o objectivo é fazer visitas guiadas para escolas e lares ou para grupos. “Acho que é um local ideal para ser visitado por crianças, jovens e os seniores”, sublinhou João Arroja, que quer que os visitantes “ouçam e sintam nos dedos as notas que vão saindo ao tocarem em alguns dos instrumentos”. As visitas guiadas para as escolas serão às terças-feiras, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00 e para os lares às quintas-feiras. As marcações podem ser feitas através do número de telemóvel 965435164 ou para a Junta de Freguesia de Santo Onofre. Aos 64 anos, João Arroja continua ligado ao grupo “Os Cavaquinhos das Caldas da Rainha”, ao “Grupo Típioco”, ao Grupo Reinadio da Fanadia e às Gaitas de Foles da Fanadia. São várias e diversificadas as suas participações, sobretudo em lares, centros de dia, escolas, associações, eventos culturais, feiras temáticas, tendo já efectuado muitas actuações com estes grupos. Aos 7 anos iniciou o seu percurso cultural com a participação no Grupo de Teatro da Sociedade de Instrução e Recreio “Os Pimpões”, na peça musical “A Petizia das Flores”, em que fazia o papel de carteiro. Em 1960, no 1º ano do Curso de Cerâmica, formou o Conjunto Musical “JO CA JO”, com o objectivo de animar as festas escolares e os bailes pelas associações das Caldas. Em 1980/81 criou na Escola Preparatória de Caldas da Rainha um grupo musical constituído só por alunos que nesse ano lectivo animou as festas na escola. Em 1982 formou o “Grupo Orvi” (órgão e viola) com Carlos Duarte (seu aluno em 1965), onde tocavam música de bar no Restaurante “Foz Praia” e aos sábados em casamentos.   Marlene Sousa    
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