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Caldas da Rainha, Regional
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Produtores de Alvorninha encheram Feira Nacional da Cebola em Rio Maior

07-09-2011 |

Produtores de Alvorninha encheram Feira Nacional da Cebola em Rio Maior
Produtores de Alvorninha encheram Feira Nacional da Cebola em Rio Maior
Cerca de 30 ceboleiros das Caldas da Rainha participaram durante cinco dias na Feira Nacional da Cebola, que decorreu entre quarta e domingo da semana passada em Rio Maior. Representando a freguesia de Alvorninha, os produtores queixaram-se das vendas fracas. Ainda assim enalteceram o certame e defenderam que deviam ter mais oportunidades para exibir as cebolas que produzem. A Feira Nacional da Cebola – Frimor 2011 foi inaugurada pelo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, no dia 31 de Agosto. É o mais antigo certame anual do concelho de Rio Maior, tendo origens numa feira que se começou a realizar no século XVIII na localidade de Arroquelas, passando depois para Rio Maior, tendo sempre uma presença em peso de ceboleiros das Caldas da Rainha. Ao longo dos anos poucos eram os participantes de outras localidades. A exposição agrícola sempre foi um dos atractivos da Feira e a autarquia de Rio Maior reuniu com os produtores em Alvorninha para lhes dar conta das condições oferecidas – uma tenda para cada um, de forma gratuita, no corredor lateral do Pavilhão Multiusos. Foi ali que o JORNAL DAS CALDAS encontrou Maria Fernanda, de Ribeira de Crastos e Eduardo Jorge, das Gaeiras. Produtores há mais de 50 anos, apontaram que em 2011 “a produção não foi má, mas vender é que é difícil”. Todos os anos participam na Frimor e manifestaram que os tempos de crise fizeram-se sentir. “As vendas estão fracas. As pessoas vêm para ver e não compram praticamente nada”, lamentaram. “Vendemos a 50 cêntimos o quilo, mas temos vindo a baixar, se não quisermos levar de novo a cebola para casa. Mas as pessoas ainda querem mais barato. O curioso é ver que no supermercado está mais caro – vende-se a 59 cêntimos o quilo, e as pessoas não deixam de comprar lá”, fizeram notar. José Francisco, de Alvorninha, era pedreiro e só aos fins-de-semana é que se dedicava à agricultura. Lembra-se que ia com o pai à Frimor e apenas no ano passado, quando deixou de ter emprego, é que começou a estar mais tempo no campo e a produzir. “Mas a agricultura é só para entreter, porque quase nem dá para o gasóleo nem para o adubo. A cebola teve muita produção este ano e não tem saída nenhuma”, relatou. Com o preço ao quilo de 45 cêntimos, vendeu cerca de meia tonelada de cebolas. Ilídio Venceslau, de Alvorninha, foi o segundo ano que participou na Frimor. “Trabalhei na Secla durante 21 anos. Depois fechou e fui a tempo inteiro para a agricultura”, contou. “A despesa da produção é muito grande. Há falta de dinheiro também para comprar. No ano passado havia mais procura. Vendo a 45 cêntimos o quilo e ainda dizem que é cebola espanhola”, desabafou. O produtor não tem dúvidas: “No supermercado é mais caro e a nossa cebola conserva-se o ano inteiro”. O ceboleiro defendeu que “Caldas da Rainha podia fazer um evento do género, não coincidindo com a Frimor”. “Em Rio Maior, os vereadores da Câmara foram a Alvorninha fazer uma reunião connosco. Estamos gratos à Câmara. Agora Caldas nunca nos deu oportunidades”, indicou. Joaquim Matos, igualmente de Alvorninha, acompanhou o pai há mais de 60 anos na produção de cebolas. “Comecei logo pequeno e continuei. A produção tem altos e baixos. No ano passado foi melhor para as vendas – havia menos cebola e mais procura”, descreveu. Terá vendido na Frimor cerca de 500 quilos, com preços a oscilarem entre os 40 e 50 cêntimos. Sobre o certame, comentou ser “uma boa iniciativa para escoar o produto e podia fazer-se uma feira deste género nas Caldas, no Mercado de Santana, por exemplo”. “A Câmara de Rio Maior deu-nos apoio. O que queríamos era que houvesse mais procura, mas está tudo em crise”, exclamou.   Outras atracções   Para além da cebola, as carnes certificadas estiveram representadas na Feira. Tavernas típicas foram dinamizadas por algumas associações recreativas do concelho e ficaram instaladas na Av. Marechal Humberto Delgado. Foi também realizado um passeio equestre. A juntar a tudo isto destaque ainda para o XXIV Encontro Nacional de Coleccionadores, mostras de folclore, colóquios, prova de vinhos, animação de rua, um espaço de animação infanto-juvenil, animação com D’js na Tenda dos Bares, e os habituais concertos musicais, em que o cabeça de cartaz foi o cantor Toy. Os carrocéis foram divertimentos adicionais, em ambiente de feira, onde não faltaram os stands de venda dos mais variados artigos. No pavilhão multiusos não faltavam as habituais representações das actividades económicas no primeiro piso, promovida pela Associação Empresarial e Comercial de Rio Maior, enquanto no rés-do-chão ficavam os expositores das juntas de freguesia, os restaurantes de carnes certificadas e, no exterior, a exposição automóvel e a habitual tenda dos bares. Havia igualmente uma área em que os visitantes podiam fazer rastreios de saúde e saber um pouco mais sobre a Educação para a Saúde. A Frimor 2011 contou com dias temáticos: o primeiro dia foi o Dia da Região de Turismo do Algarve, o 1 de Setembro o Dia do Ceboleiro, 2 de Setembro o Dia da Carne Marinhoa, 3 de Setembro o Dia da Carne Barrosã, e a finalizar, 4 de Setembro o Dia da Carne Arouquesa. No dia da inauguração, o secretário de Estado da Floresta e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, visitou o certame na companhia da presidente da Câmara, Isaura Morais, manifestando o desejo de que a produção nacional e a agricultura tenham crescimento económico e ajudem promover o desenvolvimento do país. “É uma feira tão antiga, do mundo rural e dos seus produtos. Temos muitos produtos do melhor que há na terra e temos uma grande esperança de que o futuro passa pela agricultura. Queremos aumentar a produção nacional, aumentar as exportações e reduzir as importações. A agricultura é uma das chaves desse caminho. Espero que esta feira tenha o carácter de promoção da cebola, de Rio Maior e do mundo rural”, afirmou Daniel Campelo. Isaura Morais pediu ao secretário de Estado que sejam apoiados os projectos de crescimento sustentado no concelho e o mundo rural. “A feira é o mais antigo certame anual do concelho de Rio Maior, para muitos riomaiorenses a feira rainha da região pelos negócios, preparação do ano agrícola e memória da terra. Foi nossa ambição devolver a Frimor ao riomaiorenses e levá-la para a rua, com colaboração das juntas de freguesia e associações, que mostram o melhor do concelho”, explanou a autarca.   Francisco Gomes
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