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Tocador de flauta na rua pressionado a pedir licença à Câmara

15-09-2011 |

Tocador de flauta na rua pressionado a pedir licença à Câmara
Tocador de flauta na rua pressionado a pedir licença à Câmara
O homem que toca flauta todos os dias ao lado do seu cão, na Rua das Montras, foi pedir uma licença à Câmara para exercer esta actividade depois de alguns comerciantes terem pressionado a PSP a fiscalizá-lo. Luís Jorge, de 41 anos, é natural da Gafanha da Nazaré, em Aveiro, e veio parar às Caldas depois da relação que teve na Pampilhosa da Serra não ter resultado. Nas Caldas há dois anos, Luís Jorge e o seu cão, chamado Conforto, todos os dias estão na calçada da Rua das Montras para ganharem algum dinheiro. Contudo, alguns comerciantes já estão fartos da presença da flauta e do cão e decidiram pressionar a PSP para que impeça a actividade. “Veio um polícia pedir para eu tirar uma licença para poder tocar flauta. Eu não peço nada, as pessoas que passam é que dão se querem, mas para isso tenho de tirar licença”, disse. Segundo Luís Jorge, que tem uma filha de oito anos, fruto de uma relação que terminou há dois anos depois de perder o emprego, tirar a licença não é problema, será depois mais complicado pagá-la. “Eu sei que é preciso licença para exercer o que seja na via pública. Pagar é que vai ser mais complicado, porque são dois euros por dia, por metro quadrado. Já fiz o pedido para tocar flauta na Câmara, mas ainda não sei se foi aceite. Tenho uma fotocópia para poder tocar”, explicou. Segundo o homem, tocar flauta na rua pode compensar uma verba diária entre os 10 aos 30 euros, mediante a altura do ano e as condições atmosféricas. “Se chove não ganho e por isso espero que eles não me cobrem o dinheiro. O dinheiro que ganho aqui varia muito. Posso ganhar menos de dez a quinze euros. Em dias de festa, posso tirar entre os 20 a 30 euros. Este dinheiro é que me dá para sobreviver”, disse, referindo que não tem direito a rendimento mínimo “porque exerço uma actividade que é tocar flauta”. Luís Jorge, que confessa “ter-se fartado” de procurar emprego e receber “não em cada porta que batia”, reside num automóvel que lhe foi oferecido e que está estacionado perto da PSP das Caldas. “A minha actividade agora é tocar flauta, porque não arranjo trabalho. Fartei-me de procurar emprego”, relatou, com o seu fiel amigo deitado na calçada. Luís Jorge julga que esta situação foi criada por um comerciante que não gosta de o ver sentado com o Conforto na calçada e por isso mesmo evita de estar perto das suas lojas. “Sei que há um comerciante que não gosta que eu esteja aqui, mas é normal porque acho que ele não gosta de ninguém. Acho que ele fez queixa à polícia e por isso fui fiscalizado. A polícia fez o seu trabalho de forma bastante educada. Eu compreendo que se os comerciantes estão fartos de ouvir a flauta a polícia tem de intervir. Eu não digo que seja perseguido pela polícia mas se calhar por algum comerciante”, declarou. Aguarda-se agora que a Câmara Municipal das Caldas decida sobre este pedido. Carlos Barroso
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